A Melhor carta de Amor
Pela Despedida...
Não quero deixar de te chamar de meu amor...
Não quero esquecer os nossos caminhos...
Não quero suprimir as nossas lembranças...
Não quero te deixar em desalinho.
Desejo muito te ver novamente...
Desejo curtir nosso tempo curto...
Desejo te olhar como antigamente...
Desejo me soltar do nosso refúgio.
Quero te lembrar com carinho e saudade...
Quero agradecer tua estada na minha vida...
Quero celebrar o nosso amor eterno...
Quero me despedir de você sem partida!
Priorize quem te prioriza.
Valorize quem te valoriza.
Seja bobo.
Porque o amor é meio bobo.
Só não seja boboca.
Seja cordial.
Seja educado.
Trate o outro como você gostaria de ser tratado.
Viva em paz.
Cercado de quem você gosta e de quem gosta de você.
O amor atrai.
O ódio repele.
A indiferença só te faz deixar de viver coisas incríveis.
Você só tem esta vida pra viver.
E o que você leva da vida?
A vida que se leva.
No fim, estamos indo de volta pra casa.
Todos nós.
BOMMMMMM DIA, MEU AMOR
Procuro Uma Paixão!
Que chegue forte, ardente.
Louca, inconsequente.
Daquelas que entra no coração
E nos tira do chão
Uma paixão que me conduza
Ao extremo da felicidade
Procuro uma paixão
Daquelas que
faz o corpo tremer
A pele arrepiar os desejos saltar
Procuro uma paixão assim
Toda pra mim
Quero sentir o prazer de viver
Uma paixão avassaladora
Que me leve a total loucura
Que preencha o meu ser
Procuro uma paixão
Não precisa ser eterna
Mais que me leve à eternidade
E que quando acabar
Deixe uma linda saudade.
TE AMO!
Ela acreditava que duas almas não se encontram por acaso.
Ela acreditava no amor, porém sentia a dor.
Ela tirava aprendizado de tudo o que acontecia com ela.
Ela aprendeu. Viveu situações onde a chave da decisão estivera em suas mãos.
Mas, quando em outras, as decisões não dependiam só dela.
Arriscava, sofria, dava o braço a torcer, e por fim, amava.
Amava, sem rancor, porém com dor; a dor do amor.
"Aí Vem Um Pensamento
Tome um momento para pensar em apenas
Flexibilidade, amor e confiança
Tome um momento para pensar em apenas
Flexibilidade, amor e confiança
Aí vem um pensamento
Isso pode alarmá-lo
O que alguém disse
E como ele te prejudicou
Algo que você fez
Que não conseguiu ser encantador
Coisas que você disse são
De repente, como um enxame, e oh!
Você está perdendo a noção
Você está perdendo o contato
Todas essas pequenas coisas
Parecem importar tanto
Que elas podem confundi-lo
Que eu poderia perder você
Tome um momento, lembre-se
Tome um momento e encontrar-se
Tome um momento para perguntar a si mesmo
Se é assim que desmoronar
Mas não é, mas não é, mas não é, mas não é, mas não é
Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem
Você não tem nada, não tem nada
Não tem nada, não tem nada a temer
Estou aqui, estou aqui, eu estou aqui
Aí vem um pensamento
Isso poderia me alarmar
O que alguém disse
E como isso me prejudicou
Algo que eu fiz
Que não conseguiu ser encantador
Coisas que eu disse são
De repente, como um enxame, e oh!
Estou perdendo a noção
Estou perdendo o contato
Todas essas pequenas coisas
Parece importar tanto
Que eles me confundem
Que eu poderia me perder
Tome um momento, lembre-se
Tome um momento e encontrar-se
Tome um momento para perguntar a si mesmo
Se é assim que desmoronar
Mas não é, mas não é, mas não é
Mas não é, mas não é
Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem
Eu não tenho nada, não tenho nada
Não tem nada, não tem nada a temer
Estou aqui, estou aqui, eu estou aqui
E era apenas um pensamento, apenas um pensamento
Apenas um pensamento, apenas um pensamento, apenas um pensamento
Está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem, está tudo bem
Podemos assistir, podemos assistir
Podemos assistir, podemos vê-los passar por
A partir daqui, a partir daqui, a partir daqui
Tome um momento para pensar em apenas
Flexibilidade, amor e confiança
Tome um momento para pensar em apenas
Flexibilidade, amor e confiança"
APEGO
Amar-te é um tempo de ódio
Odiar-te é meu profundo amor
Estar nos teus braços é uma vitória rara
Afastar de você é ir de encontro ao fim,
Enterrei-me nos teus pequenos olhos
Infiltrei-me no teu sorriso
Corri para quem me abraçar
Menti para vontade do sofrer,
Cansaço, vazio e exploração!
Porcaria de vida, rica destruição;
Índios inventando nome de gente
Gente que jamais chegou a ser índio.
ANTE O NATAL
Ouvi falar de um menino
Que nasceu na manjedoura
Plantou amor no caminho
Que ora colhemos na Terra toda.
Ouvi dizer que era santo
E que cresceu ante a pobreza
Ouvi dizer que na humildade
Mostrava a real nobreza.
Ouvi então coisas tristes
Que me fizeram chorar
Que numa cruz foi erguido
Por pregar o verbo amar.
Então rezei ao menino
De joelhos senti suas mãos
E ouvi que disse macio
Não temas sou teu irmão.
Segue e plante comigo
A eterna e bela verdade
Protegida por forte casca
Nas sementes da caridade.
Amo você.
Dizem que se o amor bater à porta
Basta deixar ele entrar
Mas e se não for tão fácil assim?
O amor bate mais urgentemente
Ao som de uma canção
Alguém entrega seu coração
É realmente uma bela voz
Era realmente um belo coração
Quando o alvo do amor não corresponder
Quando o coração estiver em outro par de mão
Não há mais o que fazer
Apenas aprender a viver na solidão
Se um sorriso diz tanto
Um olhar diz mais ainda
Sonhos eróticos
São só sonhos mesmo
A dor castiga o peito
Lugar onde o coração costumava ficar
Ele foi dado
Não foi bem cuidado
Mas sempre há esperança
Porque é isso q o amor quer
Ele quer ser sentido
Quer ser vivido
Se a sua voz me arrepia
O seu sorriso é inebriante
Se seu olhar é terapia
O seu corpo é alvo de um sonho constante
Quando nada mais importa
Você ainda é importante
Quando nada mais é relevante
Estar sem você ainda é muito maçante
Se um pedido eu tivesse
Eu pediria você
Se nenhum pedido eu tivesse
Eu ainda ia querer você
Se meus sonhos te procuram
Meus olhos te caçam
Mas seus olhos apenas aturam
E as lágrimas nos meus dançam
Se você me notar
Se me der uma chance
Posso mostrar
Podemos tentar um lance
Quero você
Preciso de você
Gosto de você
Amo você
Eu só queria ter um momento
Não te peço mais nada
Isso já é um tormento
Juro que não é palhaçada
Poderia você explicar o amor?
Poderia retribuir o calor?
Poderia possuir desejo?
E sentir o mesmo?
Creio que não
Não nos amaremos
Não nos doaremos
Não nos permitiremos
A imaginação é poderosa
Nos meus sonhos você é meu
Só espero que eu possa
Parar de sonhar acordada
E qnto aos ciúmes?
Pois é
Tô nessa agora
Quero você e quero sem demora
É sem interesse material
É mais interesse carnal
É sem promessa, bem meu
É mais meu corpo nu no teu
É fogo
É paixão
É delírio
É convicção.
Isso mesmo, meu amor, eu me lembro de você. A mulher que surgira em minha vida como um meteoro, devastando tudo o que eu conhecia, modificando meu mundo, alterando-o para sempre e o deixando mais bonito, trazendo sentido a ele. Lembrava-me da mulher que amei desde o primeiro instante, desde o primeiro olhar, que havia me ensinado a enfrentar tudo de maneira diferente, que me mostrara o quão maravilhosa a vida pode ser, mesmo quando tudo parece perdido.
Minha mulher. Minha Sofia.
Destinado - As memórias secretas do Sr. Clarke
Salmo 136
1 Deem graças ao Senhor, porque ele é bom. O seu amor dura para sempre!
2 Deem graças ao Deus dos deuses. O seu amor dura para sempre!
3 Deem graças ao Senhor dos senhores. O seu amor dura para sempre!
4 Ao único que faz grandes maravilhas, O seu amor dura para sempre!
5 Que com habilidade fez os céus, O seu amor dura para sempre!
6 Que estendeu a terra sobre as águas; O seu amor dura para sempre!
7 Àquele que fez os grandes luminares: O seu amor dura para sempre!
8 O sol para governar o dia, O seu amor dura para sempre!
9 A lua e as estrelas para governarem a noite. O seu amor dura para sempre!
10 Àquele que matou os primogênitos do Egito O seu amor dura para sempre!
11 E tirou Israel do meio deles O seu amor dura para sempre!
12 Com mão poderosa e braço forte. O seu amor dura para sempre!
13 Àquele que dividiu o mar Vermelho O seu amor dura para sempre!
14 E fez Israel atravessá-lo, O seu amor dura para sempre!
15 Mas lançou o faraó e o seu exército no mar Vermelho. O seu amor dura para sempre!
16 Àquele que conduziu seu povo pelo deserto, O seu amor dura para sempre!
17 Feriu grandes reis O seu amor dura para sempre!
18 E matou reis poderosos: O seu amor dura para sempre!
19 Seom, rei dos amorreus, O seu amor dura para sempre!
20 E Ogue, rei de Basã, O seu amor dura para sempre!
21 E deu a terra deles como herança, O seu amor dura para sempre!
22 Como herança ao seu servo Israel. O seu amor dura para sempre!
23 Àquele que se lembrou de nós quando fomos humilhados O seu amor dura para sempre!
24 E nos livrou dos nossos adversários; O seu amor dura para sempre!
25 Àquele que dá alimento a todos os seres vivos. O seu amor dura para sempre!
26 Deem graças ao Deus dos céus. O seu amor dura para sempre!
Mais um ano de amor que eu vivi com você
Tantos momentos de felicidade
Vamos celebrar essa nossa paixão
Do jeito que a gente quiser
Dando asas à imaginação
Em qualquer lugar, em qualquer lugar
Pode ser aqui perto ou longe daqui
Numa noite estrelada de amor em Madri
Pode ser um pôr do sol numa tarde em Paris
Ou então um cruzeiro pelo Atlântico Sul
Ver o dia acordar ver o céu todo azul
Só pra testemunhar a comemoração
Mais um ano feliz dessa nossa união
É tão bom viver com você
Eu só posso agradecer
O presente mais lindo
Que a vida me deu
A estrela maior,
Uma bênção de Deus
É tão bom viver com você
Teu amor me fez perceber
Que a palavra mais bela,
O mais belo lugar
É tão pouco pra te presentear
Amor-primavera
Amor, a linda flor na primavera.
Calor, chamas que agora invadem o meu coração.
Flor, a que eu roubei para você em um lindo jardim.
Feliz, é o que existe quando vejo cada sorriso seu.
Seu, é o que sou por toda a eternidade.
Minha, é a alegria de fazer você feliz a cada dia.
Alma, é a minha que se completa ao seu lado.
Verdade, é o que meus olhos te dizem ao te ver.
Sentimento, o mais puro e perfeito amor.
(César Jardim)
O Amor – Poesia futurista
A Dona Branca Clara
Tome-se duas dúzias de beijocas
Acrescente-se uma dose de manteiga do Desejo
Adicione-se três gramas de polvilho de Ciúme
Deite-se quatro colheres de açucar da Melancolia
Coloque-se dois ovos
Agite-se com o braço da Fatalidade
E dê de duas em duas horas marcadas
No relógio de um ponteiro só!
Carta a um amor impossível
Recebi tua carta, - e ainda sob o peso
da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,
reavivando na minha lembrança esquecida
certos traços sem cor de uma história perdida:
- falo dos poucos dias que passamos juntos.
Tão longe agora estas, quantos belos assuntos
a que eu não quis, nem soube mesmo dar valor,
relembras com um estranho e desvelado amor.
Tua carta é tão doce, e tão cheia de cores
que, dir-se-ia a escrever com o mel que há nas flores,
sobre o azul de um papel tão azul, que o papel
faz a gente pensar num pedaço de céu!
Impregnado nas folhas chegou até mim,
um perfume sutil e agreste de jasmim
e um pouco do ar sadio e puro de montanha!
Estranha a tua carta, inesperada e estranha!
Deixas nas minhas mãos a tua alma confiante,
ante a revelação desse amor deslumbrante
e abres teu coração, num gesto de ansiedade,
sob a opressão cruel de uma imensa saudade.
Dizes que só por mim tu vives, - que a tristeza
é a companheira fiel que tens por toda parte,
e me falas assim com tamanha franqueza
que eu nem sei que dizer receando magoar-te!
Não compreendo esse amor que revelas por mim
nem mereço a ternura e o enlevo sem fim
de um só trecho sequer de tudo o que escreveste,
- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:
"Teu olhar é o meu sol! Vivo da sua luz!
- e mesmo que esse amor seja como uma cruz
eu o levarei comigo em meu itinerário!
E o bendirei na dor ascendendo ao Calvário!
Sem ele não existo; e sem ti, meu destino
será vazio, assim como o bronze de um sino
que ficou mutilado e emudeceu seus sons
na orquestra matinal dos outros carrilhões!
Quero ser tua sombra até, - e quando tudo
te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,
encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,
eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,
e sozinha e sem medo eu descerei contigo
oh! Meu único amor! Oh! Meu querido amigo!
- para que os nossos corpos juntos, abraçados,
fiquem na mesma terra em terra transformados!"
Escreves tudo assim, - e eu nem sei que te diga
nesta amarga resposta, oh! Minha pobre amiga!
Tarde, tarde demais... Bem me arrependo agora
do amor que te inspirei, daquele amor de outrora
que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida
e a quem davas tua alma inteira e irrefletida...
Releio a tua carta, e confesso que sinto
o ter-te que falar sobre esse amor extinto,
um prelúdio de amor que ficou sem enredo
e que só tu tocaste em surdina, em segredo...
Dizes que o que eu mandar, farás... e que és tão minha
que mesmo que não te ame e que fiques sozinha
bastará para ti a lembrança feliz
dos dias de ilusão em que nunca te quis!
E escreves, continuando essa carta que eu leio
com uma vontade louca de parar no meio:
"Minha vontade é a tua! E meu destino enredo
no teu!... És o meu Deus! Teu desejo é o meu credo!
Creio na tua força e no teu pensamento,
e nem um só segundo e nem um só momento
deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,
seja a estrada coberta de espinhos ou flores,
te aureole a fronte a glória e te sirva a riqueza
ou vivas no abandono e sofras na pobreza!
Serei outra Eleonora Duse, e te amarei
com um amor infinito, sem razão nem lei.
Tu serás o meu Poeta imortal, - meu Senhor,
a quem entregarei minha alma e o meu amor!
Creio na tua força e no teu pensamento!
- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento
da única razão que dirige meus atos;
- é a lógica fatal das cousas e dos fatos!
Orgulho-me de ser a matéria plasmável
onde o teu gênio inquieto, e nervoso, e insaciável,
há de esculpir uma obra à tua semelhança!
Junto a ti sou feliz e me sinto criança
curiosa de te ouvir, fascinada e atraída
pela tua palavra alegre e colorida!
E se falas da vida ou se o mundo desvendas
os assuntos ressoam na alma como lendas
e tudo é novo e é belo, e tudo prende e atrai,
de um simples botão que se abre a um pingo d'água que caí.
Há em tudo uma alma nova! Há em tudo um novo encanto!
Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto
quando tu me dizias, que era tarde, era a hora
em que eu ia dormir em que te ias embora...
Muitas vezes, deitada, - eu rezava baixinho
uma prece que fiz só para o meu carinho:
com meus beijos de amor matarei tua sede,
com os meus cabelos tecerei a rede
onde adormecerás feliz, imaginado
que é a noite que te envolve e te embala cantando;
formarei com os meus braços o ninho amoroso
onde terás na volta o almejado repouso;
minhas mãos te darão o mais terno carinho
e julgarás que é o vento a soprar de mansinho
sussurrando canções e desfeito em desvelos
a desmanchar de leve os teus claros cabelos!
No meu seio, - que a uma onda talvez se pareça,
recostarei feliz, enfim, tua cabeça,
e nada, nenhum ruído há de te perturbar!
- meu próprio coração mais baixo há de pulsar...
Quando o sol castigar as frondes e as raízes
com o meu corpo farei a sombra que precises,
e se o inverno chegar, ou se sentir frio,
em mim hás de achar todo o calor do estio!
Não te rias, - bem sei que te digo tolices,
mas ah! Se compreendesses tudo, ou se sentisses
a alegria que sinto ao te falar assim,
talvez que não te risses, meu amor, de mim...
Isto tudo, - é obra apenas da fatalidade,
- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade."
Tua carta é uma frase inteira de ternura,
como uma renda fina, cuja tessitura
trai a mão delicada e a alma de quem a fez
Ela é bem a expressão da mulher, que uma vez...
(mas não, não recordemos estas cousas mais,
- para o teu bem, deixemos o passado em paz
se o não posso trazer num augúrio feliz
para a prolongação de um sonho que desfiz...)
Tua carta é o reflexo da tua beleza,
e há no seu ofertório a singela pureza
desse amor que te empolga e te invade e domina!
(Uma alma de mulher num corpo de menina!)
Reli-a muito, a sós... - Mais adiante tu dizes,
com esse místico dom das criaturas felizes:
"Amo, para a alegria suprema e indizível
de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,
e viverei feliz, como a poeira da estrada
se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada
cheia de sol e luz, - nessa glória fugaz
de acompanhar-te os passos aonde quer que vás!
Não importa que eu role depois no caminho,
não importa que eu fique abandonada e só,
- quem nasceu para espinho há de ser sempre espinho!...
- quem nasceu para pó, há de sempre ser pó!"
Faz-me mal tua carta, muito mal... Receio
pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,
e uma angústia mortal me oprime e me castiga,
deixa que te confesse, oh! Minha pobre amiga!
Não pensei... Não pensei que te afeiçoasses tanto,
nem desejava ver a tristeza do pranto
ensombrecer teus olhos... Quando tu partiste,
não compreendia bem por que ficaste triste
nem quis acreditar no que estavas sentindo...
Hoje, - hoje eu descubro que o teu sonho lindo
era mais do que um sonho, - era mesmo, em verdade
uma grande esperança de felicidade!
Me perdoarás, no entanto... ah! Não fosses tão boa!
E eu insisto de joelhos a teus pés: - perdoa!
Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse
o que não pude ver além de tua face
e o que não soube ler velado em teu olhar,
não teria deixado esse amor te empolgar...
Perdoa o involuntário mal que te causei!
A carta que escreveste, e há bem pouco guardei,
um grande mal também causou-me sem querer:
- é bem rude e bem triste a gente perceber
que encontrou seu ideal, - o seu ideal mais belo,
- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!
É doloroso a gente em mil anos sonhá-lo
e inesperadamente ter que abandoná-lo!
Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu
que tudo me ofertou e nada recebeu;
ingênuo e puro amor, simples, sem artifícios,
capaz como bem dizes "de mil sacrifícios,
e de mil concessões, chorando muito embora,
só para ver feliz o ente que quer e adora!"
E pensar que isso tudo que tu me ofereces:
— teu raro e imenso amor, teus beijos, tuas preces,
a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;
e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio
não atingiu sequer seu máximo esplendor;
tua boca, ainda pura aos contatos do amor;
- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal
que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,
abandono, desprezo, renuncio e largo
com um gesto vil como este, indiferente e amargo!
Enfim, já estás vingada... Porque ainda és criança
há de este falso amor te ficar na lembrança
como uma experiência... (a primeira vencida
das muitas que talvez ainda encontres na vida... )
E um dia então... - quem sabe se não será breve?
- descobrirás na vida aquele amor que deve
transformar teu destino e realizar teu sonho...
Antevendo esse dia de festa, risonho,
comporei, como um véu de noiva, para as bodas,
a mais bela poesia, a mais bela de todas...
(... Recebendo-a, dirás, esquecida e contente:
- "quem teria enviado este estranho presente?")
Sé feliz, minha amiga... eu me despeço aqui...
Lamento o meu destino, porque te perdi
e maldigo esta carta pelo que ela diz...
Não chores, - porque eu sei que ainda serás feliz...
E que as lágrimas de hoje, - enxuguem-se ao calor
de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!
P. S. - Sê feliz. Amanhã tudo isto será lenda...
E pede a Deus, por mim, - que eu nunca me arrependa...
(do livro" Eterno Motivo" - 1943)
O amor é feito flecha que atinge o alvo, não chora por perder um amor, mais triste seria se nunca tivesse encontrado um.
O amor brilha mais que o sol, um coração apaixonado.
Amor de criança inocente, amor de adolescente inconseqüente, amor maduro amor prudente que se mantêm sempre no coração da gente.
Mas o que mais quero é um sincero
"AMOR"
Tropeço
Há tanto tempo não usado, encontrei o amor, sem querer. Ontem. Jogado debaixo da cama. Empoeirado. Sem caixa, bula ou manual. Um amor, assim, abandonado. Sujo. Rasgado. Fóssil soterrado. Navio afundado há anos. Casarão com tábuas pregadas nas janelas. Lençóis brancos sobre os móveis. Um amor acostumado com o escuro. Com o frio do quarto fechado. Com a passagem rápida de um inseto no meio da madrugada. Um velho amor largado. Pronto pra ser reciclado. Um amor procurado por toda casa nos lugares errados. Nos armários limpos. Entre taças. Louças. Dentro de caixas fechadas com laços. Sob tapetes varridos. Cantos desinfetados. Um amor chamado no grito. No gemido da febre. No cochicho da oração. Um amor sumido. Necessitado. Um amor que apareceu quando quis. De repente. Em um lugar inesperado. Há tanto tempo não usado, eu, ontem, tropecei no amor. Empoeirado. Sujo. Rasgado. Abandonado debaixo da cama. Um amor que talvez nem funcione mais.
Meu amor não é capaz
de conquistar teu coração
Meus versos não são poemas
que te enche de paixão
minha vida é protegida
pelo autor da salvação.
O amor é complicado
difícil de explicar
tento entender os planos
mas não sei como ficar
só peço que me perdoe
por eu poder te amar.
Devolve
Mandaste as velhas cartas comovidas,
Que na febre do amor te enviei;
Mandaste o que ficou de duas vidas:
O romance, uma dor que provei...
Mandaste tudo, porém,
Falta o melhor que te dei:
Devolve toda a tranquilidade
Toda a felicidade
Que eu te dei e que perdi
Devolve todos os sonhos loucos
Que eu construí aos poucos
E te ofereci
Devolve, eu peço, por favor
Aquele imenso amor
Que nos teus braços esqueci
Devolve, que eu te devolvo ainda
Esta saudade infinda
Que eu tenho de ti
Romeu e Julieta, um amor persistente e proibido,
ignoraram as possíveis consequências,
preferiram correr os riscos,
pois o sentimento que sentiam um pelo o outro,
ia ficando cada vez mais vivo com o passar do tempo,
não os importava a vontade de suas famílias que eram claramente contra
este relacionamento devido ao grande conflito que havia entre elas,
já que a conexão deles era muito forte
e perceberam isso desde o início
tanto que abraçaram a morte,
estava fora de cogitação um continuar existindo sem o outro.
Sobre esta história, podemos imaginar que o amor que partilhavam
era tão intenso, recíproco e verdadeiro
que transcendeu os limites desta vida terrena
e neste momento, estão juntos na eternidade,
felizes com seus vívidos sentimentos,
sem empecilhos, nem lamentos.
Saudade é o amor que fica!
Sinto falta da minha vida, dos meus amores, das coisas que me faziam bem e que me tiravam o fôlego. Sinto falta dos amigos da infância, do meu primeiro amor e dos meus animais de estimação dos quais guardei boas recordações. Tenho saudade do aconchego dos braços da minha mãe, do adeus que não foi dito a muitas pessoas e do ‘eu te amo’ que foi poupado, por medo por frustração ou privacidade.
Sinto falta das minhas antigas escolas, dos professores que me ensinaram mais do que uma simples resolução de um problema ou de como brincar com as palavras, sinto falta das minhas bonecas, das brincadeiras sem malicia, dos atos sem tanta responsabilidade ou cobranças.
E o pior de tudo, sinto falta de mim, da minha essência que já não sei em qual rua se perdeu no meio da correria.
Ser um mero robô é ruim, eu sinto falta da minha alma, mas pro ‘mundo’ é mais cômodo que seja assim, um manequim bonito que balança a cabeça em concordância e só profere: - sim senhor!
Por muitas vezes tive vontade de apertar o ‘pause’, naqueles momentos em que estive bem cansada, mas vem o mundo e me empurra me arrasta e não me dar se quer um espaço pra respirar e isso se chama século XXI.
Uma época em que dinheiro vale mais que sentimentos e rapidez valem mais que felicidade.
