Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Sempre buscamos o 'sim' da escuta, da concordância, do acolhimento...
No entanto, nem sempre seremos ouvidos, compreendidos, acolhidos...
Aceitar a dor da rejeição, do 'não', faz parte da vida.
Tem um poema de Kaváfis… O título é "A Cidade". Fala de viajar, de mudar de lugar. Como se a mudança ajudasse a resolver os problemas. Mas não adianta, porque os problemas estão dentro de nós e eles nos acompanham.
Fui incapaz de ver isso. Ou eu não queria ver. Agora está bem claro. Você me usou.
Acredito que biologicamente só existe uma raça humana: o Homo sapiens.
Entretanto, ao longo da história, social e culturalmente, surgiu o conceito de "raças humanas" com o objetivo de hierarquizar e justificar a dominação entre os grupos humanos, como visto na escravidão dos povos africanos durante a época colonial e nas práticas racistas ainda presentes em nossa sociedade.
É muito comum ver pessoas reforçando as trajetórias e o esforço de personalidades negras que venceram na vida como parâmetro de defesa da meritocracia.
"Se eles conseguiram, todos podem conseguir."
Afirmar isso é uma verdadeira falácia!
Esses casos são exceções à regra e, na realidade, só evidenciam a grande desigualdade social e racial brasileira, decorrente principalmente dos processos históricos ligados à escravidão.
Engraçado, estamos no espaço público das redes sociais e achamos que apenas os outros são exibicionistas, narcisistas que vivem fazendo marketing pessoal de suas vidas.
Nós não!
Estamos realizando apenas divulgações, publicações e compartilhamentos.
Todos somos narcisistas em algum grau, uns mais, outros menos.
Assim, somos nós!
Quem tem razão?
João, que gasta seu tostão comendo feijão e tomando um cervejão, sem preocupação com o futuro da nação.
Ou
José, que gasta seu tostão tomando café, comendo em pé, remando contra a maré e tentando mudar o futuro da nação.
Eis a questão.
Infelizmente, presenciamos na sociedade pós-moderna "falsos progressistas" utilizando-se do "marketing do bem" para se promover politicamente. Chamo-os de "progressistas para inglês ver", alusão ao antigo ditado popular.
É a lógica do "tokenismo", citado por Martin Luther King, que serve apenas para dar uma imagem progressista; ou seja, uma organização ou projeto incorpora um número mínimo de membros de grupos minoritários somente para gerar uma sensação de diversidade ou igualdade.
"Separar o joio do trigo" nesse mar de lama que se transformou o Brasil é um grande desafio.
Às vezes, faz-se necessário concordar com o que é dito, mesmo sabendo que, no fundo, não é nada daquilo.
A publicidade quer capitalistas alegres vendendo "felicidade" para a plebe.
A publicidade afirma que todos nós somos empreendedores e que a escravidão moderna não é verdadeira.
A publicidade promove a ideia de que a terceira idade é a melhor idade, e que trabalhar não tem limite de idade.
A publicidade vende a ideia da felicidade no "aqui e agora", sugerindo que temos liberdade para consumir tudo o que desejamos.
Que Deus nos dê sabedoria e serenidade para não cairmos nas garras da publicidade.
Sentia-se oprimido, deprimido e preterido; buscou abrigo na casa do amigo, onde foi muito bem acolhido.
No entanto, bastou um alô do opressor para trocar o ombro amigo pelos braços do inimigo. É isso!
Acho louvável a tentativa da linguagem inclusiva em acolher a todos, todas e todes.
No entanto, não consigo enxergar efeitos práticos, especialmente na periferia, onde o povo luta diariamente por um prato de comida.
Até o presente momento, percebo a linguagem inclusiva impactando, em termos práticos, uma parte exclusiva da classe média brasileira.
Na base da pirâmide social, essas pautas parecem inócuas e sem significado no contexto de extrema pobreza em que vivem.
