Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
Fui levar meu lixo na lixeira,
e no meio do caminho uma velhinha caminhava
com sacolinhas na mão, sacolinhas de lixo.
Então eu disse no capricho:
– Deixe que eu jogo fora para a senhora,
faço de bom coração.
Mas ela foi discreta:
– Não, não. Meu lixo está muito sujo, acho melhor não.
Insisti, educado, e disse:
– Senhora, seu lixo é mais limpo que o meu.
E ela, com tino, retrucou:
– Sim, sim. Mas na competição de lixos o limpo perdeu.
De longe hei de te amar com todo o meu coraçao, assim a distancia será a proximidade, a saudade será o amor, o desejo será constante.
A vida é minha mas o coraçao é teu, o sorriso é meu mas o motivo es tu, o nariz é meu mas o ar que respiro é o do teu cheiro...
Nao tenho te ao meu lado, mas o que mais quero é ter te aqui. Nao tenho te por perto, mas qando te aproximas perto de mim o meu corpo estremece, suo mesmo com frio, a minha alma sente se aliviada da solidao, perco direcçao, ganho mais esperança de que algum dia terei te ao meu lado e nos meus braços.
Amo te como nunca amei ninguem na vida..........tu es a mulher dos meus sonhos...
Se eu fosse um sequestrador sequestraria o teu coraçao e o manter no cativeiro do meu coraçao por resto da vida sem exigir nenhum resgate. E sabes porque?...pelo amor que tenho por te.
Ter te ao meu lado foi o meu sonho da infancia, beijar-te, tocar-te, amar-te foram os meus desejos desde o dia em que te conheci...entao imagina se nao existisse o dia em que te conheci e se nao tivesse infancia...?
Meu corpo contorce no ritmo da cantiga, percebo meus dedos esfarelar e virar pó, meu rosto é um oco sem fim, eu não tenho nome, sou apenas uma parte deste mundo sem voz, partículas do meu ser são grandes constelações, estou lá e cá, sou a insignificância de uma pedra na altura atmosférica, sou o canto do bosque, tenho fome de sede e sede de fome, vivência enganosa, cá sem querer, querer sem poder, apenas respirando, nas profundezas do meu ser, sem salvamento e sem esperança, só quero me libertar e voar tão alto onde sei que posso chegar, viver conturbadamente viva.
Nebulosa onda mental, intrafegável ao caminhar, sem horizontes, sem ar. Volúvel e instável, meu ser, cai em seu próprio precipício desmedido e incompreendido. Insípido e doloroso, resiste e persiste, sem volta, sem ida, perambular em seu universo, tremenda perda, nesse ensejo, retrocede, vai longe, e então, funde-se ao acaso, ao todo, em sua própria consciência.
Migalhas de prantos, que molham-me o rosto e imerge meu coração, dizima minha ternura e sobrecarrega minha mente, rompem-me sentimentos e criam-se milhares de ansiedades. - me deprime o avinagrado desadormecer pra vida - mergulhei e boiei, nadei no infinito mar de desilusões e angústia do meu ser, pra aliviar meu anseio de me perder e sumir de mim mesma.
Às vezes sento no meu espaço olhando para o céu, e milhares de perguntas me surgem, mesmo assim eu paro, e admiro essa arte natural que me permite por alguns minutos sentir-me significativa, é uma bobagem, contudo, coisas pequenas é que estimo, mas infelizmente são coisas breves, visando que minha mente e alma está corrompida, os sentimentos bons são tão breves que parecem flashs, mesmo assim ainda me permito sonhar com a imensidão do universo e seu convite, me atrai, poder participar de sua grandeza, pois sinto que na terra de nada valho e não tenho propósito, mas... gostaria de ser uma estrela pra guia os sinuosos, ou transitar entre os astros, fragmentos e planetas como um viajante, poder me sentir plena e pertencente a algum lugar.
Em minhas constantes noites melancólicas, meu coração é como a lua solitária, uma esfera pálida no céu escuro. Navego pelos oceanos azuis de meus sonhos, mas as águas turvas da realidade sempre me puxam de volta. Vejo-me voando por céus diferentes, buscando refúgio nas estrelas distantes, mas a sombra dos gélidos blocos de desânimo ainda me persegue. Na escuridão, encontro conforto nas páginas dos livros clássicos, onde a magia da imaginação dança entre as palavras. Ainda assim, a tristeza persiste, como uma constante melodia tristonha, embora eu continue a sonhar, como um viajante perdido em busca de uma terra prometida que talvez nunca encontre.
Na cela da alma, meu manicômio interior, danço nas linhas tortuosas da noite estrelada de Van Gogh. A janela da percepção, outrora trancada, agora aberta para o cosmos das emoções. Minha caneta, pincel da mente, traça constelações de palavras que desvendam a loucura em sinfonias de tinta e papel. Entre as sombras da depressão, encontro a luz das estrelas, transformando o caos interno em um universo poético. Em cada traço, ressoa a liberdade de expressão, um grito de esperança na escuridão da alma.
Sinto-me como se meu coração não pulsasse mais, como se eu fosse uma máquina com limitações, constantemente à beira de me ferir. Parece que perdi a capacidade de sentir, enquanto toda a dor se acumula em meu ser, sufocando-me emocional e psicologicamente, apertando meus sentidos em um vórtice de angústia. Já não respiro como um ser humano, apenas sobrevivo com respirações superficiais, enquanto o mundo ao meu redor perde suas cores, mergulhado em um branco simulando o além e o negro das noites insones. Não suporto mais o odor da morte, nem a pressão e dor infligidas por outros. Por que devo sofrer tanto, odiar meu próprio corpo, não reconhecer a imagem refletida no espelho? Sinto que pouco de mim restou, que a amargura ameaça tomar conta, embora eu lute para não me deixar corromper. O medo de me tornar o monstro que construíram em mim, através de negligência, humilhação, perseguição, exploração, chicotes e palavras cruéis, é constante. Sou uma criança ferida, dilacerada dentro de um corpo adulto, uma adolescente depressiva perdida em seu quarto, com perspectivas frustradas em um corpo adulto. Não sei mais além da carga de dor que carrego, não sei o quem eu seria sem todo esse peso sobre mim.
Às vezes, sinto-me como um espectador de mim mesmo, flutuando além do meu corpo, assistindo ao espetáculo da existência. É como se eu dançasse ao som de uma melodia sem compositor, uma sinfonia mental onde cada nota é uma emoção que reverbera em minha alma. Meus ossos são feitos de ferro, suportando o peso das decepções e dos desencontros. Neste inverno, percebi que a monocromia dos dias cinzentos e das chuvas incessantes refletia a desolação da minha alma, despedaçada pela vida e pelos encontros com outras almas igualmente fragmentadas.
Em meu íntimo, ressoa a força de um leão indomável, embora este coração valente se desfez em funerais de borboletas. Meus olhos fatigados narram o tempo que resisti, sustentados pela esperança de um novo amanhecer. Vivo sob um céu nublado, onde a claridade é rara e a sobrevivência, um ato de fé. Mesmo sem vontade, continuo a correr; mesmo sem forças, encontro formas de me erguer.
