A sua Ausencia Mim Deixa muito Triste
Beira a insanidade.
Contorce-se, movimenta o corpo de forma estranha e incontrolável, como se não detivesse domínio sobre si.Espasmos súbitos, ligeiros.
Fita o vazio, os olhos vagam e a mente se perde em um vão de nada.
Tem derradeiras lembranças confusas e alusões sobre o porvir, mas sem conclusões.
Parece uma overdose espontânea, cuja causa é desconhecida, indefinida.
Todo o conhecimento adquirido obscurece-se de repente, esvai-se, adormece nos recônditos cerebrais.
Frequentes são os sintomas descritos acima. Beira a insanidade.
Talvez seja um dom: desprover-se da lucidez.
Talvez, no fim, enlouquecer seja o único jeito de sobreviver.
Não sabe o que dizer.
O coração queima e acelera. Os olhos estão lubrificados por um choro que não cessa.
A emoção faz os pelos dos braços e das pernas se arrepiarem, mas a boca permanece calada.
Som algum se atreve a sair dali.
A verdade é que o silêncio, ainda que nada atrativo por aqui, agora se faz dominante e, irresistivelmente, confortável.
Numa noite silenciosa ou numa tarde de céu cinzento, o coração de quem ama gatos sangra ao saber que existem inocentes sofrendo nas sombras. É então que desejamos um mundo onde a compaixão seja a regra, onde a bondade seja o caminho. Se as pessoas ruins se tornassem boas, talvez não houvesse mais lágrimas de dor. Essas imagens nos mostram o quão belo seria um mundo sem crueldade, onde os animais pudessem viver em paz, sem o peso da maldade humana.
“O presente é tudo o que temos — por isso, viva, sonhe, ame… porque amanhã é promessa, mas hoje é a única certeza.”
Se até Jesus chorou (João 11:35), quem somos nós, meros mortais, para não chorar. Então, se tiverem tristes, chorem, pois é pior guardar do que soltar.
Contraste
Se o iniciar
De um ano novo
Fosse o iniciar
De boas ações,
Seria gostoso.
Assim como um poeta
Escreve coisas puras,
Se o mundo fosse verdadeiro
Seria tanto gostoso,
Quanto triste
O mundo sempre
Nos prega contraste.
Paraíso contente
Desejo o que
Ser alguém que sou
Não ser ninguém
Existe na verdade excesso
Na tentativa de ser autêntico
Atrás de uma parede de pixels
Um indivíduo
Se contorce por palavras
Palavras mentirosas
Escondendo ao hipócrita
Não sei o que quero
Mas deduzo
São todos iguais
Querem com facilidade
A partícula do átomo
O simples vazio
Deixando sem respostas
Desculpas sem sentindo
Só diga a verdade
Com dever da sinceridade
Distúrbio da positividade
A grande expectativa da esperança
Corrói até debater na angústia do vácuo
Aguentando o cansaço
Íntimo do fracasso
A solução é o nada
Vou seguindo ao oposto
Navegando no caminho
Construindo a negatividade
“ Gostaria de desconhecer metade das pessoas que conheço, mesmo que isso me custasse um esforço bruto de trocar de nome, ou mudar de cidade. Porque, pôrra, cansa levar pessoas de um lado pro outro, na mente, de lá e pra cá, quando tudo o que nos resta delas são belos momentos juntos enterrados na memória, mas que já não significam nada. Cansa ter a agenda preenchida de contactos que nunca ligaremos, cansa ter a mente abarrotada de nomes de pessoas sem significado, e que connosco partilham de forma paralela a tristeza doce e infinita de uma solidão que nos abraça. Gostaria de poder ser outro, em outro lugar, sem essas crises constantes de desistência, e essa mania dóida de fazer os pensamentos sobre a morte uma ideia fixa. Talvez eu seja triste, acho que é isso ─ ou depressivo. Ou talvez só tenha entendido que todos, nalgum momento, precisamos recomeçar, mesmo que isso signifique que tenhamos que mergulhar perdidamente nos nossos pensamentos mais loucos. Gostaria de ser um fluxo contínuo, e para alguém significar mais do que um livro do qual se cansaram, uma pessoa que não gostam mais, ou um cigarro jogado no asfalto. Se eu pudesse conhecer alguém, gostaria que me olhasse nos olhos, e me lembrasse que as pessoas são isso, abutres, devoradores emocionais, nos dizendo que pode ser a última vez e que devemos amá-las com tudo o que temos. Ou que me recordasse que por mais que no presente as pessoas nos dêem tanta importância, um dia seremos lembrança, e noutro seremos menos que um pedaço cigarro jogado no asfalto.”
__ José Alexandre
Sentado na praça
Os solitários sentam na praça sozinhos com seus pensamentos a deriva, naufragados no mar de problemas e amargurados pelas feridas do passado. Eu, sentado a praça observo cada um, há vários como eu, náufragos, procurando por salvação, mas sempre que eles escrevem S.O.S, estão sempre a afundar em sua solidão, porque a salvação de um solitário é sua própria reflexão.
Um garoto qualquer
E lá está ele de novo,
Mandando mensagem para ela,
Logo ela que acha que ele é apenas um amigo
Porque isso acontece contigo?
Será se ele tem um bom e frágil coração,
ou será que ele só entra em desilusão?
Tantos amores vêm e vão, mas ele sempre está sem ninguém, porque escolheu esperar, esperar logo ela.
Tantas oportunidades, tantas bocas pra beijar, mas ele só quer aquele olhar.
Talvez ela não saiba, mas ele quer ser correto,
Outros amores dariam certo, mas ele escolheu a esperar.
Ele sempre manda mensagem, se preocupa, fica até tarde, mas todo o esforço é em vão, porque pra ela é uma simples amizade.
Talvez ela não saiba, mas o coração dele está todo voltado à ela, será que vale a pena?
Viver todo esse lema?
Várias correm atrás dele, não porque é bonito ou tem dinheiro,
Mas porque tem uma coisa, que nem todos tem.
Sinceridade e humildade, preocupação e muito amor,
Essas são algumas qualidades.
Talvez essa amizade dure alguns anos, não somos melhores amigos, mas também não somos inimigos.
Como conquistar essa garota, que é linda assim como poucas, qualidades e defeitos, mas esse é o seu jeito.
Thalles JB
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