A Vida e a Arte
O principio do perdão inicia em si mesmo. Ninguém perdoa o outro, perdoa se a si próprio e todo o mal e as conseqüências que deixamos macular com dor e sofrimento nossa breve existência.
Por mais que exista uma farta iconografia artística por diferentes trabalhos sobre o nascimento, vida e crucificação de Jesus de Nazaré, desde os primeiros anos do cristianismo e avançando pela idade media, nenhum artista teve a total liberdade criativa, pois as obras eram fiscalizadas pela inquisição da Igreja ou eram custeadas pelo Clero. Sendo assim, as criações tem mínimas diferenças mas engessadas pelos textos canônicos da liturgia da fé.
A vaidade nos faz acreditar em coisas sem importância real, como se fosse uma grande homenagem conquistada por distinção.
A verdadeira felicidade condiz em buscarmos sempre os mais simples e os semelhantes, que são alegres por que vivem, e celebram a existência a cada encontro, na alegria que nos acolhem.
Precisamos sempre que alguém acredite pelo menos, em parte de nossos sonhos pois a outra metade, conquistamos, diante da oportunidade.
Toda amizade e consideração devem ser reciprocas. Para aqueles que não nos reconhecem, jamais devemos reconhece los. São apenas vultos inanimados e sombrios pelos caminhos.
Chegamos a contemporaneidade desgovernados e mau acostumados, com os amores líqüidos. Diante da assertiva inteligência artificial e a internet 5G, flutuamos por sombras em uma avalanche de informações falsas e verdadeiras, diante de todas insensibilidades do mundo. As transgressões são aceitas como a terceira mão indigna, de vida. A falência da família tradicional distanciam conceitos morais de sobrevivência, a religiosidade sem pudor venal mas se cala que responde e o patriotismo partidário polarizado, reaparece como um destorcida facção politica. A desordem e o medo no caos. Infelizes dias hão de vir.
A natureza e a joalheria se completam entre o belo efêmero e a perpetuação harmônica do belo para eternidade.
Vida perfeita
Penso no passado e me lembro o quanto fui feliz,
Hoje, no presente, que no futuro será o passado, sou feliz
Logo, no futuro lembrarei do passado o quanto fui feliz
Portanto, o quanto eu viver, viverei sempre feliz
Esse é o estado da arte de viver.
Artistas são como taças de vinho:
Quando lhe despejam a vida, o que os enche é sentimento e o que lhes transborda é arte, para saciar quem faz jus a bebê-la e gratificar quem faz questão de degustá-la.
