A Vida é de quem se Atreve
"O silêncio não é vazio; é a única tela onde a inspiração divina se atreve a pintar."
Dollber Silva
A sequência gera consequência num impacto positivo ou negativo, nem o orgulho arrogante atreve atravessar o conflito.
Darwin dizia que um homem que se atreve a desperdiçar uma hora do seu tempo não sabe o valor da vida. Mas que valor pode ter a vida se não sabemos desperdiçá-la da melhor forma?
"" Ou sou, o maluco que escreve
Ou é você, o doido que se atreve
A ler tamanha insanidade
Nesses versos que modulam minha capacidade...
.
Só posso te agradecer
Pela parceria e caminhada
Pero ousadia, verbo balada.
Somos dois a não entender nada.
Que fique assim...
Você se atreve a sair? Você se atreve a entrar?
Quanto pode perder? Quanto pode ganhar?
Se você entrar, vai para a esquerda ou direita?
Vai até a metade ou nem isso tenta? (...)
Você ficou tão confusa que começa devagar.
Pistas longas e com curvas
E você tem que acelerar.
E anda muitos quilômetros em todo tipo de lugar fútil.
Até que chega com temor a um local ainda mais inútil.
O lugar de espera...
... pra gente apenas esperar.
Por um trem que vai partir ou um ônibus que vai chegar.
Ou o avião decolar ou a correspondência chegar.
Ou a chuva passar ou o telefone tocar.
Ou a neve tocar o chão ou esperar pelo sim ou um não. (...)
Ou um colar de pérolas ou um olhar de relance.
Ou uma peruca com cachos ou uma outra chance.
O sonho só começa a se torna possível, quando você se atreve a ignorar as dificuldades abraçando o sonho com todas as forças...
(Homem Perfeito)
Joelma
Quem se atreve
a sequestrar minha tristeza
Trazer-me a lua, mil estrelas
E meus beijos despertar?
Ai quem se atreve
a despertar os meus desejos
A sufocar-me com teus beijos...
Me pegar com braços fortes
E levar-me pra dançar?
Pedaço de esperança, não
me canso de esperar, ah!
Esse Homem Perfeito um dia chega
E me faz prisioneira
Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar
Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois um verdadeiro amor sempre volta
E eu ainda te espero
Quem pretende ganhar todo o meu carinho
Andar pra sempre em meu caminho
E se perder de tanto amar?
Ai quem me entenda
E me encha de alegria
Que se entregue noite e dia
E não me deixes solitária,
Sem teus beijos, sem me amar
Por esse homem não me canso de esperar
Esse homem perfeito um dia chega e me faz prisioneira
Numa noite de estrelas
Eu tenho tanto amor pra dar
Mas todo esse sonho dura pouco, pois está com ela
Mas sei que não és dela
Pois o verdadeiro amor sempre volta
By-Marcélio
Quase todos se dispõem a palpitar nas arquibancadas, mas quase ninguém se atreve a encarar as arenas.
Na zona quente das arenas — entre soros e corredores — a realidade é outra.
Lá, quase ninguém se atreve a encará-la.
É curioso como a vida se enche de especialistas quando o risco é dos outros.
Das arquibancadas, tudo parece simples: a jogada errada é muito óbvia, a decisão quase sempre poderia ter sido melhor, a coragem sempre parece insuficiente.
A distância cria a doce ilusão de clareza.
Ali, protegidos pela segurança de não sermos responsáveis pelo resultado, opinamos com firmeza, julgamos com convicção e, muitas vezes, criticamos com dureza.
A arena, porém, é outro mundo.
Nela, o chão treme sob os pés da incerteza.
As decisões são tomadas sob pressão, o tempo é curto e o medo é real.
Quem está na arena sente o peso das escolhas, o calor da exposição e a possibilidade concreta do fracasso.
Não há replay para corrigir palavras ditas, passos dados ou oportunidades perdidas.
Há apenas a coragem de continuar, mesmo sob olhares atentos e, por vezes, impiedosos.
Opinar exige voz.
Agir exige vulnerabilidade.
É fácil apontar falhas quando não somos nós a pagar o preço.
Difícil é aceitar que errar faz parte do processo de quem tenta.
Na arena, o erro não é sinal de incapacidade, mas de movimento.
Quem entra em campo pode tropeçar, mas também pode transformar o jogo.
E quem permanece na arquibancada preserva a própria imagem — mas abdica da possibilidade de vitória.
Talvez a grande diferença entre uns e outros não esteja no talento, mas na disposição de enfrentar o desconforto.
Porque crescer dói.
Sonhar assusta.
Realizar expõe.
E só descobre seus próprios limites quem decide testá-los.
No fim, a plateia sempre terá algo a dizer.
Mas são os que suam na arena que escrevem a própria história.
Porque só nos lavando de suor e lágrimas, onde um pouco de tudo acontece, podemos sair de alma lavada.
Quem se atreve a questionar os sentimentos do outro, às vezes se comove com muitos que nem existem.
Há uma estranha contradição na forma como lidamos com as emoções alheias.
Exigimos provas visíveis, quase palpáveis, como se a dor precisasse escorrer em lágrimas para ser legítima.
No entanto, esquecemos que nem todo choro encontra caminho pelos olhos — alguns se perdem por dentro, silenciosos, densos, invisíveis.
A alma, afinal, não tem glândulas lacrimais.
Talvez seja mais fácil acreditar no que se vê, porque o invisível exige ainda mais empatia, e empatia exige esforço.
Questionar o sentimento do outro, nesse sentido, é muitas vezes uma defesa: uma tentativa de reduzir o que não compreendemos àquilo que nos é confortável julgar.
Mas quem nunca se emocionou com histórias que jamais aconteceram?
Quem nunca sentiu o coração apertar por suposições, medos ou fantasias criadas até pela própria mente?
A verdade é que somos profundamente seletivos naquilo que validamos.
Desconfiamos do sofrimento silencioso, mas acolhemos facilmente emoções que, por vezes, nem têm raízes na realidade — apenas na nossa percepção dela.
Isso revela menos sobre a veracidade dos sentimentos alheios e mais sobre a limitação do nosso olhar.
Há dores que não gritam, apenas ecoam.
Há lágrimas que não caem, apenas pesam.
E há sentimentos que não precisam ser explicados para existirem — apenas respeitados.
No fim, talvez a maior sabedoria não esteja em tentar medir ou validar o que o outro sente, mas em reconhecer que nem tudo que é real precisa ser visível, e nem tudo que emociona precisa parecer verdadeiro para quem só pode ver de fora.
Quem se atreve a fingir princípios — éticos e religiosos — pode fingir qualquer coisa, inclusive defender interesses populares.
Há algo de perigosamente sedutor na aparência da virtude.
Ela dispensa esforço real, exige apenas encenação convincente.
Quem aprende a reproduzir os gestos, o vocabulário e as indignações esperadas de um “homem de princípios” descobre rapidamente que a forma, muitas vezes, é aceita como conteúdo.
E, nesse teatro dissonante, a ética vira figurino — trocado conforme a conveniência do palco.
O problema não está apenas em quem finge, mas em quem se satisfaz com a performance.
Afinal, princípios verdadeiros são silenciosamente coerentes, enquanto os falsos precisam ser constantemente anunciados, defendidos e exibidos.
Quanto mais ruído fazem, maior a chance de esconder o vazio que carregam.
Na seara religiosa, a distorção é ainda muito mais delicada do que possa parecer.
A fé, que deveria ser íntima e transformadora, torna-se ferramenta de legitimação pública.
O discurso moral vira escudo, e a espiritualidade, um selo de confiança pronto para ser colado em qualquer interesse — inclusive os mais distantes do bem comum.
Nesse cenário, não é raro ver a compaixão ser substituída pela conveniência, e o amor ao próximo reduzido a um slogan oportuno.
Quando esses mesmos atores se apresentam como defensores do povo, a encenação atinge seu ápice.
Falam em nome de muitos, mas respondem a poucos.
Prometem justiça, mas praticam cálculo.
E, protegidos pela imagem cuidadosamente construída, passam despercebidos por aqueles que mais precisariam desconfiar.
No fim, a questão não é apenas identificar quem finge, mas reconhecer o quanto estamos dispostos a acreditar.
Porque toda farsa “bem-sucedida” depende menos da habilidade do impostor e mais da disposição coletiva em aceitar atalhos — inclusive os morais.
Princípios não precisam ser proclamados em voz alta o tempo todo.
Eles se revelam nas escolhas difíceis, nos momentos em que não há plateia e, sobretudo, quando não há vantagem.
Todo o resto pode ser apenas uma boa atuação.
Quem se atreve a Brincar com as Palavras, pode brincar com qualquer coisa, inclusive com a própria Humildade Intelectual.
Mas as palavras são brinquedos muito perigosos.
Às vezes, são elas que se juntam para brincar com os que se atrevem a brincar com elas.
Nas mãos de quem as domina, podem construir pontes ou cavar abismos, iluminar consciências ou mascarar vaidades.
Brincar com elas exige muito mais do que vocabulário: exige Maturidade, Responsabilidade e Sensibilidade.
Sem essa sinergia, é melhor nem se aventurar…
Há quem transforme qualquer discurso em espetáculo, confundindo eloquência com sabedoria.
Afinal, não é tão difícil impressionar quando se sabe florear frases.
O desafio verdadeiro é permanecer humilde diante da imensidão do que ainda não se sabe.
A Humildade Intelectual não diminui o conhecimento; ela o torna fértil.
É ela que permite rever certezas, acolher argumentos melhores e admitir que até a mais elegante das palavras pode esconder um grande equívoco.
Quem acredita ter sempre razão deixa de aprender justamente quando imagina ter chegado ao objetivo.
Poder Brincar com as palavras é um privilégio.
Brincar com a própria humildade intelectual, porém, é um risco.
Quando o ego assume a autoria do pensamento, a linguagem deixa de ser instrumento de encontro e passa a ser arma de exibição.
O brilho da retórica, então, ofusca a luz da verdade.
Talvez a maior demonstração de inteligência não seja dizer a última palavra, mas saber quando o silêncio ensina mais do que qualquer discurso.
Porque as palavras, por mais belas que sejam, encontram sua grandeza não na capacidade de convencer, mas na coragem de permanecer abertas à possibilidade de estarem incompletas.
Na noite que antecede
esta Superlua de Neve,
a minh'alma se atreve
a dizer que já és meu.
É por causa desta alvura
tão linda que inspira
a nunca desistir:
já saberemos onde ir.
Só basta você querer,
que não farei resistência,
em busca assim estou
é de malemolência.
É com esse entusiasmo
que me preparo
para receber este amor
em total desembaraço.
"Só é capaz de ser feliz quem se atreve, pois quem fica parado não chega a lugar algum. Então, não perca essa ousadia de tentar ser feliz todos os dias."
Amor...
Amor covarde, de que serve?
Amor valente, quem se atreve?
Amor sincero, quem aceita?
Amor intenso, quem aguenta?
Amor grudento, quem tolera?
Amor racional, quem precisa?
Amor fugaz, quem alcança?
Amor verdadeiro, quem percebe?
Amor eterno, quem ousa?
Amor simples, quem se engana?
Amor próprio, quem prioriza?
Amor ao próximo, quem pratica?
Amor explicado, quem entende?
Amor... Quem o conhece?
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