Admirar outra Pessoa
"A consciência reta não procura inimigos nem necessita de admiradores. Basta-lhe a serenidade de saber que não negociou os próprios princípios para conquistar a aprovação dos outros."
Ela não é flor que se cheira ... ela é flor que se cultiva , cuida , rega , ela é flor que se admira, ela é flor que a gente ama cada pedacinho dela... cada espinho , cada detalhe ... ela é uma flor delicada...obra prima da natureza...dessas de um perfume que encanta ..dessas de uma beleza tamanha que nem cabe nela...
Talvez chegue o dia em que eu simplesmente deixe de elogiar uma mulher, não por falta de admiração, mas por medo. Medo de que uma palavra sincera seja distorcida, que uma gentileza seja vista como uma ameaça e que uma atitude inocente se transforme em um problema sério. É triste pensar que estamos chegando a um ponto em que até um elogio precisa ser pensado, medido e calculado. Se continuarmos assim, talvez o maior prejuízo não seja deixar de elogiar, mas perdermos, aos poucos, a liberdade de sermos espontâneos uns com os outros.
Ivo Mendes Morais
Com humildade diante de um gato, a arrogância que parecia estar no gato, passa a ser admiração mútua.
Aquele tão sonhado beijo aconteceu debaixo da chuva, que chegou de repente, enquanto eu admirava sua boca e, por um instante, desejei ser o seu batom.
A água escorria pelos nossos rostos. Aproximei-me devagar e pude ouvir sua respiração. Quando nossos lábios se tocaram, o tempo parou, tudo ao redor desapareceu.
O gosto da sua boca parecia de fruta madura, tamanha doçura... Lembrou-me o sabor de uva, daquela uva doce que a gente prova devagar, querendo guardar na boca o sabor por mais tempo.
E a chuva continuava caindo, como se o céu também quisesse testemunhar aquele momento. Nossos olhos se encontraram, e naquele instante não existia mais nada: apenas nós, a chuva e o sabor daquele beijo tão esperado.
Depois, quando nossos lábios se separaram, ficou em mim a vontade de voltar àquele instante. Porque há beijos que terminam na boca, mas permanecem para sempre na memória.
E toda vez que eu ouvir “Sabor da Uva”, talvez meu coração volte para aquela chuva... para o encontro dos nossos lábios... e para o doce sabor da sua boca, que até hoje tem gosto de saudade.
Salmos 8:1
Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!
“Toda a terra é pequena demais para conter a grandeza de um Deus cuja glória enche os céus!”
Se soubéssemos ao menos admirar a disciplina dos japoneses como eles admiram o nosso futebol, talvez a nossa primeira derrota não fosse tão vergonhosa.
Quase todo mundo lendo — quase ninguém interpretando. Seria um começo admirável, se o fim não negasse os meios.
Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.
Não de ideias nem caminhos.
Muito menos de soluções.
A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.
O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.
Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.
A profundidade perde para a viralização.
E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.
Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.
E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.
O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.
Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.
E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.
No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.
Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.
Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.
Talvez a polícia recuperasse a Admiração, o Respeito e o “Sinônimo de Idoneidade” que já ostentou por muitos anos se conseguisse se libertar do corporativismo e combatesse criminosos escondidos nela com a mesma rigidez — necessária — que tenta combater fora dela.
A confiança pública nunca foi construída apenas sobre fardas, distintivos ou autoridade.
Ela nasceu, sobretudo, da percepção de que havia homens e mulheres dispostos a proteger a sociedade até mesmo dos próprios desvios internos.
Quando essa coerência desaparece, a instituição deixa de ser vista como guardiã da ordem para se tornar alvo de desconfiança, medo e questionamentos.
O corporativismo, quando ultrapassa o limite da lealdade saudável entre colegas, transforma-se em blindagem moral.
E nenhuma instituição sobrevive intacta quando passa a proteger seus erros em nome da própria imagem.
O silêncio diante da corrupção, da violência injustificada ou do abuso de poder não preserva a honra da polícia — corrói lentamente aquilo que ela tem de mais valioso: sua credibilidade.
A população compreende que policiais enfrentam riscos, pressões e realidades extremas.
Compreende também que a Maioria dos profissionais exerce sua função com muita dignidade e muito sacrifício — até da própria vida.
Mas é justamente por isso que a omissão diante dos maus agentes se torna ainda mais grave.
Cada criminoso protegido dentro da corporação destrói um pouco do esforço daqueles que vivem honrosa e honestamente sob a segunda pele do braço armado do Estado.
Nenhuma instituição conquista respeito verdadeiro exigindo obediência cega; ela o conquista demonstrando integridade, mesmo quando isso dói internamente.
A coragem de investigar, punir e expulsar quem desonra a missão policial talvez seja o único caminho capaz de reconstruir a ponte quebrada entre parte da sociedade e aqueles que deveriam só protegê-la.
Porque a autoridade sem ética impõe medo.
Mas a Autoridade com justiça inspira Confiança.
Aos que não desonram a segunda pele do Glorioso braço armado do Estado, nem a pretexto de passar pano para desvios de conduta de seus pares, meu Eterno carinho, admiração e respeito.
Força e Honra!
Às vezes,
tudo que um idiota mais precisa é encontrar outro mais idiota para admirá-lo.
Talvez seja essa a engrenagem silenciosa de muitas ilusões.
A incompetência, quando encontra admiração cega, deixa de se perceber como limitação e passa a se fantasiar de genialidade.
O aplauso indiscriminado não corrige erros; apenas lhes dá palco.
O problema não está apenas em quem se considera acima de tudo e de todos, mas também em quem entrega sua admiração sem qualquer senso crítico.
Afinal, toda vaidade precisa de um espelho, e toda arrogância cresce quando encontra quem a testemunhe sem questionamentos.
Vivemos tempos em que a convicção costuma valer mais do que o conhecimento, e a popularidade frequentemente pesa mais do que a verdade.
Nesse cenário, pessoas despreparadas podem tornar-se referências simplesmente porque encontraram uma plateia ainda menos disposta a pensar.
Isso serve como um alerta para todos nós.
Antes de admirar alguém, vale perguntar se estamos reconhecendo virtudes reais ou apenas sendo seduzidos por discursos, carisma ou certezas vazias.
E, antes de buscar admiração, talvez seja mais sábio buscar autocrítica.
A verdadeira inteligência não precisa de bajuladores para existir.
Ela se fortalece no diálogo, aceita ser questionada e aprende com os próprios erros.
Já a tolice, quando encontra aplausos, costuma apenas fazer mais barulho.
"Quando aquela admiradora disse-me - entre baforadas - que eu deveria ter programa na TV, meus olhos encheram-se de lágrimas e eu indaguei: 'Outro programa na TV?' As lágrimas devem ter sido por causa da fumaça nos meus olhos, tal qual na canção "Smoke gets...!"
Frase Minha 0462, Criada no Ano 2010
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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