A Vida é a Arte do Encontro
A morte é coisa do homem branco, para o indígena brasileiro, a alma é imortal e quando chega o momento certo,pega a grande canoa e sobe o rio contra correntena sua ultima viagem ate a terra dos ancestrais.Lugar sagrado de onde veio.
Desde muito cedo na minha vida, luto em batalhas imaginarias em meu universo interior. O melhor disto é que muitas delas com o passar dos anos se tornam realidade no futuro, e acabo me sinto mais ou menos preparado.
Muitos ainda são reféns de vossos medos e cultivam grandes segredos. Eu não tenho segredos pois espalho tudo que vivo, com diversas pessoas, por diversos lugares e por diversos motivos, naturalmente.
Haverá um tempo que a Igreja Apostólica no Brasil encontrará uma grande mãe indígena de bondade, para ser beata. Não em algum processo de canonização pois a cultura indígena tem espiritualidade mas distante de qualquer santidade humana. Sendo assim será reconhecida pelo amor e a vida de bondade a todos os filhos da vida, indiscriminadamente, pois a separação e a diferença sempre partiu da religiosa cultura européia na cultura indígena brasileira, todos são iguais.
Não tenho o menor direito de me sentir próximo ao perfeito mas sou bem mais poucos erros e muito mais acertos.
A pequena imperfeição revela a destreza da perfeição humana. O que é exatamente perfeito sem nenhuma falha, não é humano, é feito por uma maquina.
No contemporâneo o conceito de liberdade derivou de forma marginal errônea para irresponsabilidade.
Não se constrói pontes por que por elas vamos passar da mesma forma que não plantamos sementes frutíferas por que de seus frutos vamos comer.
Todo mundo é livre para fazer o que bem quer mas assumindo integralmente as pessoais conseqüências.
O melhor do banquete, se revela sutilmente e é sempre o olhar cobiçado dos provocadores, degustadores e comensais.
Só deve receber o extraordinário, aquele que veio generosamente preparado, para ofertar muito mais do que receber.
Os bastardos, miseráveis e sem moral, covardemente alinham se entre si, como uma forma de diminuírem seus erros sorrateiramente perante tudo que seja bom, justo e convencional.
Todo dia é momento de mudança e renovação, não só como vemos o mundo morno e acinzentado mas principalmente como o mundo coloridamente passa a nos ver. As boas coisas chegam a nos por reflexos.
Deus é a imensa luz que passa pela gota d'água, faz se em arco-íris e a cada novo amanhecer com fé, temos a oportunidade criativa da divindade na vida em abundancia, de colorir tudo de novo, outra vez.
