A Medida que o Tempo Passa
O tempo transforma
Semente em outra semente
E a outra semente em lenha
E amanhã faz exortar
Aquele que hoje desdenha
Cria e amaina os ventos
A todo momento
Não importa de onde venham
O tempo
Parece que só passa
Só parece
Enquanto isso
A gente envelhece
A saudade cresce e amansa
E com o tempo se torna lembrança
O tempo
Transforma a criança em Homem
E o Homem
Numa coisa muito triste
que insiste em ser feliz
O tempo passa
E não há nada que se faça
E nem que se possa fazer
Além de passar com ele
Lentamente
E depois perceber
Que o tempo, que a tudo muda
Mudou muito mais
A gente.
Faço um acordo com o tempo
Tento não perder nenhum momento
O tempo vai passando lento
Numa lentidão que me desmonta
Desde muito cedo eu percebi
Que por menos que ele seja
Não há visão que alcance
Sequer de longe
Nem ao menos de relance
Um rastro da locomotiva
Que à reboque
E incalculável torque
Vai levando
Nesta vastidão perdida
Vagão após vagão
Dia após dia
A pesada carga
de tristeza e alegria
Que vivemos nesta vida
E não há como apontar
Em qual vagão se esconde
O Fandango
Cujo em qual eu guardei
Todos aqueles medos
Neste imenso bonde
Indifere, quão longo o dedo
Não se sabe aonde
Nem há como apontar
A vida é um espaço de tempo
Em que somos obrigados a viver
Não existe outro jeito
Se não vivermos esta vida
Outra, então, nos será outorgada
Eu tenho a chance de aceitar ou rejeitar
A intensidade da luz
a passagem do tempo
o diâmetro do mundo que eu crio
E iniciar a caminhada sobre um fio
Portanto, tudo que nos resta
É estabelecer pra nós mesmos
Os parâmetros
Daquilo que julgamos ser direito
O que muda
de pessoa pra pessoa
é o conceito
E é isto que fará parecerem diferentes
As suas durações
Pois o tempo
Apesar de parecer absoluto
Não varia um minuto
de vida pra vida
Mas algumas são mais bem aproveitadas
Outras, rejeitadas ou perdidas
Essas escolhas são aquilo que nos leva
A viver a impressão
De que ela é uma subida ou uma descida
Onde os olhos veem luz ou treva
Por mais que nos tentem influenciar
Não há quem decida em meu lugar
Se um dia vou deixar
saudade ou alívio
A vida é simplesmente
a procura pela verdade
Enquanto eu não a encontro
eu a vivo.
De janeiro a janeiro
Por muito tempo andei perdido
Pelos caminhos do mundo
Tudo aquilo, no final
Nem me parecia ser
de todo mal
E em resumo
Seria esquecido um dia
Bastaria
Permanecer calado
e ouvir o que o mundo fala
Qualquer tolo
Demonstra sabedoria
Quando se cala
Mas somente o silêncio
é algo que não vale à pena
ser esquecido
Enquanto se perde tempo
Vagando em vão
Em um mundo
Que também anda perdido
e repleto de perdição
Até que um dia
Se percebe
Que a melhor visão
Não se encontra nos olhos de ver
E existe algo bem melhor
e mais profundo
Uma Luz que nos afaga
Um carinho que vem no vento
Mas que muita gente não sente
E vaga perdida no mundo
De vez em quando
Eu penso em doar um presente
Que esteja pra sempre presente
Algo que o tempo não estrague
E que nem precise
Ser entregue
Algo que não precise limpar
e nem carregar
Algo que não se regue
Não envelheça
e não se esqueça
Alguma coisa
Que não se vista
e não se ponha na cabeça
Enfim
Eu ponho alí
Um pouco do meu tempo
e muito de mim
Eu faço meu presente ao mundo
Mas não é todo mundo
Que o vê
Pois é preciso
Ter no peito
Um jeito um pouco mais profundo
de ver e de viver
Mas ele ficará guardado
E poderá ser uma coisa boa
Um dia
Na vida de alguém,
Cada um doa aquilo que tem
Eu deixo ao mundo
Poesia
Preciso descobrir
Urgentemente
Uma forma
De parar o tempo
Um modo
de fugir às normas
A que todo mundo
Claramente
Se acostuma
O tempo passa
Sopra o vento
E vai mudando
Lentamente
E não há nada
Que se faça
A não ser
Ir rumando junto
Junto àquilo
Que eu desejo
tanto descobrir
Como se faz
Para
Pará-lo
Existem tempo e lugares
Pra que as coisas aconteçam
Obedeçam simplesmente
Estes tão simples preceitos
Pra viver a existência perfeita
Carregar prata no bolso
Apertar a pata de um urso
Seguir o curso de um rio
Fazer fogueira no frio
Curar-se da cegueira
Causada pela densa tempestade
Tudo isso acontece na vida
E cada um de nós pode passar por isso
E forjar pra si mesmo
Um caráter de aço
desde que ocupe o lugar
E somente viver daquilo
Que tirar da própria inteligência
e da força de seus braços
E à noite poder olhar o que passou
descansar na mansa escuridão
Que lhe proporciona
o anoitecer da vida
Uma vida da qual
Não há de haver outra igual
Uma vida que não cansa
E existe, contrariando
O que muita gente
Que não sabe viver a simplicidade
E simplesmente não encontra
Uma maneira de fazer valer
E viver uma vida que consista
Em um grande aprendizado
Pra poder um dia
Simplesmente se virar de lado
Fechar seus olhos
E flutuar tranquilamente
Em direção a um Paraíso
Que existe, mas que tanta gente
Por viver constantemente triste
Cega pela densa tempestade
Não a vê, não a encontra e não a vive
Morre, simplesmente sem a ter vivido
e vive, simplesmente a esperar
Que a morte chegue
Pra esta vida que poderia ser melhor
mas somente viveu da pior maneira
e partiu, abandonando a vida ingrata.
Na qual deixou-se abandonar no dia a dia
todo dia.
Tem horas
em que apenas
os ponteiros andam
O tempo, este pára
A rede onde eu me deito
Idem, permanece inerte
E eu estou tão distante...
Caminhando na paisagem
daquele quadro que faz anos
Se move torto
Na parede à minha frente
Porém, todos esses anos
Se passaram em um instante
No momento em que o tempo parou
Não faz mal, tá tudo igual
O movimento, o tempo, a paisagem
Tudo faz parte da eterna viagem
Permeada de sombra e luz
Vida ou não
Com o tempo a vida ensina
Que assim como a falta de amor
Todo amor que for demais
Sempre traz atrás de si
À reboque
Um toque demoníaco
Que quando se espalha
A tudo contamina
E o coração não suporta
Foi vivendo que aprendi
Que quanto mais portas
Eu abrisse ao Mundo
Mais portas pra mim
O Mundo fecharia
Pois quanto mais risos eu ria
Mais vultos distantes
Me dando as costas
Haveria de ver
E aprendi a recusar convites
Me cansei de evitar confetes
Deixei de ser
Aquele que eu era antes
Passei a olhar a tudo
Protegido
Sob o escudo da prudência
A lente da confiança
Abandonou-me os olhos
Após tantas punhaladas
Que deu-me a vida
Devido à falta
Da devida vivência
Que eu carecia
Hoje
A cada vez que nasce o dia
Eu desconfio daquilo que me espera
E me atiro ao circo de feras
Sem ódio, rancor ou vingança
O tempo ensinou-me apenas
A esperar que algo bom aconteça
Mas que porém
Espere sem muita esperança.
A vida vai correndo
O tempo a tudo desfaz
Aquilo que antes transbordava
Vai aos poucos se rarefazendo
Felizes daqueles que compreendem
As leis da vida e da natureza
E as aceitam
Pois se prepararam pra esse momento
E não perdem aquela alegria
Que parecia pertencer à juventude
Pois cada idade tem a sua beleza
A vida é uma coisa linda
Quando bem vivida
E quando chega no momento certo
Até a morte pode ser bem vinda
Os sonhos haverão de permanecer
Mas os desejos vão se amiudando
De maneira obedecer e cumprir
Um ciclo natural
Toda vida é uma missão
Que consiste em vivê-la
Com simplicidade e alegria
E deixar aos que ficam
Um exemplo, uma lição
Pois toda vida termina
Assim, como termina o dia.
Por mais palavras
que a gente conheça
Por mais tempo a gente viva
Jamais haverá coisa nova
Com a mesma graça
Que aqueles simples voos de papel
Que jamais alcançaram grande altura
Mas traziam alegria tão pura
Que agora, ao lembrar
Eu os vejo pertinho do Céu
Portanto
Não importa
Quantos voos se voe
Nenhum deles se compara
e nem jamais haverá de comparar
E qualquer voo que tentar
Estará voando à toa.
Edson Ricardo Paiva
O Tempo prossegue passando
A vida está acontecendo todo dia
Que seja sempre entre eu e Deus
Com o tempo a vida ensina
Que por mais acompanhados pareçamos
Muitos de nós, haverão de caminhar sozinhos
Os filhos não são mais crianças
Mas ainda tem muito que aprender
E eu fico aqui, quieto
Tragam-me netos
Pra que eu ensine a eles
O que meu pai não quis
Ensinar a vocês
Assim como eu fui pra vocês
O que meu pai não foi pra mim
A vida é assim
A gente precisa passar adiante
Coisas boas
Pra que essa existência
Não seja esquecida
Como uma simples passagem
Eu não quero que a minha
Tenha sido à toa
O tempo corre todo dia
e um dia
A gente vai dizer adeus
O que eu fiz
Ou deixei de fazer
Não foi por vocês
Eu cumpri meu contrato com Deus
Eu errei e acertei
Mas confesso
Que na hora derradeira
Eu hei de dizer a mim mesmo
Que gostei.
Edson Ricardo Paiva
Não tente viver antes da hora
Não queira morrer antes do tempo
Pra cada momento há o dia certo
Acerte
Sendo honesto consigo mesmo
Antes de tentar ser correto com Deus
E desista de abraçar o mundo
Seus braços não são tão longos
Porém eles são suficientes
Para abraçar todos aqueles
Que fazem parte do seu dia
A cada instante
Reconcilia-te com teu irmão
Antes de fazer a tua oferta
Oferece um pouco de você mesmo
A quem precisar da tua ajuda
É isso que muda o mundo
E é esse o melhor presente
Imagine
Que depois de todos os abraços
todos os braços juntos
Poderão, sim
Um dia abraçar o mundo
Edson Ricardo Paiva
Existem muitas coisas
Que marcam a passagem do tempo
Outras mais a podem simbolizar
Uma torneira que goteja
Um ponteiro lento e constante
O movimento do Sol
Mudando a sombra de lugar
a todo instante
E assim a vida passa
Sem que a gente a veja
A fogueira se apaga
e a fumaça se dissipa
Chega outra sexta-feira
Acontece o ano inteiro
E quando você olha pros lados,
distraído
Esse ano já tornou-se
Ano Passado
Os bons momentos que você recorda
São tempos idos
dias distantes
Cada dia que a gente recebe
sem perceber
Se dissipa
Qual fumaça da fogueira
A gente viveu cada momento
Minutos que passaram lentos
Numa vida galopante
Você foi seguindo
O tropel da cavalgada
Até que um dia se dá conta
Que o movimento lento e constante
dessa viagem
Teve sempre o mesmo sentido
E esse sentido é pra frente
Agora você tem
O tempo que não chegou
E o momento presente
Mas não existe no mundo
Estrada
Que possa te levar
novamente àqueles lugares
a vida sempre pode ser vivida
Mas não pode jamais
Ser revivida ou melhorada
Faça o seu melhor agora
Amanhã
Poderá não te restar
Mais nada
Edson Ricardo Paiva
Uma centelha de vida
Surgiu, brilhou, voou
Escapuliu
Aquele tempo passou
e ninguém viu
Nem Percebeu
O tempo é um relógio
Quebrado e parado
Todas as coisas impossíveis
Apenas assim as são
Até que se tornem possíveis
O colorido que se apagou
Não mais poderá
Eternizar-se assim
Não se pode enganar o tempo
Aquela centelha de vida
Que surgiu
de onde ninguém sabia
Que viria
Voou, brilhou
Salvou o dia
Escute a melodia
Que vem do outro lado do espelho
E a tudo desmonta
Pra que as coisas possam
Eternamente e pra sempre
Remontar-se novamente
Num sonho
e é lá
Que a gente se encontra.
Edson Ricardo Paiva
Se o tempo passou
Jamais corra atrás
Outro tempo a vida traz
Faça dele tempo de paz
Ria bastante,
Ame a tudo constantemente
E tente ser consequente
Pois, mais importante que o tempo
Sempre será
Aquilo que do tempo a gente faz
Deixa o vento soprar no teu rosto
e sinta o gosto da amora
Colhida na hora e no pé
Pois há dias
Em que a vida é areia quente
Queimando no chão
Do teu peito deserto
Juntando tristeza e alegrias
Amores
Que deram certo ou não
de uma forma ou de outra
Todos se vão
Alguém vai ficar sozinho
Saiba
Que nem tudo na vida
A gente tem
Às vezes
Não temos nada ou ninguém
Faça dívidas
Tenha dúvidas
de vez em quando
Vire a mesa
Nesta vida, só existe uma certeza
O fim da vida um dia vem.
Edson Ricardo Paiva
Enquanto o tempo passava
E enquanto eu aprendia
Ria da cara da sorte
Não sentia medo
Nem mesmo da morte
Um dia, então, me enganei
Abandonando aquele escudo
Por pensar que sabia de tudo
Saindo ao mundo
Sem nem mesmo um guarda-chuva
Cara fechada, coração vazio
Sem medo de perder
Por sentir, que tudo já estava perdido
Ontem, eu acordei com medo
e eu o sinto, ainda hoje:
Medo de quebrar cristal,
Medo de perder o que não tenho,
Medo de perder de novo
Tudo que estava perdido
Um novo medo a cada passo
Medo de escrever coisa boba
Medo de morrer num sonho
E não voltar nunca mais
Medo de perder sorrindo
Como naqueles jogos de gincana
A toalha de linho,
A luz na janela,
As xícaras de porcelana
E aquela esperança que eu tinha
Um medo que eu pensei
Que não ia sentir nunca mais
Medo da despedida
Onde a última alegria desta vida
Se vá
Sem nem mesmo olhar pra trás
Edson Ricardo Paiva
O tempo corre tão depressa
Que a gente nem mesmo percebe
Que nessa vida
a gente esteve sempre
Procurando um lugar pra ficar
E pouco importava
Se o lugar estava certo
Portanto
Qualquer lugar que fosse perto
do mais inóspito deserto
era sempre um lugar ideal
E a gente, simplesmente
não aceitava qualquer teoria
Que dissesse
Que existia lugar melhor
ou igual
Esteja onde estiver
A gente quase nunca
Está onde quer
mas é sempre importante dizer
Que os melhores lugares
Nem sempre estão perto dos Mares
Ou sob um lindo luar
O melhor lugar deste mundo
Sempre será aquele
No qual a gente quer permanecer
No primeiro segundo em que chega lá
Este lugar pode estar
No êxtase de uma oração,
Envolto pela melodia
de uma canção desconhecida
ou então; diante de um olhar
tanto faz, desde que seja ali
Qualquer lugar é lugar
e nenhum lugar nunca será
um lugar qualquer
Pois aquele pra sempre será
O lugar onde a gente quer estar
Edson Ricardo Paiva.
Deixei de guardar as datas
Me esqueci de como fazia
Pra lembrar-me dos nomes
Faz tempo que não me ocupo
Com aquela antiga aflição
Que me fazia lembrar
Endereços e preços
Agora compreendo
Que coisas, cujo valor se mede
Não valem muita coisa
E que não existe um dia combinado
Muito menos um lugar certo
Pra que aconteça
de a vida da gente virar ao avesso
e descobrir
Que nomes ou endereços
deixam de ter importância
E que as coisas realmente importantes
Podem estar bem perto,
Ou distantes
Não existe certeza
Pra nada
Aquilo que vem
Sem nome, lugar ou hora marcada
é que realmente vai fazer
A gente acordar triste ou feliz
No meio da madrugada
Um rosto sem nome certo
Um rastro a ser seguido
Sem a gente ao menos saber
A razão de estar
Tão contente
Indiferente ao fato
de tudo que tinha guardado na lembrança
Não servir pra nada
E aquilo que tanto interessa
Não tem nome e não tem preço
endereço ou hora marcada
Não tem passado; não tem cor
Não tem medida e nem peso
Nada que explique a pressa
Nada que àquilo mensure
Existe apenas suavidade
e um tanto assim de magia
Junto a tanta alegria
e uma grande quantidade
daquela coisa que faz a gente
Não querer saber como se faz
Só da vontade de fazer
Fazer exatamente
Perfeitamente perfeito
Aquilo que nunca fez
E fazendo do jeito que vier à mente
de repente a gente olha
E vê que não tinha outra escolha
Só tinha querer
Um querer que não podia ser
Guardado ou escrito
Não estava em lugar nenhum
No tempo ou no espaço
e independia
de tudo que houvesse nos bolsos
E mesmo assim
Tinha sim
hora e lugar pra ser
Mas demorou pra perceber
Que a real felicidade
Independe da nossa vontade
das nossa lembranças
E também das nossas crenças
Pois chega do inesperado
Sem nem ao menos pedir licença
Edson Ricardo Paiva
Uma folha de papel
Que se perdeu no tempo
Que talvez, pode ser
Nela houvesse uma frase bonita
Algo que se desconhece
E que nunca vai saber
O que é que estava escrito
Uma bolha de sabão
Que o vento leva
Passou bem pertinho das mãos
Passarinho que voou
Esse mundo não possui grades, nem paredes
Que sejam fortes o suficiente
de maneira a manter eternamente nada
Nem distante
E nem perto da gente
De certa forma, alguém em algum lugar
Conhece e sabe
A quantidade de alegria
Que queríamos viver
No decorrer do dia a dia
E não nos cabe
Alguma coisa não dá certo
É sempre assim
Algo foge ao controle
Talvez seja
Porque o mundo dá voltas
As águas do Oceano
Constantemente se revoltam
Areia de Mar
Ar de deserto
Por certo, nunca os saberemos
Não temos como saber
e nem sabê-las
E assim a noite se vai
Levando consigo lembranças
de antigos amigos
O brilhar das Estrelas
Coisas tolas
Vontades quase que nulas
Grades
Sem força bastante
E no instante seguinte
Está distante
O que andou bem diante dos olhos
E que sempre foi igual
Parece ser igual
de uma maneira diferente
A vontade da gente
Nem sempre é uma verdade
Nem tampouco
Vontade da vida.
Edson Ricardo Paiva.
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