A Verdade de cada um Pirandello
A vida é uma obra de arte em constante desenvolvimento, os co-autores somos nós, cada um com sua própria atuação.
Somos todos diferentes, cada um com suas próprias características, com particularidades em cada história. Sendo assim diferentes, temos a oportunidade de fazer à diferença juntos!
Cada um com sua loucura: a minha foi julgar-me normal, perigosamente normal. E como me parecia que os outros estavam loucos, acabei ficando com medo, medo deles e, o que é pior, medo de mim mesmo.
Existem "erros" que a maturidade reforçará! Cada um sabe a dor e a delícia de suas atitudes, escolhas são privilégios de construtores sábios da vida! Que os erros também nos tornem pessoas melhores, mas que os acertos de saber qual melhor erro a ser cultivado nos mantenham vivos da melhor maneira possível! Feliz dia novo!
Fiz de cada carta um salmo e de você, o meu altar. Mas hoje, o templo está em silêncio e sinto que há um invasor caminhando por onde só os anjos deveriam passar.
Não sei se é a minha consciência me punindo ou se o próprio Deus decidiu que eu amei demais a criatura e esqueci do Criador. Talvez esse invasor seja alguém que você moldou com as mãos da sua influência, um sentinela que você colocou para vigiar meus passos enquanto eu achava que estava apenas sendo...
A serra se abria como um livro que a gente lia devagar e cada curva da estrada tirando fotos, era um verso que o meu coração decorava só de ver o teu perfil no vidro. Em Arcádia o mundo parava para ver a gente dividir aquele pastel de camarão como se fosse o banquete mais luxuoso da terra porque o tempero de verdade era o teu riso solto no ar fresco da montanha. Carla você é o meu cais e a minha subida o lugar onde o meu cansaço descansa e a minha pressa vira mansidão de fim de tarde. Naquela mesa simples a gente inventava um reino onde o único império era o nosso afeto e o perigo de lá fora morria de medo de atravessar a nossa alegria. O meu amor por você tem o gosto doce daquela paz e o brilho firme das estrelas que a gente caçava no céu de Itaipuaçu. Sou um eterno viajante que encontrou em você a única parada que realmente importa e o destino que eu escolheria mil vezes em cada vida que eu vivesse.
Na verdade ninguém parou nem olhou nada, era só a gente com cara de fome numa messa de estrada dividindo um pastel de camarão enquanto o mundo seguia ignorando a nossa existência.
DeBrunoParaCarla
Minha querida Carla,
São tantas lembranças, cada uma delas um tesouro que guardo com carinho. Nossa jornada de aventuras inesquecíveis, e cada peça brilha com a intensidade do nosso amor.
Lembro com clareza das noites mágicas em Itaipuaçu, sob o manto de estrelas, aquecidos pela fogueira e pelos momentos que fazíamos à beira-mar. As ondas sussurravam segredos enquanto nós nos perdíamos em nossos sonhos. E como esquecer aquela noite em que a alegria te levou a um estado... digamos, mais leve? (Risos) Deixemos esse capítulo para nossas memórias particulares.
Nosso primeiro acampamento foi um marco. Dormir no carro, depois a compra da nossa barraca de camping. Nossa primeira trilha nos desafiou, você andou por cerca de 15 minutos e cansou... cada passo nos unia mais.
Em Itacuruçá, a adrenalina tomou conta de nós. A banana boat nos fez gargalhar e gritar. E quando virei o caiaque, mergulhamos juntos na aventura, literalmente.
Nossa criatividade nos levou a transformar o lixo em tesouros, dando valor ao que muitos descartavam. Sua ousadia, entrando descalça no restaurante, me surpreendeu e me fez te amar ainda mais. Os momentos que tivemos no carro à beira-mar... não vou dar muitos detalhes.
O parque, passeio maravilhoso onde rimos e você quase quebrou minhas costelas, foi o início de uma coleção de momentos especiais. E até mesmo o dia em que fomos ao enterro da pessoa errada se tornou uma história para contarmos.
São tantas histórias, tantos momentos que se entrelaçam em minha memória, formando um retrato vívido do nosso amor. Mas há uma lembrança que se destaca, um momento que guardo com especial carinho, um segredo que sussurro ao vento: eu te amo, Carla, infinitamente.
DeBrunoParaCarla
Carla, minha musa inspiradora,
Cada viagem ao seu lado se transformou em um capítulo inesquecível do nosso romance, um livro de memórias que guardo com carinho no meu coração.
Em Conservatória, a cidade das serenatas, sua voz se uniu aos violões e cavaquinhos, criando uma melodia que embalou nossos sonhos. As ruas de paralelepípedos testemunharam nossos passeios de mãos dadas, enquanto a brisa noturna sussurrava declarações de amor aos nossos ouvidos.
Em Penedo, a pequena Finlândia brasileira, seus olhos brilhavam mais que as luzes natalinas que adornavam a cidade. A magia do lugar se misturava à sua beleza, criando um cenário de conto de fadas onde éramos os protagonistas.
Em Campos do Jordão, o frio aconchegante nos convidou a compartilhar um fondue delicioso, enquanto o vinho nos aquecia a alma. As gargalhadas ecoavam pela noite, emolduradas pela paisagem montanhosa e pelo céu estrelado.
Cada cidade, um cenário perfeito para o nosso amor. Cada momento, uma lembrança que guardarei para sempre.
Aqui eu acrescento que cada um dá o que reflete a sua essência. Pessoas rasas só podem dar migalhas. Seres de luz são generosos em todos os seus atos. Seus gestos, por mais que tentem maquiar, são arremedos de altruísmo. Não dá pra tirar leite de pedra.
A Oficina dos Dias
Somos retalhos de vivências
alinhavados pelo tempo, sem pressa.
Cada um carrega no avesso do pano
o mapa de uma guerra, o sal de uma promessa.
Não nascemos inteiros. Fomos feitos
na oficina de perdas e achados.
Um pedaço veio do primeiro tombo;
outro, do beijo que ficou calado.
Buscamos sinais no passado
como arqueólogos de nós mesmos.
Escavamos a argila da memória
para entender o molde do que tememos.
E o que achamos? Um baú sem chave,
onde o riso dorme ao lado do pranto;
onde o nome que não dissemos
ainda ecoa num quarto.
Reciclamos paixões, sim.
Somos mestres em alquimia tardia.
Pegamos a cinza de um amor que não vingou
e fazemos dela nova poesia.
Tiramos do mar do esquecimento
náufragos que julgávamos mortos:
uma carta, um cheiro, uma música antiga,
e o peito vira cais, vira porto.
Nos deleitamos com as lembranças
não por fraqueza de quem não anda,
mas porque toda raiz precisa
da água escura que a expande.
Guardadas na alma, elas fermentam:
são vinho velho em pipa de osso.
Quando a vida aperta a garganta,
um gole de ontem desfaz o nó grosso.
Injetamos vida no que foi
com a agulha da insistência.
Ressuscitamos instantes banais
e os coroamos de transcendência.
Porque viver não é linha reta:
é espiral que volta e avança.
O menino que fomos nos olha
e cobra do homem a mesma esperança.
Somos feitos de fins que viraram meio,
de adeuses que aprenderam a voltar.
Cada cicatriz é uma costura
onde a luz resolveu morar.
E se alguém perguntar do tecido
que veste a nossa humanidade,
responde: é colcha de mil histórias,
remendada com dor, com fé, com saudade.
No fim, quando o corpo cansar
e a linha da vida se romper,
que nos enterrem com essa colcha:
pois fomos tudo o que deu para ser.
Temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um.
Na mitologia Grega, Pandora foi a primeira mulher que existiu. Recebeu de cada um dos Deuses um a graça, de outro a beleza, de outros a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais. Hermes, porém, pôs no seu coração a traição e a mentira. Foi feita à semelhança das deusas imortais como um castigo de Zeus aos homens por uma “treta” com Prometeu. Enfim, casou-se com Epimeteu que tinha em seu poder uma caixa que havia ganhado dos deuses, esta continha todos os males (a caixa de Pandora). Avisou a mulher que não a abrisse. Pandora não resistiu à curiosidade abriu e os males escaparam. Por mais depressa que providenciasse fechá-la, restou apenas um único: a esperança. E dali em diante, foram os homens afligidos por todos os males.
A esperança estava na caixa como um mal, o que é de se refletir, a esperança podia ser interpretada como um mal por fazer as pessoas acreditarem ou terem a sensação de que podem controlar o futuro, e ao pensar que se pode controlar o futuro isso pode se tornar um perigo por agir com ilusão.
A esperança seria afinal algo bom ou algo ruim?
A única coisa que seu é que a esperança é fascinante por se tornar um dilema, ela pode ser boa e pode ser ruim, dependendo não dela, mas de quem a usa.
Vivo numa bela teia
Tecida com mil fios
Cada um, com uma história
Um sentimento rico
Algum me aperta demais
Mas nenhum me causa dor.
'Peregrino da Noite".
A cada legenda ou comentário surge um novo verso... Meu cérebro funciona como um catalisador de alta frequência... A escrita me salvou do barulho deste mundo... É preciso cultivar o Jardim... Sou o andarilho noturno.
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