Agora
Se você parasse agora…
E ninguém pudesse te julgar,
o que, dentro de você,
ainda estaria esperando pra começar?
De tanto querer e não poder... hoje posso e não quero.
Se não pude fazer não podia agora não faço porque não quero.
E agora, finalmente, eu permito que uma nova energia nasça em mim.
Uma energia de paz.
De coragem.
De amor-próprio.
De liberdade.
Porque depois de tanta dor, eu não quero apenas sobreviver.
Eu quero viver. E quero viver de uma forma completamente nova.
Olhar para quem já nos quis tão bem e perceber que, agora, a nossa existência ou ausência tanto faz, é uma das despedidas mais silenciosas e dolorosas que existem.
Este dia também é teu.
Mesmo que agora o caminho pareça difícil, o Sol continua a nascer para todos.
Há sempre uma nova oportunidade à tua espera, um motivo para seguir.
Respira fundo.
Confia.
Vai passar.
Dias melhores virão.
A moda agora é dizer:
"respeite minhas escolhas."
Concordo.
Mas ninguém me convence de que gostar de alguém seja simplesmente abrir a porta e assistir a pessoa caminhar para o incêndio enquanto desejamos "boa sorte".
Isso não é respeito.
É covardia vestida de liberdade.
Quando você gosta de alguém — pouco importa se é amigo, amante, irmão ou aquele sujeito que apareceu na sua vida sem pedir licença — existe uma dívida que nasce no mesmo instante. Não dessas que o juiz cobra. Essas são fáceis. Você assina um papel, paga uma multa, faz um acordo.
Estou falando daquela dívida que aparece às três da manhã.
Aquela em que o travesseiro pesa mais do que um caixão.
Você avisa uma vez.
Depois avisa outra.
Mas, se a desgraça insistir em seguir adiante, talvez o gesto mais honesto não seja ficar na calçada dizendo "eu te avisei".
Talvez seja caminhar junto.
Se possível, um passo à frente.
Não para impedir a queda.
Ninguém salva adulto de si mesmo.
Mas para que, quando a queda vier, exista uma mão entre o asfalto e o rosto.
Porque amor não é entregar o endereço da farmácia.
É aparecer com o remédio.
É passar a madrugada acordado quando a febre não baixa.
É dividir a culpa quando tudo dá errado, mesmo sabendo que ela nunca foi inteiramente sua.
Hoje confundem afeto com legenda de fotografia.
Compromisso virou reação de emoji.
Cumplicidade virou confirmação de leitura.
E "eu gosto de você" passou a significar algo tão descartável quanto o guardanapo usado depois da sobremesa.
Declarar afeto custa o movimento da língua.
Participar da vida do outro custa tempo.
Sono.
Dinheiro.
Paciência.
Às vezes, orgulho.
E quase sempre um pedaço da própria paz.
Por isso existe tanta gente apaixonada e tão pouca gente comprometida.
Os rótulos também ficaram engraçados.
"Estamos ficando."
Ficando o quê?
Mais velhos?
Mais vazios?
Mais especialistas em chamar ausência de liberdade?
Porque, no fim da noite, quando a conta chega, ainda acho que certas responsabilidades não deveriam precisar de assembleia para existir.
Pode me chamar de antigo.
Ainda sou do tempo em que o sujeito puxava a cadeira, pagava o jantar sem transformar isso em discurso político e acompanhava a mulher até a porta para ter certeza de que ela entrou em segurança.
Não era machismo.
Era presença.
Hoje confundem presença com controle.
Confundem abandono com maturidade.
Confundem omissão com respeito.
E depois perguntam por que o mundo parece tão frio.
Não é o planeta que esfriou.
Foram as pessoas.
Elas aprenderam a dizer "conte comigo" sem jamais aparecer.
Aprenderam a escrever "te amo" com os polegares e desaparecer quando a ambulância liga a sirene.
No fim, o universo continua fazendo sua contabilidade silenciosa.
Não usa tribunal.
Não usa testemunhas.
Não precisa de advogado.
Só coloca você, um quarto escuro, um travesseiro e uma memória.
Ali acontece o único julgamento que realmente importa.
Porque existem absolvições que vêm no Diário Oficial.
E existem condenações que dormem ao seu lado para o resto da vida.
“O passado não morreu. Ele apenas mudou de lugar: agora mora dentro de nós.”
— Juliana Hoffmann Liska
E agora ele voa,
Sem olhar pra trás.
A dor foi a mola
Que o fez ser capaz.
Ninguém mais o para,
Ninguém diz que não.
Seguiu a própria direção.
Flávio usa o PIX, mas Visa o Zelle! Tendo no bolso o Master! Recebia o Bolsa Quadrilha, agora deu um Azarão e entrou numa Frias!
Flávio será cabo eleitoral do Lula? Agora apoia a isenção do imposto de renda e defende o Bolsa Família! Populista e golpista!
Agora que a miragem se desfez, euavisto o horizonte da promessa; uma reconstrução daquilo que estava certo no único lugar onde a vida fazia sentido.
Quando o amor era só desejo,
ele cabia nas mãos do controle.
Agora que é real,
exige entrega,
e isso assusta.
O amor é intenso,
e o medo dele não nasce da fraqueza,
nasce da consciência.
Não é falta de querer,
é o entendimento do peso do que foi pedido.
Enquanto era busca,
era idealização.
Quando aparece,
vira risco,
responsabilidade,
vulnerabilidade.
O coração que pediu
percebe:
“isso pode me transformar”.
Quem foge do amor
não foge do outro,
foge da própria rendição.
E, às vezes, fugir
não é rejeitar,
é aprender a confiar
no tempo certo.
É dar passos para trás,
para observar, absorver e aceitar
que aquilo que tanto se desejou
chegou.
Não fique parado agora, no sofisticado ou no feijão com arroz, quem sabe faz na hora, não deixa pra depois.
Vai ficar pra trás quem não aprende, aprenda agora, não fique no depende, quem sabe faz na hora, quem não aprende se arrepende.
A evolução humana chegou ao topo! De agora em diante basta um escorregão para descemos a ladeira sem freios ou obstáculos!
