A Verdade de cada um Pirandello
Cada amanhecer tem sua própria beleza, cada estrada tem seu próprio tempo e cada etapa traz um aprendizado que só pode ser vivido no momento certo. A ansiedade nos faz querer chegar logo, mas a vida não acontece apenas na chegada; ela acontece em cada passo dado pelo caminho.
Versos de Cada Dia
Todo dia nasce um verso,
no silêncio da manhã,
a poesia abre a janela,
feito luz que vem de longe,
e encontra o coração.
O poeta segue a estrada,
observando o seu caminho,
vê poesia numa lágrima,
num sorriso pequenino,
num abraço com carinho.
Há poesia no café,
na conversa ao fim do dia,
no olhar de quem espera,
na saudade que se esconde,
na singela companhia.
A vida escreve seus capítulos
sem pedir autorização,
cada instante deixa marcas,
cada escolha traz consigo
uma nova reflexão.
Tem poesia na esperança,
mesmo quando a noite vem,
pois depois da tempestade
há sempre um novo horizonte
para quem espera o bem.
O cotidiano ensina
que viver é aprender,
que o tempo passa ligeiro,
mas aquilo que sentimos
fica dentro do nosso ser.
O poeta não procura
somente grandes emoções;
ele encontra nos detalhes
os mistérios escondidos
nas pequenas situações.
E assim vai versando a vida,
com palavras de verdade,
transformando cada instante
numa página de versos,
num retrato da saudade.
Quando a tarde perde a luz
e a noite chega devagar,
o poeta guarda os versos
que nasceram naquele dia
para amanhã continuar.
Porque todo dia é poesia,
todo olhar pode inspirar,
e enquanto houver sentimento,
haverá sempre um poeta
com um verso para deixar.
Poeta Mbra
Cada pessoa tem um contexto, um ponto de partida, um caminho diferente. Quando você tenta acompanhar o ritmo alheio, perde conexão com o seu.
Dizem que existe um fio vermelho
amarrado ao dedo de cada pessoa,
invisível aos olhos,
mas impossível de romper.
Ele atravessa distâncias,
cruza caminhos,
se perde entre despedidas
e, ainda assim,
sempre encontra o seu destino.
Talvez o meu esteja preso ao seu.
Talvez todas as pessoas que encontrei
tenham sido apenas nós pelo caminho,
e você,
o outro lado do fio
que eu ainda não sabia procurar.
Não sei se é destino,
coincidência ou apenas desejo.
Mas quando falo com você,
mesmo de longe,
sinto algo puxar dentro de mim.
E, pela primeira vez,
não quero cortar o fio.
Quero apenas descobrir
onde ele termina.
Brasil, um país tão gostoso de morar,
mas ruim para ter celular,
a cada ligação recebida,
sei lá quem liga,
o dia inteiro,
me causa até medo,
mas apenas eles vivem a ligar...
Não quero mais meu celular!
Minha alma sangra,
e meus olhos transbordam a dor.
Cada respirar é um lamento,
e cada toque machuca como cortes profundos.
Saem flores dos meus olhos e boca,
cuspo sangue que se transforma em rosa.
Tão indiferente…
Tão… vivo?
Mesmo com medo,
mesmo no escuro.
Como respiro?
As pétalas cortam tão fundo.
É como se fosse o preço que devo pagar.
Tentei ser a rosa do seu solo infértil.
E virei uma planta sem espinhos.
Você arrancou meus espinhos só pra me ver murchar?
Tentei te dar o meu tudo,
dei o meu melhor…
E quando minhas pétalas caem;
é como se eu estivesse morrendo.
“Quando existe sensibilidade,
cada detalhe de um ambiente passa a contar uma história.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
Cada Olhar
Cada olhar é um livro aberto,
um segredo guardado, um caminho incerto.
É ponte invisível, recado no ar,
que fala sem voz, só sabe quem sabe escutar. Há olhares que queimam, faísca de fogo, outros acalmam, repouso, um afago no logo. Uns atravessam como flecha certeira, outros são brisa que dança à beira.
O olhar que desvia carrega mistério,
talvez seja medo, talvez seja sério.
E aquele que insiste, sem nunca fugir,
fala mais do que bocas ousam admitir.
A espera é um mar sem fim,
a alma se perde,
dias viram séculos,
e o coração não mede.
Cada hora é fogo,
cada instante é chão,
mas ainda pulsa a esperança,
teimosa no coração.
Amor ou ódio, apreço ou desprezo, respeito ou indiferença: cada um receberá de mim aquilo que merece. Afinal, a vida tem uma regra simples — cada um colhe exatamente aquilo que decide semear.
- Jelson Tavares
04/09/26
Tanto tempo juntos que parece que ficamos, cada dia, mais parecidos um com o outro. Olho pra ela e é como se estivesse de frente a um espelho. Muito mais que isso é que nossos espíritos se fundiram e desapareceram portanto o “meu” e o “dela”, agora é o “nosso” espírito.
Obrigado SENHOR por ter-nos selados para a eternidade.
Ney Paula B.
Vida, amor e recomeço…
A cada manhã, a luz desperta,
um novo dia, uma nova oferta.
Agradeço o pulsar do coração,
a dança do tempo, a inspiração.
Amar todos, sem distinção,
é tocar o mundo com devoção.
Nos olhos alheios, reflexos ver,
ouvir, compreender, deixar florescer.
A importância de ouvir, tão sutil,
é dar voz ao silêncio, um gesto gentil.
Na escuta atenta, encontra-se o saber,
e na troca sincera, começa o crescer.
Caminhar rumo ao melhor, constante,
é ser rio que flui, sempre avante.
No erro, lições; na queda, levantar,
ser melhor a cada dia, é se transformar.
E quando as situações pedem atenção,
que já se foram, sem solução,
lembremos do valor do presente,
de viver o agora, intensamente.
Com gratidão, amor e escuta fiel,
desenhamos a vida, um doce papel.
E na jornada, a certeza brilha,
que cada momento é uma maravilha.
Recomeçar é um voo leve,
é soltar as amarras do chão,
é plantar nova esperança,
num solo fértil de coração.
É riscar o que foi escrito,
e desenhar novos sonhos,
é ouvir o sussurro do vento,
que fala de tempos risonhos.
Quando a estrada for incerta,
e o cansaço insistir em ficar,
lembre-se que há sempre tempo,
para de novo se reinventar.
A cada passo renascido,
há coragem para florescer,
pois recomeçar é um dom,
de quem nunca para de viver.
Que a essência do BEM possa falar mais alto dentro de cada um e nos levar a prática da caridade constante em nossas vidas...
Que o dia de cada um de nós seja de pura benção e amor. Que sejamos o amor onde houver ódio, a paz onde houver a guerra, a alegria onde houver a tristeza, mas o mais importante, é que sejamos sempre nós mesmos, e que estejamos dispostos a fazer o bem, sem olhar a quem.
Há sempre um motivo para ter confiança.
Assim como o sapo se adapta e supera cada desafio, você também é capaz de vencer este momento.
Pequenos passos também nos levam a lugares incríveis.
Dias melhores virão.
Força, coragem e fé para seguir em frente.
Você não está sozinho.
Estamos com você!
Há sempre um motivo para ter confiança.
Assim como o gato enfrenta cada dia com serenidade e coragem, você também é mais forte do que imagina.
Dias melhores virão.
Força, coragem e fé para seguir em frente.
Você não está sozinho.
Estamos com você!
A GRANDE FRAUDE DA IDADE
Há uma mentira vendida em cada espelho.
Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.
Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.
As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.
Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.
São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.
Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.
É uma vitória improvável.
Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.
Foi aberto a golpes.
Cada perda arrancou um pedaço de inocência.
Cada traição deixou um corte profundo.
Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.
Enterramos amigos.
Enterramos amores.
Enterramos versões inteiras de nós mesmos.
E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.
Isso não é decadência.
Isso é triunfo.
Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.
Mas existe outro caminho.
Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.
Talvez seja exatamente isso.
Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.
As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.
A juventude possui cartilagens resistentes.
Nós possuímos discernimento.
Ela sobe montanhas correndo.
Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.
Perdemos velocidade.
Ganhamos direção.
Perdemos elasticidade.
Ganhamos profundidade.
Perdemos a ilusão da eternidade.
Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.
E há uma ironia magnífica nisso tudo.
Os ossos já não suportam o mesmo peso.
Os joelhos protestam.
A pele já não estica como antes.
Mas o cérebro...
Ah, o cérebro.
Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.
Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.
Não porque destrói cidades.
Mas porque destrói mentiras.
Explode vaidades.
Reduz egos a poeira.
Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.
A verdadeira potência nunca esteve nos braços.
Sempre esteve na consciência.
Envelhecer não é caminhar para menos.
É caminhar para dentro.
É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.
Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.
Nem das mãos marcadas.
Nem das rugas que insistem em permanecer.
Elas não denunciam o tempo.
Elas testemunham que você atravessou o tempo.
São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.
Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.
Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.
E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.
Olhar para trás sem desejar voltar.
Olhar para frente sem temer chegar.
Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.
Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.
O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.
E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.
Os números deixam de importar.
Perdemos a conta.
E, enfim, deixamos de ter idade.
Quando um país se endivida cada vez mais, a pergunta não é apenas quanto deve. A verdadeira pergunta é: quem pagará esse preço e quais oportunidades deixarão de existir?
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