A Semente da Vitoria
Façam calçadas!
Asfaltem as ruas!
Cimentem os quintais!
Derrubem árvores
aqui e ali,
até que o “ali” não exista mais.
Invadam serras e matas
com condomínios luxuosos
ou barracas medíocres,
a ganância,
não distingue acabamento.
Aterrem manguezais,
beiras de rios,
lagunas e lagoas!
Avancem até a beira
dos mares e dos oceanos,
como se a maré obedecesse
escritura humana.
Mas lembrem-se:
a terra precisa respirar.
A água precisa fluir.
Não reclamem
quando a água visitar a sua sala
sem pedir licença.
Não reclamem
quando a terra,
cansada de sustentar excessos,
desmoronar sobre os seus projetos.
Você não viu.
Você não se importou.
Você derrubou,
aterrrou e invadiu.
Um dia
a Natureza reaverá
cada centímetro desapropriado.
A Natureza tem leis.
O ser humano as infringe
até que a sentença chegue.
E nessa hora
não há Santo,
não há Deus,
não há Jesus
que dê conta
de tanta insensatez.
O ser humano é insaciável
e irresponsável.
A Força da Natureza
é implacável.
✍©️@MiriamDaCosta
Acreditar no que é falso
ou desacreditar do que é verdadeiro?
Ou (melhor ou pior ainda)
desconfiar de tudo
e não levar fé em nada?
Eis a questão em tempos modernos,
onde é fácil a manipulação e criação
de imagens, vídeos, expressões faciais
e voz com a ajuda da IA.
O paradoxo nosso de cada dia está servido!
Não é apenas o risco da mentira,
é o risco da erosão da confiança.
Quando tudo pode ser fabricado com ajuda de IA, surge um fenômeno perigoso que estudiosos chamam de dividendo do mentiroso: mesmo diante de provas reais, alguém pode dizer “é IA!” , e pronto, instala-se a dúvida.
O perigo maior talvez não seja acreditar no falso e nem desacreditar do verdadeiro,
é desistir da busca pela verdade.
Porque quando desconfiamos de tudo
e não levamos fé em nada, nasce o cinismo.
E o cinismo é terreno fértil para qualquer tipo de manipulação.
Se confio demais, sou ingênua.
Se desconfio demais, me isolo.
Se não confio em nada, me anestesio.
Acreditar ou não acreditar?
Eis a questão!
Confiar, uma opção.
Desconfiar, a solução.
✍©️@MiriamDaCosta
No calendário é (ou seria…) verão 🌞
mas o sol parece uma promessa
que não assinou contrato com o céu.
Já nem me lembro
da última vez
em que estendi as roupas lavadas
no varal do quintal,
onde o vento fazia carinho
e o sol beijava as roupas
até deixá-las com perfume de tarde.
Faz tempo. 🌞
Tempo de nuvens espessas, 🌧
de chuvas que não pedem licença,
de previsões que mudam de humor
como quem muda de roupa,
e ironicamente
a roupa é que não muda de lugar.
Agora estendo tudo no varal do porão,
entre paredes
e uma claridade tímida
que entra pelas frestas
como quem pede desculpas.
É verão no papel, mas por aqui
as estações parecem suspensas.
E enquanto as roupas
demoram a secar,
eu penso que talvez
haja dias assim também na alma,
dias de porão,
em pleno verão.
✍©️@MiriamDaCosta
Tudo "culpa" do Mercúrio retrógrado em Peixes
( de 26 de fevereiro a 20 de Março, teremos o primeiro Mercúrio retrógrado de 2026).
Está escrito nas posições astrais do momento...
Torna-se necessária extrema atenção á comunicação em geral... para evitar desentendimentos e incompreensões conflituais ... aconselho também o adiamento de decisões importantes, diálogos/conversas esclarecedoras e presas de posição.
✍©️@MiriamDaCosta
Venho observando um aumento de "influenciadores" , "YouTubers", "TikTokers"
e outros "criadores de conteúdos" de redes sociais várias , que devido a "popularidade" tornaram-se politicos com cargos de uma certa importância e relevância.
O resultado catastrófico dessa "ascensão profissional " é verificável nas atuações dos mesmos em seus cargos políticos.
Há de se ter clareza e cognição na escolha
dos candidatos aos vários cargos politicos.
Vejo e prevejo um número consistente de candidaturas desse especifico naipe para as próximas eleições.
Foi demonstrado que:
1° Popularidade não é competência administrativa.
2° Carisma não é projeto de Estado.
3° Engajamento não é governabilidade.
✍©️@MiriamDaCosta
Se o mundo está a ferro e fogo,
eu não tenho culpa disso.
Pela minha paz eu rogo,
esse é o meu compromisso.
Na poesia eu me afogo
e distante fico do rebuliço.
✍©️@MiriamDaCosta
Felicidade postada = Infelicidade velada.
Felicidade postada
é vitrine iluminada.
Por trás do filtro,
cômodos escuros
e silêncios não compartilhados.
Quanto mais sorrisos em alta definição,
mais baixa a autoestima.
A vida vira vitrine,
o afeto vira algoritmo,
e a dor...
essa ninguém marca.
Felicidade postada
é como flor de plástico:
não murcha,
não sente,
não vive.
A verdadeira
às vezes nem tem foto,
mas tem pulso.
✍©️@MiriamDaCosta
Vai chegar um tempo
em que as pessoas frequentarão a escola
até a conclusão da alfabetização.
Depois?...
Para que tantos anos
de bibliotecas empoeiradas,
professores pacientes,
debates que exigem escuta
e silêncios que amadurecem ideias?
Para que diplomas
sustentados por pesquisa,
por método,
por dúvida?
Basta acessar
a grande “Universidade Global”
da Internet,
com seus cursos relâmpago,
suas certezas embaladas
em vídeos de dois minutos
e seus especialistas
formados em algoritmo.
O saber virou produto,
o conhecimento, tutorial
e a reflexão, opinião instantânea.
E pensar?!...
Pensar profundamente,
talvez se torne artigo de luxo.
Analisar ?!..
Vai ser prerrogativa de uma espécie extinta.
✍©️@MiriamDaCosta
Às vezes é preciso olhar por outro ângulo para enxergar as coisas de forma diferente — e assim tudo passa a fazer mais sentido.
“Quando corações nobres se unem em fraternidade, transformam muros em pontes e constroem um futuro para todos.
Adorar é um ato de amor — é quando nossa pequenez se rende Àquele que tem todo o poder e nos ama incondicionalmente.
O tempo é uma dádiva, a vida é um dom — e todo santo dia, um presente a ser vivido com gratidão, amor e sabedoria.
O ar, invisível e presente em todos os espaços, revela um poder indispensável: o de sustentar a vida.
A água pode até parecer frágil na aparência — mas em sua essência suave habita uma força primordial para a vida.
Na oração usamos a mais pura tecnologia: mesmo sem conexão com a internet, a resposta sempre chega — exatamente aquela de que realmente precisamos.
"Somos resultados das escolhas que fazemos na vida, sendo assim, responsáveis diretos das nossas ações do dia dia"
"Quero fazer e não consigo fazer; Quero gritar e não consigo gritar; Quero correr e não consigo correr; Então porque fazer, gritar ou correr?"
