Abandona

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Despeço-me da roupa
como quem abandona o dia
e encontro-te na sombra macia do quarto.




Os teus olhos percorrem-me devagar,
com a saliva tranquila de quem sabe esperar. Sinto o teu toque subir pela minha pele como um fogo lento que acorda cada nervo.




A tua boca aproxima-se do meu pescoço, quente, demorada —e o ar entre nós torna-se
mais pesado, carregado de desejo.




A minha boca perde-se
nos teus famintos seios
descobre os caminhos que o corpo guarda para noites em que a razão adormece.




E quando finalmente me puxas para ti, pele contra pele, respiração contra respiração, o mundo encolhe até caber entre os nossos corpos.




Ali ficamos, presos um ao outro,
num ritmo antigo e secreto,
onde cada suspiro diz
aquilo que as palavras
nunca ousariam dizer.

Poesia vive em mim
Poesia quero morar contigo
Poesia não abandona o meu coração
Poesia seja o meu pensamento de cada amanhecer

“O homem justo não se vende, não se corrompe e não abandona a justiça para agradar a ninguém. Por sua integridade, será respeitado por uns e odiado por outros.”

— Angelino de Jesus

Quem abandona quem só lhe quis bem, não só fere o outro — perde a si mesmo também. 💔

O Zonista não abandona facilmente, mas quando percebe que só ele se importa, aprende a ir embora para sempre.

“Quem abandona a exegese transforma opinião em doutrina.”

Quem ama o poder abandona o caráter. 💀

Quem abandona o processo nunca chegará ao sucesso. 🏁

A traição não vem dos princípios, mas de quem os abandona. 🧭

A solidão é a melhor companheira, ela nunca te abandona

“Toda sociedade que abandona a presunção de inocência acaba precisando provar a inocência de todos.”

Quando o Direito abandona a razão, a violência encontra uma gramática para falar em seu nome.

A segurança pública que abandona a inteligência termina dependendo da força.

“Quando a lei abandona a dignidade, a vida continua existindo, mas deixa de encontrar proteção onde deveria encontrar justiça.”

“Quando o Direito abandona a esperança, começa a confundir ordem com justiça.”

“O jurista que abandona a razão transforma a lei em instrumento; o jurista que abandona a justiça transforma a razão em ornamento.”

Quando a razão abandona o Direito, a força costuma ocupar seu lugar.

A ciência jurídica avança quando abandona dogmas que já não conseguem responder às perguntas da realidade.

Quando o Direito abandona a pergunta pela justiça e se submete à lógica da conveniência, a barbárie já não precisa romper a ordem: basta administrar-se por meio dela.

A sociedade que abandona o infrator depois de puni-lo apenas prolonga a cadeia de consequências que afirma combater.