A Semelhança de um Filho com a Mãe
CONSOLO PARA QUEM NÃO TEM UM FILHO NOBRE
Dizem, alguns pais,
" fui pai no tempo certo
e avô no tempo errado..."
E isso acontece, não raro
porque o filho não seguiu
o bom exemplo do pai.
Devia ser uma questão de DNA
como se espera da natureza
que árvore boa fruto bom produz.
Mas não se dá desta forma
ao juntar o caráter de pai e mãe
para criar outro ser humano
a porção boa se desgasta
e é certo que o filho
mesmo que se esforce
nunca será cópia fiel
de um apenas...
Aí entra o grande paradoxo,
o de que o amor
nem sempre soma as virtudes
o amor, quando acontece assim
pode ser a causa da involução
natural dos bons costumes!
SOBRE TER UM FILHO
A ideia de Espinoza sobre a frase magnífica:
"A mente humana é parte do intelecto de Deus."
Nos faz pensar sobre o que é uma obra para seu autor. É um lugar, um ser especial, em que você põe todas as suas melhores impressões de mundo, nossas qualidades. Se pudéssemos colocaríamos todos os nossos pensamentos ali, em um livro, todas as nossas ideias, desejos e paixões, e até as nossas desilusões, ou seja, coloraríamos nossa própria essência em um livro, em uma obra de arte.
Penso que uma obra seja isso, parte da essência de seu autor. Contudo, trazendo esse pensamento para a criação, Deus criou o homem, então disse Ele, " Façamos o Homem a nossa imagem e semelhança". Com essa ideia em mente, você logo conclui que o ser humano é uma réplica da alma de Deus. Todavia, alguns falam de atributos, de qualidades que só Deus tem, mas que o homem também pode desenvolver, como amor, bondade, misericórdia, justiça, enfim, e outras tantas.
No entanto, essa ideia de a mente humana ser parte do intelecto de Deus vai muito mais além de tudo isso. Pois trata-se de você criar algo a partir de sua própria essência, assim, no caso de Deus, como autor, o homem seria de forma bem pequena e resumida, parte da essência de Deus. E ao criar o homem, Ele ordena que o homem se reproduza, que encha a terra, ou seja, que replique a alma de Deus em seus próprios filhos, em suas criações pessoais.
É essa ideia que eu tenho sobre se ter um filho, é a honra de replicar a alma de Deus, e, ao passo que se replica a alma de Deus, nós replicamos a nossa própria alma, temos o privilégio da coautoria divina. Então desejamos pôr no filho nossa verdadeira essência, nossas melhores qualidades, queremos que ele seja nossa cópia, especialmente naquilo que conseguimos copiar de Deus. Dessa forma, durante toda nossa existência, vamos tentando ensinar ao nosso filho como se comportar, como viver evitando perigos e sofrimentos, muitos dos quais não conseguimos evitar.
O mais importante, é que com essa ideia em mente nunca excluirmos Deus dessa construção magnífica que é a criação humana, a de Deus, no princípio de tudo, e nossos filhos, obra que damos seguimento ao projeto divino.
Evan do Carmo
EVAN HENRIQUE
Tenho filho mais que especial, não mais especial que os outros, mas especial por ser único, singular em seu modo de viver. Este filho que ainda me chama de paizinho apesar de ser um homem vigoroso e forte, com fibras morais que não herdou apenas de mim, foi a junção de duas almas ternamente apaixonadas que o formaram.
Ele é a materialização do amor em nossas vidas,
a certeza de que sonhos se realizam.
Sua mãe e eu ainda o tratamos como uma criança, e a ideia de que ele precisa enfrentar este mundo cruel e injusto
provavelmente em pouco tempo sem a nossa dedicação diária me assusta. Tenho medo de que alguém lhe faça algum mal, que não lhe trate com o respeito que dispensa a todas as pessoas com que tem relação.
Ele desperta sentimento paternal mesmo em pessoas que ainda não tiveram seus próprios filhos, ouvimos diariamente amigos dizerem que só teriam um filho se
pudessem saber de antemão que lhe seria igual.
Este filho que agora fará vinte anos, com sonhos e conquistas em curso, me faz enxergar o mundo com alguma expectativa boa. Vale a pena viver, constituir e preservar uma família, mesmo num mundo onde o imprevisto pode nos tirar a paz e a alegria.
A soma de todas as experiências pode ser a conclusão de que o mundo pode até não ter o objetivo, mas o amor sempre terá. Vejo-o crescendo, tomando posição no mundo e construindo seu próprio universo, uma alma de altíssima sensibilidade e inteligência.
Aos vinte anos geralmente, para quem não se adiantou ao tempo e à natureza, é a idade ideal para se apaixonar e para se descobrir prazeres especiais que só o amor recíproco pode oferecer.
Me lembro com forte emoção a canção de Fagner, onde ele canta "um rapaz novo e encantado com vinte anos de amor," construindo castelos e oferecendo estrelas para sua amada.
Evan Henrique, quanta honra me foi concedia em ser teu Pai
E você, que diz ser humano,
como trata seu irmão
seu semelhante,
filho da mesma gênesis?
Se ainda é capaz
de chama alguém de lixo,
despreza o ser Supremo
que nos criou.
LATINO AMERICANO
Sou latino-americano,
filho de paraibano...
Fui criado no Nordeste,
mas logo corri da peste...
Da peste de passa fome...
Fui embora muito cedo...
Com coragem e pouco medo
fui morar com tio baiano...
Na Bahia percebi, duramente descobri
qual seria o meu destino...
Não seria como os outros
Filho errante, natimorto...
Eu queria ser urbano.
Num impulso fui ao alto
de carona pro Planalto
pra seguir a minha sina
no Distrito Federal.
Em Brasília fui pra noite
pra cantar sob os açoites
dos donos da Capital...
Mas foi boa a experiência
descobri logo a ciência
não queria ser cantor!
E o tempo foi passando
E a plateia foi cansando
Não queria mais me ouvir...
Entre copos de cerveja
mesas de melancolia
eu colhi o suprassumo
de onde faço a poesia...
Entre tanto vaivém
Sem notar eu encontrei
A morena de olhos negros
Meu maior e eterno bem!
FORA A METAFÍSICA
Nenhuma ideia metafísica
coaduna com a razão,
se o homem é filho de Deus
por que tal contradição?
Eu queria ser humilde
Ter a mente de Platão
Para crer noutra tolice
que se chama encarnação.
Morre o homem, fica a sombra
como chama imperecível
onde continua vivo
num espaço invisível.
Só que ninguém pode lhe ver
já não fala e nada pensa
nem por obra de outra crença
poderá nos socorrer.
Que ideia metafísica
coaduna com a razão,
se o homem é filho de Deus
por que tal contradição?
Deus não morre, nunca sofre
lá do alto, da amplidão
contempla o homem errante
em busca de salvação.
Uns ainda querem o céu
brilhante de ilusão
fazem guerras pra provar
se apegam à discussão,
Persistindo indefinido
um combate sem noção
para onde vai o homem
depois que voltar ao chão.?
Nenhuma ideia metafísica
coaduna com a razão,
se o homem é filho de Deus
por que tal contradição?
Talvez Pessoa está certo
quando rejeita esta crença
já sabemos como ele
que este mito é uma ofensa.
Cada Araguaney florescido
é filho do Sol que nasce
sempre no Esequibo,
e não há como ser esquecido.
Nesta Pátria Grande a poesia
vive a relembrar o destino
que já foi escrito e uns
teimam querer inventar.
Onde as harpa canta os llanos,
é da Venezuela que vivo o tempo
todo falando para o seu despertar.
Não há outro jeito onde eu veja
as estrelas mais visíveis,
É nos teus olhos que vou encontrar.
Filho das encostas orientais
de três serras que dá vida
à nossa terra assim tem sido
o Rio Cubatão do Sul.
Sob o Sol, a Lua e as estrelas
do Hemisfério Sul não pode
mais sentir o quê tem faltado,
ele precisa ser acarinhado.
Como rio tudo de si tem dado,
e para que dure ser retribuído,
porque da nossa parte é o mínimo.
Haverá vida, riso e paraíso
enquanto deixarmos o rio
cumprir o curso do seu destino.
Sob o Hemisfério Austral
é filho da Serra Queimada
nos contrafortes da amada
Serra do Mar da minh'alma.
Das intensidades levo tudo
o quê o Rio Cubatão do Norte
ensina e a tudo sobrevive,
porém até ele tem limite.
A memória se reforça
no curso das correntes dele
e votos refaço fervorosa.
Para que ele se refaça,
sobreviva e continue a missão
para que a vida prossiga.
O Filho Pródigo é talvez a mais conhecida das parábolas de Jesus, apesar de aparecer apenas em um dos evangelhos canônicos. De acordo com Lucas 15:11–32, a um filho mais novo é dada a sua herança. Depois de perder sua fortuna (a palavra "pródigo" significa "desperdiçador", "extravagante"), o filho volta para casa e se arrepende. Esta parábola é a terceira e a última de uma trilogia sobre a redenção, vindo após a Parábola da Ovelha Perdida e a Parábola da Moeda Perdida.
Esta é a última das três parábolas sobre perda e redenção, na sequência da Parábola da Ovelha Perdida e da Parábola da Moeda Perdida, que Jesus conta após os fariseus e líderes religiosos o terem acusado de receber e compartilhar as suas refeições com "pecadores".[1] A alegria do pai descrita na parábola reflete o amor divino,[1] a "misericórdia infinita de Deus"[2] e "recusa de Deus em limitar a sua graça".[1]
O pedido do filho mais novo de sua parte da herança é "ousado e insolente"[3] e "equivale a querer que o pai estivesse morto".[3] Suas ações não levam ao sucesso e ele finalmente se torna um trabalhador por contrato, com a degradante tarefa (para um judeu) de cuidar de porcos, chegando ao ponto de invejá-los por comerem vagens de alfarroba.[3] Em seu retorno, o pai trata-o com uma generosidade muito maior do que ele teria o direito de esperar.[3]
O filho mais velho, ao contrário, parece pensar em termos de "direito, mérito e recompensa"[3] ao invés de "amor e benevolência".[3] Ele pode representar os fariseus que estavam criticando Jesus.
Filho da casualidade,
Nasceu soneto,
Sobre os mares,
Sonhando, desbravando,
- e cantando
E a sua rota traçando,
Flutua a caravela,
Procurando aportar
Em terra firme;
O amor não tem limite.
Prosseguindo a embarcação,
Desenhando espumas,
E tatuando o coração,
- a saudade
Nem o vento a tomba,
As brumas não a amedronta.
Herdeiro da verdade,
Eu te escuto,
No tilintar das estrelas,
No beijar dos cometas,
No dobrar das forças,
Eu te pertenço,
E para sempre irei ser tua
Por toda a eternidade...
Tenho no Filho a minha certeza
De sempre e tanto
Todo o meu maior amor
E todo encanto
Repleto de serenidade, e entrega.
Crendo sempre na caridade
Orante e expansiva,
Ela nos perfuma e nos dá liberdade,
É missão até na clausura,
Verdade que se perpetua,
E dá o tom de plena felicidade,
E nos coloca nos degraus de santidade.
Tenho no Pai a minha direção
Atemporal e atenta
Ao apelo desse amor
Que me chama
Ao serviço de realizar
Uma passagem serena.
O recolhimento é paradoxal
Diante do olhar
Dos que o chamam de descontentamento;
Ele é contentamento espiritual,
É chamamento a experiência
- anônima -
De oração e sentimento.
Tenho no Espírito Santo, sempre
A minha inspiração
- todo o meu canto -
Secretíssimo,
Sacratíssimo,
E verdadeiro;
Por todos os amores
Pelos espinhos e dores
Estou solicita a te servir eternamente.
Começou o Carnaval
O samba é coisa boa
Filho do Carnaval
Até debaixo da garoa
O choro que chora
Não chora só a dor
Ele é feito de amor
Que também perdoa
Na ponta da sandália
Da bela mulata
Com o corpo pintado
Com tinta cor-de-prata
Na cadência de cada passo
Ela vai iluminando
O Rio segue sambando
O Brasil inteiro empolgando
Mulata que faz o homem penar
E as mulheres invejar
Faz o coração do povo sambar
É samba-mulher a encantar
Mulata Carnaval
É enredo
Mulata tão linda
Que chega a colocar medo
Mulata me empresta
Um pouco do teu perfume
Só para provocar
E ver se o meu amor sente ciúme
Mulata me ensina o seu rebolado
Só para enfeitiçar
E endoidecer o meu namorado
Para deixar ele apaixonado
O Brasil gosta de samba
Esqueceu o samba perdido
Um tipo de samba esquecido
Chamado samba de partido
Mulata que é pagode
Mulata que é samba
Mulata que é choro
Mulata que é samba de partido
Mulata você é um perigo
Mulata você é o Carnaval inteiro
Mulata que é samba enredo
Mulata me ensina o seu segredo...
Se você não ensinar o seu filho a respeitar o professor, ele vai ter problemas em ter relações hierárquicas em todos os setores da vida.
Ipê-amarelo-da-mata
filho de alguma estrela
dourada que numa noite
foi semeada na Terra
assim como eu: poeta.
O meu Boi de Carnaval
é filho dos Bumbás
por onde danças,
súdito dos Reisados
que seguem os teus
animados passos
e dos Guerreiros por
onde tu tens tocado,
Cedo ou tarde,
sei que tu vens no tempo certo,
sem pressa e sem regresso
porque terá me encontrado
em nome de tudo aquilo
que a vida toda tens procurado.
Nas tuas veias tens
a mais linda herança
de todos os folguedos,
Do Guerreiro és o filho
que me levará contigo
para o paraíso protegido,
Com tua lança tu há
de guardar por dois
o ledo e fino sentimento
sob o sagrado juramento.
Abandeirada pelas amáveis
cores do seu amor filho da mais
bela Kantuta deixo-me ser
o quê você tudo o quê você quiser.
Com sagacidade doce e alada
você soube muito bem manter-me
nas palmas das mãos concentrada
não desejando mais ter ninguém.
Somos genuínos herdeiros dessa
terra que acolhe sob a proteção
do Condor e sempre seguiremos.
Há algo ancestral que não é mistério
e que uniu a nossa força austral
para não cair sobre nós o Hemisfério.
A lenda do primeiro gaúcho
conta que ele é filho
de branco com moça da tribo,
Quem nunca comeu
uma Tainha na Taquara
não sabe o que é se saborear
enquanto o coração dispara
e continuar sorrindo.
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