A Tristeza Virou Depressão
Eu queria - eu juro! - acordar feliz, feliz, feliz, cheia de encanto pela vida.
Mas eu não sei, eu não sei, eu não sei o que anda acontecendo que eu nunca encontro a felicidade.
Tudo em mim seca, esborracha, esmigalha, apodrece, esfarela...
Eu queria tanto ver o sol amanhã...
Mas o sol não me diz mais nada!
O sol nem esquenta mais o frio que meu corpo sente...
Eu só queria saber onde é o fim... onde eu aperto o botão de pare!
Onde eu possa descer desse trem desgovernado que me joga pelos cantos de um corredor estreito, sujo, escuro, abafado e cujo destino é um barranco que nos joga no inferno.
Eu queria - juro! - mas pra quê?
Mell Glitter em "Mas pra quê?".
Desculpa, Vida, se não te dei valor!
Desculpa se fraquejei, se fui um fracasso no Viver!
Desculpa se não vi mais graça em ti, se todo o seu esforço em me mostrar o quanto e íncrível, falhou.
Desculpa se meu riso travou e minha alegria se perdeu em tristezas.
Desculpa se tudo em mim grita mas o silêncio é que fala mais alto.
Desculpa se não entendi seus recados de siga em frente, de vai dar certo, de você consegue...
Desculpa!
Eu não consegui!
Desculpa!
Mell Glitter em "Uma carta para a Vida!"
você passa a maior parte do tempo tentando agradar as pessoas, você faz um baita de um esforço, e no final é criticado pelo próprio fracasso.
Às vezes você não deve jogar a toalha,
antes de tomar banho
A Vida é uma caixa de surpresas,
portanto não desista antes de ver o que há a sua espera.
Costumo sentir quando volto pra casa depois do trabalho. É uma sensação de desobediência, de culpa insatisfatória. Tremo por dentro de medo, por pensar que não posso incomodar ninguém, que ninguém pode saber do meu problema. Que sou uma praga que dissolve qualquer conforto de estar.
O dia amanheceu como um abrir dos olhos. O ventilador birrento cochichava algo que eu não entendia. E levantei.
O chão não pesava mais que uma brisa, eu respirava o cheiro do cabelo da minha mãe, com leve toque de pele molhada. Ainda no meu quarto, escutava ao longe um lamento, um pedido de desculpas e Deus. Abri a porta e saí, mas estava de volta ao meu quarto e então entendi, ao ver minha mãe segurando meu corpo, que naquele dia eu não iria mais trabalhar, que naquele dia não fui fazer a minha caminhada e que faltei à academia. Naquele dia eu não precisaria mais tomar meus remédios, pois a dor cessou. O choro calou. A alma soltou, de um corpo machucado e cansado, exausto de angústias e culpas.
Naquele dia tudo acabou.
Minha vida não é triste, nem sofrida. Minha vida não é minha. Estou aqui e não estou, respirar nesse mundo é um pensamento agonizante. Entender essa realidade, saber do futuro, é como lamber uma estrela; não dá, você mesmo força a sua morte. Seu amigos não são seus amigos.
Sou passageira
Aqui da horizontal
Eu só via as faixas na estrada se repetirem
Você, da vertical
Via nossos mundos ruírem.
Eu lembro de pensar querer que aquele momento durasse uma vida inteira
Mas a gente é tão fraco
Tão pequeno
Que uma hora acaba a brincadeira.
Eu sei que agora só resta um sopro de lamento
Um mar de frustração
E você atraca sem ter a menor intenção
No meu cais de arrependimento
E eu que sempre acreditei em teu sentimento ardente
Entrego-te um grito estridente
Quando me perguntas o que sinto no coração.
Enquanto nossas mãos se tocavam
Nossos corpos entravam em órbita
Eu só te via junto
Do vazio e dessa incógnita
No silêncio, ritmados e compassados
Eu só ouvia nossos corações
E nossos perfumes embaralhados
Percorrendo outras dimensões
O motivo desta lírica
É só tentar, talvez, me fazer entender
Como te perdi
Se nunca tive
Como descrever o que não se pode ver
Tão intangível e palpável
Tão pequeno e maleável
Tão ébrio e solitário
Como estar escondida aqui
Onde estou
Bem no fundo do armário
Porque se por um minuto fostes meu
Não consigo vocábulos para descrever
Possivelmente nem há muito o que se dizer
A vida acaba com um beijo teu.
Com teu cheiro que me preenche as narinas
Com teu êxtase exalando adrenalina
Como a vida que poderia ter sido,
A vida
E o que nunca devia ter acontecido.
Eu segurava tua mão
Enquanto passavas as marchas
Eu só te falo porque tornou-se insustentável
Falo porque não posso gritar
Porque você não vai me ouvir
Nem se eu tentar
Porque eu cansei de ficar.
Do teu ombro eu te olhava
Deitada
E te dizia que nem sei mais o que fazer
Você ria e apontava pras estrelas infinitas acima da estrada
Cujo brilho nem se compara a você
Se não morro embriagada
Não é a saudade que vai me matar.
Eu sei, sou totalmente errada
Porque sequer considerar qualquer envolvimento mais arriscado.
Você é meu pecado,
Mas eu sei.
Homens só morrem de amor nos palcos.
Thaylla Ferreira Cavalcante (Amor, meu grande amor)
Paralisados em meio à estrada
Assistem friamente meu corpo em chamas.
No entanto insisto que estou bem
Pois aprecio a dor
E o modo como ela conserva-se aqui.
Eu não seria capaz de te explicar, com efeito, como é.
Apenas considere em sua mente
A sensação de uma espada cortante
Transpassando sua frágil estrutura.
É excessivamente difícil respirar.
Porém eu ainda estou na batalha.
Enquanto eu puder guerrear.
Enquanto suas vãs doutrinas
Continuarem a destruir-nos.
Enquanto suas máscaras
Persistirem em esconder toda sua hipocrisia.
Meu amor é incomum
Assombrado pelo mal.
E quanto maior for a escala do sofrer,
Maior será a proporção do amor.
Sinto-me asfixiada.
E me dou conta que estou submergindo.
Não controlo minha queda.
Noto que as águas inundam meu ser.
A escuridão me aconchega em seus braços.
Todo mundo sempre me vê sorridente
mas nem imagina quantas vezes já me tranquei no banheiro de
algum lugar pra chorar...
Todo mundo sempre me vê tão alegre
mas não passa pela cabeça deles quantas vezes eu
já olhei pra algum lugar alto pensando em me jogar
ou em outro pensando em me enforcar...
Todo mundo sempre me vê tão pra cima
mas jamais cogitariam a idéia de que eu frequentemente
penso em sair de casa de manhã, e simplesmente não volta...
Todo mundo me vê assim....e acho q eu sou assim...
e o pior de tudo é que ainda tem gente com inveja
de tanta "felicidade"...
tolinhos.
Retalhos para reuso
Pedaços de um coração confuso
Pseudo paixão
Ciranda de emoção
Delirante momento
Devaneio sem contento
Sintomas de depressão
Encontro com a solidão
Ousadia Perdida na imensidão
Sublime ....
Pedaços de mim. Pedaços de mim espalhados pelo chão podre e sujo do centro da cidade.
São pedaços tão pequenos que não consigo mais juntar.
Cada pedaço num ponto. Cada ponto me lembra você.
Me lembra da vida que deixei de viver....me lembra que você sempre fez parte de mim.
Como juntar tão pequenos pedacinhos?
Como? Se a cada novo momento um novo alguém pisa nos caquinhos, e os transforma em farelos.
Então eu pego um caco....o mais pontiagudo...e cravo-o bem fundo na minha carne, suada de tanto andar sem rumo. Cansada de tanto chorar.
Não dá mais. Eu não consigo mais respirar.
No inicio da dor de uma magoa, o insensato bebe os conselhos das cisternas rotas não percebendo que o seu fim é apenas um lamaçal de tristezas, amarguras, e depressões...
“Então... de repente, nasce em você uma vontade grandiosa de ser melhor e de se amar mais. Nada mais e nada menos que o seu coração te acordando: Você nasceu para dar certo”
Muitos repudiam aqueles que dançam com lâminas de barbear ou dormem com granadas de mão. Embora esses mesmos seres humanos não percebem que enquanto dilaceram corações e manipulam sentimentos, transformam-se no verdadeiro repúdio da nossa sociedade.
