A Semente da Vitoria
É Natal!
Evito falar sobre essa data e o seu real significado (ou seja, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo).
E, mais ainda, evito ficar repetindo para todos: "Feliz Natal!".
Vejo tanta hipocrisia e falsidade nesse ritual linguístico de fim de ano.
Sim… é Natal.
E o que eu penso e escrevo a respeito
traz uma lucidez que dói em mim e pode ferir os outros, como quase tudo o que é cruamente honesto, e que costuma golpear algumas pessoas.
O “Feliz Natal” virou um mantra automático,
esvaziado de real presença e de sentimento,
repetido por bocas que não se dispõem
ao mínimo gesto natalino de verdade:
sentimento, empatia, escuta, coerência e humanidade.
Celebra-se uma data que deveria simbolizar
a ruptura com a lógica da violência,
do acúmulo e da exclusão, mas…pratica-se exatamente o oposto, embrulhado em luzes, comilanças, consumo e frases prontas.
E há algo muito coerente no meu evitar esse ritual, quando ele se torna falso.
O meu silêncio, nesse caso, é mais ético que a saudação mecânica.
Jesus, se tomado verdadeiramente a sério,
seria profundamente incômodo hoje.
Ele não caberia nos shoppings lotados,
nos discursos moralistas, nem nas felicitações ( na maioria das vezes) vazias enviadas por obrigação familiar e social
Meu incômodo com essa data não é rejeição ao sagrado. É, ao contrário, respeito.
Respeito por não banalizar o que deveria ser vivido com sentimento e reflexão, e não repetido automaticamente.
Talvez o meu Natal seja esse:
não o da frase dita, mas o da consciência
que se recusa a fingir.
E esse fato, mesmo sem “Feliz Natal”,
é profundamente verdadeiro.
Quantas “Marias” (mulheres solteiras, grávidas
e destinadas à fuga) ainda existem?
Quantos “Jesus” ainda nascem em situações precárias por causa do preconceito e da desumanidade?
Quantos “Josés”, no mundo de hoje,
acolhem uma “Maria” (solteira e grávida) e reconhecem o bebê como um pai?
São tantas as perguntas…
mas prefiro terminar por aqui.
Saúde e serenidade a todos.
Fiquem em paz 🕊
Sejam paz 🕊
✍©️@MiriamDaCosta
A violência contra a mulher e o feminicídio
são a prova extrema da masculinidade atrofiada.
✍©️@MiriamDaCosta
A minha felicidade é autônoma e independente.
Não pede licença,
não mendiga afeto,
não negocia solitude
em troca de migalhas emocionais.
Ela não se apoia
em promessas frágeis,
nem se pendura
no humor alheio dos dias.
Aprendeu a caminhar sozinha
sobre cacos,
sobre ausências,
sobre o que veio
e partiu para o além
e o que não veio...
Não confunde companhia
com salvação,
nem presença
com pertencimento.
A minha felicidade
não nasce dos sorrisos e risos,
não necessita de aplausos e frases feitas
nem morre na minha solitude.
Ela existe.
Inteira.
Mesmo quando algo me falta.
✍©️@MiriamDaCosta
A inveja
é o verme solitário da alma.
Silenciosa,
parasitária
e insaciável.
É a tênia da alma,
não cria,
não alimenta,
apenas consome
o que nunca
foi capaz de gerar.
Habita o vazio
de quem não floresce,
alimenta-se do brilho alheio
e definha, eternamente faminta,
por nunca conhecer
a própria luz.
✍©️@MiriamDaCosta
História ou estória?
Eis a questão!
Em meio a tanta informação sem formação
e inteligências várias...
a desinformação se multiplica
em intelectos burros,
em rebanho, em série,
em eco, como falas de papagaios.
Fatos se dissolvem em imagens falsas
e imagens falsas em fatos,
vídeos editam mentiras,
e falas apregoam sem dizer.
A ignorância faz pose de saber,
a estupidez veste verniz de opinião
e desfila certezas ocas.
História ou estória?
Não é dúvida:
é o sintoma de uma sociedade onde
predomina a cultura das falácias.
E ser ou não ser parte
de uma ou de outra
é questão de escolha.
Todos são capazes de contar estórias,
poucos fazem História.
✍©️@MiriamDaCosta
Façam o povo entreter-se
com algo que pareça absurdo,
caricatural,
quase ridículo.
Enquanto riem, discutem, brigam
e se perdem em futilidades,
algo mais acontece
sem ser percebido.
Acontece nas madrugadas,
quando o cansaço anestesia
e a vigilância dorme.
Acontece durante o período de férias,
quando a atenção está relaxada,
a crítica em recesso,
e a consciência em modo avião.
O espetáculo distrai,
o ruído confunde,
o absurdo ocupa a cena.
E, nos bastidores,
decidem, assinam, desmontam,
apagam direitos,
rasgam a Constituição,
pisam nas instituições,
reescrevem destinos
sem plateia,
sem aplausos,
sem resistência.
Porque governar
pela distração e confusão
é a arte mais eficiente
de quem teme
um povo desperto e sóbrio.
✍©️#MiriamDaCosta
31/12 🗓️ 2025 chegando ao fim⏳
Previsões e conselhos da Bruxa/Maga Miriam para 2026 💃
Não haverá perturbações astronômicas
e nem encheções astrais ...
se você não for se intrometer nas posições astrológicas dos outros...
Tome conta dos seus astros…
e deixe as estrelas dos outros em paz !!!
©️✍@MiriamDaCosta
* Rio de Janeiro (a Cidade "Maravilhosa" )
e o seu maior Réveillon do mundo e as suas menores prioridades sociais.
Enquanto o Réveillon da cidade do Rio de Janeiro é oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, a chamada “cidade maravilhosa”
segue convivendo com altíssimos índices
de precariedade em áreas essenciais
como segurança pública, saúde e educação.
Soma-se a isso a recorrência de acidentes ambientais, muitos evitáveis, que resultam
em mortes e na perda de moradias, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.
O título internacional rende visibilidade, turismo e manchetes festivas. Mas recordes não curam doentes, não educam crianças, não previnem deslizamentos, nem protegem vidas.
Há uma contradição gritante entre o espetáculo celebrado por algumas horas e a dura realidade enfrentada diariamente pela maioria dos cariocas.
Não se trata de demonizar a cultura, a festa ou o direito ao lazer coletivo. Carnaval e Réveillon fazem parte da identidade cultural da cidade e do país.
O problema central está na priorização orçamentária e no uso político do espetáculo como instrumento de distração social.
Gastam-se cifras exorbitantes em eventos pontuais, altamente visíveis, enquanto serviços públicos básicos permanecem cronicamente subfinanciados.
A pergunta que precisa ser feita , e que costuma incomodar, é simples e necessária:
-Não seria mais sensato que parte significativa dessas verbas fosse investida, de forma contínua, nos setores que realmente sustentam a vida cotidiana da população?
1° Educação de qualidade não gera aplausos imediatos, mas constrói futuro.
2° Prevenção ambiental não rende selfies, mas evita tragédias.
3° Saúde pública estruturada não vira atração turística, mas salva vidas.
4° Segurança pensada para além da repressão não estampa capas internacionais, mas garante dignidade.
O risco de se vangloriar apenas dos grandes eventos é cair na velha lógica do “pão e circo”, onde o brilho do espetáculo anestesia a crítica e normaliza o abandono.
Uma cidade não pode medir sua grandeza apenas pelo tamanho de suas festas,
mas pela capacidade de cuidar de seu povo todos os dias do ano.
Talvez o verdadeiro recorde que o Rio de Janeiro devesse almejar não seja o de maior Réveillon do mundo, mas o de uma cidade que investe com responsabilidade, justiça social e visão de futuro, onde celebrar não seja uma fuga da realidade, mas consequência de uma vida digna.
O meu maior desejo para os cariocas
(e também para todos os brasileiros)
é a conscientização a respeito.
Saúde e Serenidade!
✍©️ @MiriamDaCosta
Qualquer que seja a sua etnia, religião,classe social e cultural...se você admira e apóia um fascista torturador, você é CÚMPLICE.
Não! Não é um bom dia.
E não sou pessimista!
É a realidade que é PÉSSIMA
O Fascismo está AQUI e AGORA arrombando as portas e as janelas da Nossa Amada e Idolatrada Patria.
Grande parte do povo brasileiro está demonstrando imaturidade e irresponsabilidade ao banalizar a importância do voto, usando esse dever coletivo como direito individual de contaminar com o Ódio a Consciência Social . Eu JAMAIS iria imaginar que o Nosso Povo fosse tão inconsciente e cruel consigo mesmo. Eu que escrevo... e que às vezes sou metida à pensadora/filósofa e poetisa... tenho receios que a minha escritura venha á ser controlada... censurada por esse panorama FASCISTA e DITATORIAL que está se apresentando com toda a sua arrogância, prepotência e crueldade. Tempos sombrios... reflexo de mentes e corações sombrios.
Temos uma chance no próximo dia 28/10 !!!
Uma única chance para evitar que o resultado dessas eleições não venha á ser pior do que está sendo com a ABERRANTE eleição de alguns "respeitáveis" Senadores, Governadores e Deputados Estaduais e Federais.
Uma chance para evitar o pior.
Eu não me abaixo para recolher provocações
porque faz mal a minha coluna...
que prefiro mantê-la ereta.
Mas ...
se for para recolher pérolas...
minha coluna se curva com imenso prazer.
O que mais me preocupa e
envergonha no Brasil não é a indigência social, mas sim a indigência intelectual, moral e política.
.
Sou do tempo que se exibir ou fazer gesto de arma com as mãos era atitude de criminoso.
Hoje parece ser de pessoa do bem.
O poeta quando nasce
não chora como todos
os recém-nascidos...
Declama sem saber
o seu primeiro verso.
Quanto maior a bravura e valentia
que um homem demonstra ter...
maior é a COVARDIA
que tenta esconder.
✍©️@MiriamDaCosta
Minhas palavras nascem do nada
e ao nada retornam.
No intervalo entre um silêncio e outro,
você lê os meus versos,
esse espaço nu,
onde, sem defesas,
tudo o que sou se revela.
Minhas palavras rasgam o nada
e sangram até o nada.
No meio do corte,
você lê meus versos,
sangue, suor,
lágrimas, vísceras,
âmago e silêncios
que eu não soube calar.
Ali estou,
eu inteira,
sem pele,
sem metáfora de defesa,
descrita não pelo que digo,
mas pelo que já não consigo esconder.
Minhas palavras não começam,
explodem do nada.
Não terminam,
implodem no nada.
Entre uma explosão e outra,
você lê meus versos
como quem abre um corpo vivo
sem anestesia.
Ali estão meus nervos expostos,
minha carne em estado de verdade,
meus silêncios suplicando forma.
Nada foi poupado,
nada foi simbólico.
Tudo sou eu,
visceral,
em hemorragia
de linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta
