A Percepção dos Sentidos
Tua voz me assombra, onde eu a ouço, perco os meus sentidos. Pensando de certa forma, sua voz é minha, não necessariamente minha, dos meus ouvidos, que à espalham pelo resto do meu corpo de uma forma instantânea e me faz paralisar. Mas voltando ao fato de você - sua voz - é meu, e eu - meu ouvido - ser sua, eu acho, aliás tenho certeza disso, por que ninguém sente o mesmo efeito que eu. Sua voz ecoa em cada parte do meu corpo e me invade, me leva a lua, e me traz de volta no momento em que te vejo, pois não enxergo muito bem de longe, e a lua é muito longe da terra, e logo, mais longe ainda de você, então tenho que voltar a mim pra te ver. Pensando assim, você me é, e eu te sou
O mundo é da cor que teus olhos enxergam. Pois você, é dono dos teus sentidos. A percepção do outro em relação à você deve ser indiferente diante da tua própria percepção. O autoconhecimento nos leva à autocrítica, e essa nos dá a capacidade de entender e se fazer entendido. Teu mundo é da cor que VOCÊ deseja, não da cor que outro quer que seja.
Flávia Abib
Não dê nomes as coisas que não sabes com base em achismo. Os sentidos e as percepções podem te enganar.
- O cheiro de mofo pode ser confundido com cheiro de barata;
- Uma roupa manchada pode está mais limpa do que a aparentemente alva (a depender da sua finalidade);
- Uma pessoa aparentemente gentil, pode ser uma cobra;
- Nem tudo que você escuta é de acordo com o que vê ou que acontece;
- Alguém com aparência humilde pode ser rico e o que aparenta rico pode ser pobre e alguns casos até ladrão.
Os sentidos nem sempre captam a realidade do mundo, pois a mente humana é condicionada a perceber a realidade extrínseca, a partir de percepções intrínsecas. O mundo externo é apenas uma projeção do mundo interno de cada indivíduo.
Perca dos cincos Sentidos
Visão: Perdi quando deixei de te ver
Audição: Perdi quando deixei de escutar sua voz linda
dizendo que me amava
Olfato: Perdi quando deixei de sentir o cheiro do seu corpo, e o cheiro do seu perfume
Paladar: Perdi quando deixei de sentir o gosto do seu beijo maravilhoso
Tato: Perdi quando deixei de pegar em suas mãos, de sentir seu calor, e de sentir seu corpo
Hoje vivo na escuridão, no silêncio, na agonia de sentir seu cheiro, de sentir sua boca, e de sentir seu corpo outra vez. A perca de tudo isso foi quando você me deixou, não da mais pra viver assim, eu quero você de volta, sem você minha vida não tem sentido algum, mais do jeito que eu estou, eu ainda posso mover montanhas, e enfrentar muitos problemas, posso fazer de tudo, porque o amor que ainda sinto por você me fortalece o bastante para que eu possa enfrentar tudo isso de uma maneira sabia.
Mesmo que eu não consiga ter você de volta, eu posso recuperar aprendendo com a vida, deixarei o passado para traz e seguirei de cabeça erguida.
Mais de qualquer maneira não vou desistir de você, porque sou Brasileiro e não desisto fácil, te quero de volta a todo custo, quero ser feliz ao seu lado, e de mais ninguém, vou te esperar nem que o mundo acabe, por que mesmo que o mundo acabe o amor que sinto por você vai durar pra todo sempre. TE AMO
João Sem-Braço
Não nasci para cálculos. Não meço palavras, perco os sentidos e os centímetros, avalie os sentimentos. Para os fardos da atualidade e a busca incessante do ser, a reciprocidade não anda de vento em poupa. Pasmem! O cenário frio e calculista dos tempos modernos é retrógrado e vago. É veemente o traço da fugacidade encontrado nas projeções de vida e sua conjuntura folclórica. O romance foi assassinado. Na prática, a luta entre os sexos, é vista burlando a boa-fé da espontaneidade. E o que se assemelha a um personagem poético, é dotado de uma inocente ingenuidade. “Sabe de nada inocente”. Porque nada disso é verdade! Tudo é calculado. A aptidão para os números é multiplicada pelos corpos, subtraída pelo vácuo e somada ao descaso. Desejam praticar o desapego, apegados ao passageiro. Olha o passeio! Dar as mãos é coisa do passado, estão passando é a mão mesmo. A flor da pele fica os nervos com a falta de senso, raros são os arrepios em meio aos poros sufocados de desdém. Os beijos efusivos tornaram-se tentativas do chamado “forçar a barra”. Parece que as pessoas hoje em dia são maquetistas deste cenário onde o dissabor acarreta uma aptidão para esquivar-se do romance. A frase clichê “quer romance, compra um livro”, virou música popular complementada pelo filósofo Mr. Catra “quer fidelidade compre um cachorro e quer amor volta pra casa da mamãe”. A tendência é esta! Os espertinhos (as) de plantão implantaram nas mentes estéreis a ideia de poder como meta sem baldrame para conquista. Nada se ganha sem o devido mérito. “Bonito isso, né? Eu li num livro”.
MINHA IMAGINAÇÃO
Minha imaginação
percorre meus sentidos...
E vez por outra
toma-me de assalto!
Aí, num lampejo
me refaço.
Refaço-me ainda aturdido
com o pensamento
entretido no nosso amor.
Vem, vem por favor
abraça-me outra vez
devora-me com teus lábios...
vem, com ânsia e fluidez
me chamar de teu amor!
Percepção, lembranças e vontade são reflexos da mente.
É nela que os sentidos se tronforman em sensações provocando sentimentos e vice-versa.
Sentidos - Perceber que o vento está batendo no rosto, de onde ele vem e para onde ele vai, a sua intensidade e consequências ampliam os sentidos, que fazem a diferença.
Que a percepção lhe aflore revelando o Reino em sua plenitude, pois nossos cincos sentidos só nos mostra o exterior.
Kairo Nunes 02/11/2021.
ajusta o silêncio
à tua percepção
sintoniza teus sentidos
e morre por um minuto
nada em vida supera
um renascimento
E por ser algo a priori, entendi que o que eu percebia pelos sentidos, e aquilo que imaginava tinham o mesmo peso. Nesse momento, não importava o quão só me encontrava, mas me firmava na verdade, e sentia um fragmento da manifestação de Deus em toda parte, e isso me completava, me preenchia, aquela agonia ansiosa de existir, e sempre faltar alguma coisa.
Ora, a alma apesar de perene ainda deseja, mas não como o corpo deseja o mal e o relativo, mas o verdadeiro, o eterno e imutável.
*O SEXTO SENTIDO* (Victor Antunes) Vivemos no mundo dos sentidos; mas no curso da vida não percebemos o enigma sensorial da existência. Na comiseração dos afetos e afeições nos agarramos nas materialidades e nos abstraímos da finalidade da vida como apostolado que é. Os próprios sentidos seriam as respostas que precisamos se os conhecessemos; se os utilizassemos corretamente. Mas, comumente os sorvemos através da consciência tátil; e identificando-os como olfato, paladar, visão e audição, nesse tato fundamental, apenas nos locupletamos materialmente. Vivemos, portanto, no limite primário das experiências que os sentidos proporcionam. E a cada dia que sorvemos a vida, na materialidade sensorial dos sentidos, nos afastamos da plenitude da própria existencia. Afinal, não vemos nada adiante, senão aquilo que identificamos nos 5 sentidos; só aquilo que nossas paixões doidivanas estão absorvendo. Por tudo isso e demais do que a propósito cogitarmos, haveremos de aceitar que não vemos a espiritualidade nos sentidos, nós apenas seguimos a orientação material da experimentação deles. O corolário óbvio é a cegueira da incompreensão e da dúvida; principalmente sobre a questão que nos martitiza: "- De onde a gente veio e para onde a gente vai?". Os sentidos revelam nossa existência; as respostas estão neles; na sensorialidade dos sentidos. Os sentidos nos revelam o pulsar da vida; uma existência sem limitações. Por isso é que devemos crer que Deus está neles, por tudo que experimentamos. Nossos sentidos são a proximidade de Deus; a revelação da existência do espirito Divino. O arbítrio e a inteligência criativa que recebemos é a vontade de Deus; nos vem por intuição; e a experimentação dos sentidos é a revelação dessa vontade; a própria origem e o ato motivacional da criação. Há de se concluir, pois, que o caminho da Luz existe; está nos nossos sentidos. O que a gente precisa aprender é apontar nessa direção. (Victor Antunes)
