A Semente da Vitoria
O perdão é uma libertação da alma, uma renúncia a carregar o peso, a amargura e o ressentimento, um convite a não perder a alegria da vida e a continuar caminhando livremente.
Amor
sentimento engraçado esse!
Chega sem pedir licença e nem dar aviso prévio.
Se aloja em nosso coração e já sai dando ordens
para o que fazemos e o que pensamos.
E pior ainda!
A vezes o amor alojado no outro coração
não tem os mesmos planos que o nosso e daí
arma-se aquela confusão, pregações de peças
de ambos lados e acaba sobrando para nós,
meros hospedeiros.
Mas é claro, não posso apenas falar mal
desse folgado, estaria sendo injusto.
Também posso dizer que ele é como uma
criança que sonha sempre com o amanhã a dois,
nunca vem com intenção de sair,
nunca pensa em nos trair, muito menos em
nos fazer cair.
E o melhor de tudo, é quando o outro amor
gosta do seu, ai sim, como uma criança
quando ganha um presente, ele te faz sentir como
se estivesse no paraíso.
Torna todas as coisas belas, por mais horríveis
que elas sejam.
Depois de tudo isso até esquecemos que ele
invadiu o nosso coração sem o nosso consentimento.
E cá entre nós, existe coisa melhor que amar e ser amado?
Imperdoável Ser
Abandonado pelo pai eu fui,
Primogênito de Deus...
Porque? Óh pai!
Porque me jogaste na Terra?
Só porque quis ser como você?
Assim como qualquer filho deseja ser como o pai?
Porque me chama de inimigo? Sou apenas
a sua criação, assim como o homem também é...
Tudo o que sou veio de ti, nada mais, nada menos.
Sabia meu futuro mas me deixaste cair mesmo assim,
e ainda me condenaste a morte eterna no fogo do inferno.
Tudo o que eu quero é justiça!
Óh pai!
Perdoaste o homem, mesmo após tê-lo expulso do Éden.
Mas e a mim? Fui expulso do céu, mas não me deste
uma segunda chance, diferente das inúmeras que já
deu para seus bichinhos de estimação...
E tudo o que eu queria era ser como o pai...
Se Deus sabe o futuro, sabe então suas ações futuras, o que o torna escravo de sua própria existência tornando-o apenas mais um no grande fluxo do universo. (E deixando de ser onipotente)
