Agora
Praia de um rio agora calmo
Ao passo do regresso de meus amores,
sigo firme no propósito do que é meu.
Vejo, na imagem, a dizer:
que, tanto no amor quanto no prazer, rios hoje calmos já conduziram águas de muitas torrentes; águas que, outrora, representavam perigo, mas que agora passam com suaves murmúrios pelas margens, correndo lentamente sobre as belas praias que elas mesmas um dia criaram com sua força.
Ela mostra que as mais fortes correntes não resistem ao tempo. Mostra que, por mais tremendas que pareçam, o tempo as convence a, um dia, correr sem carregar consigo tudo o que encontram pela frente. Aprendem a desviar dos galhos, deixando de vê-los como obstáculos dignos de confronto, e, assim, evitam obstruir passagens que jamais impediam o curso da vida, preservando o caminho que as conduz ao seu destino.
Descrever a vida é uma tarefa complexa; não existem muitas definições, é apenas o agora que pode influenciar o que está por vir. Tudo é incerto.
Ainda sinto seu cheiro,
Ainda sinto suas mãos
...Não, não pude te esquecer.
E agora o que eu faço?
E agora, o que faço?
Está tão difícil,
Cada dia mais silencioso,
Cada manha mais fria...
E agora o que faço?
Não me preparei para ficar sem você
Nunca imaginei isso, nunca pensei.
E agora o que faço..?
As vezes penso em sair por ai,
Mas as lembranças me perseguem,
Como se você fosse aparecer do nada e voltar...
E fico esperando...
Tenho certeza que é impossível te esquecer,
E me pergunto o que faço?
Seguirei como um andarilho
Num mundo incapaz de resolver isso,
Quem sabe, eu não consiga nunca
... E nem vou tentar...
O presente já foi
agora é passado
O futuro já é
vai bem obrigado
Cadê você coração
Chega logo
Ou me mata de paixão..
Meu coração ta bombeando tanto amor, que a pressão subiu.
E a culpa é toda sua.
Agora o único remédio é você me pertencer.
E me amar até o fim.
Infinitamente.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
Quebrei expectativas alheias, surpreendi as minhas, reescrevi limites como linhas de água, agora planto rotas onde havia muros.
Perdi a pressa de ser perfeito, passei a valorizar o trabalho bem feito, a perfeição é agora um sinal, não prisão.
Já fui menor que meus erros, sou maior que minhas correções, a autoexigência agora vem com compreensão, o balanço me mantém em pé.
Tranquei o medo no compartimento da experiência, esgotei sua força com atitude, agora ele só guarda memória.
Vencer não foi destino, foi decisão cotidiana, repeti atos simples até que virassem caráter, agora caminho com a certeza do que plantei.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
A obstinação foi manual de carpintaria, com ela construí portas e janelas, agora habito espaços que projetei.
