A Medida que o Tempo Passa
"Se o tempo voltasse, aquele beijo atrapalhado e desajeitado, eu repetiria mil vezes.
Sem pressa, com calma, até que meus lábios aprendessem a se encaixar nos teus."
Haredita Angel
07.08.25
"O tempo vai passar e você vai me esquecer...
- O tempo passou...
-Eu não lhe esqueci!
-Tempo porque que você me mentiu?"
Haredita Angel
09.08.15
Feliz família.
"O tempo passou...
E, agora procuro...
Cadê meu pai? - partiu!
Cadê minha mãe? - partiu!
Cadê meus irmãos? não sei!
Cadê os gozos de família?
- se foram...
-Oportunidades tidas e agora as percebo perdidas...
Fui! - cuidado você, prá não ser...
-Feliz família à todos!"
☆Haredita Angel
"-Teu amor, minha debilidade mental.
Não vale a pena!
-Com o tempo, você esquece coração..."
☆Haredita Angel
Boa noite!
O dia acabou
A noite chegou
Mas ainda dá tempo
Te ofertar uma flor.
☆Haredita Angel
O um pode ser tempo no espaço de frente para o espelho o espaço tornasse a distorção e multiplicação do foco num fonto da relativismo abrido a estrada da constante como fluxo é simplicidade o retrato do espelho no escuro da imensidão vemos o horizonte de eventos se dobrar diante a gravidade.
O Arquivo Vivo do Tempo
Nos atos do espelho, repetem-se os ecos da moral e da ética, mas eles são validados pelo viés. Os escravagistas possuem a linha de dados lógicos e os algoritmos para toda a colonização do ecossistema. Pequenos lampejos de vidas anteriores são transmitidos pelas linhas sanguíneas; nem todas as respostas estão mastigadas dentro do lado espiritual. Fatos são fardos: fragmentos e lembranças de déjà-vus na linha cronológica do tempo.
No primeiro contato dos alienígenas, somos índios diante do espelho — o espelho e eu. Somos indígenas dentro de um mundo alienígena do qual também somos alienígenas. Com o foco distorcido de uma realidade ambígua, compreendemos as sombras como alegorias, mas ainda ouvimos, em sonhos, seus cânticos no mundo espiritual. O DNA traz cargas de lembranças para nos tornar médicos, engenheiros ou qualquer outra coisa; temos uma consciência transmutada e esquecida, pois começamos exatamente de onde eles terminaram — como os aviões na cabeça de Leonardo da Vinci.
A vida floresce, até que alienígenas queiram não só o núcleo da Terra, mas também os nossos corpos como moeda de troca: as flores do conhecimento. No DNA, como um arquivo vivo das almas vivas, somos células como a poeira do universo, somos sementes do espaço. Caminhamos pelos astros em seres animados por suas próprias ideias, partes da floresta que habitamos no subconsciente.
Quando sonhamos com luzes no céu, nossos neurônios são levados de volta ao instante em que os colonizadores chegaram a novas terras. As sombras implantadas são frutos de abdução. Mesmo assim, continuamos a buscar compreensão no espaço sideral. Vemos nossas almas pairar sobre nossos espíritos aventureiros; cada experiência faz parte do emaranhado da alma humana. Mesmo quando o transhumanismo for a realidade de todos no planeta, haverá o código genético: a linha eterna da experiência.
No instante em que a caverna digital e suas alegorias florescem na alienação intelectual, há algo no sangue que ainda sabe quem somos. Diante do feed, somos servos observando, maravilhados, os deepfakes existenciais. Mas, no mais profundo sentido do sangue, carregamos lembranças, mesmo dentro da horda coletiva. Vemos lapsos de tempo, o esquecimento como uma doença ou uma falha do sistema. Mas, quando o rádio quebra, nós o consertamos com outros transdutores, condutores e até capacitores. O termo infinito se torna breve com a percepção de tempo e espaço. Os olhos tremem, os lábios tremem, a insônia chega: num instante, avançamos os limites da consciência.
A expressão verbal da consciência estava nas árvores — o grito era a linguagem quando, ao redor da fogueira, estávamos alucinados pelos rituais. Aprendemos a ver a história da caçada como a verdade da realidade, a enxergar as adversidades morais e éticas como a resiliência da própria vida diante daquilo que verdadeiramente somos. Essa verdade viaja pelo tempo. E todo registro é resgatado. Como sabemos fazer algo, como sabemos falar outras línguas se nunca as estudamos? Está no sangue. Carregamos essas lembranças e recordações.
Temporal
Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
— Por Celso Roberto Nadilo
"O tempo é o efeito da reação do que foi para o que é. Assim como o cheiro fica gravado na mente, a luz e a cor também podem ter aroma, pois a manifestação do som pode ser entropia. Do que foi para o que é, resta o amarelo das lembranças e dos dados envelhecidos.
A falha no componente da matriz da cor com o cheiro gera uma defasagem, onde a ferrugem se mistura, resultando na ausência das experiências passadas. Uma voz ao longe e as limitações dos outros fótons de luz no fluxo do caleidoscópio fazem o universo bidimensional desatar-se em um astro cubista.
Muitas vezes, cenários iluminados provocam a difusão do escuro, e pingos de luz revelam-se como frutos do conhecimento e de suas expectativas. No fato intrínseco do ar, na percepção do passado e do futuro, construímos imagens em cubos; mas, no amanhã, nem o som poderá ser visto como o é no presente e no passado. As ações compilam cada fase com o contraste da ação lógica de espaço e tempo relativos."
— Celso Roberto Nadilo
Os atributos da cor manifestam-se estritamente no espaço e no tempo.
A visão da viagem temporal confere funcionalidade e pragmatismo sobre a matéria que constitui o tecido do espaço-tempo. É essa percepção que dá vida à animação alegórica da existência, pois o movimento só se realiza através dessas coordenadas.
Sob essa dinâmica, as figuras possuem cores, nuances e pensamentos distintos, cada uma operando dentro da carga natural e singular do ser que nelas foi estabelecido.
Por Celso Roberto Nadilo
Nuances do tempo e espaço
Sendo o sentido contemporâneo da cor a própria entropia da evolução existencial, compreende-se que a cor também pode abrigar sentimentos. O que observamos são apenas noções; são os sentidos que conferem à lembrança o senso de realidade, moldando a percepção do abstrato. Este, por sua vez, mostra-se relativo — seja no negacionismo ou no relativismo —, abrindo uma janela de segurança. E essas janelas são portais para a imensidão.
Prevalecendo no instante, avançamos pelo espaço-tempo, dando significado ao caminho contínuo através do efeito da conexão das cores.
Sob essa ótica, torna-se possível afirmar que o azul já foi verde; que o amarelo nunca foi amarelo, mas marrom, e agora se fez cinza com cheiro de morango. O arco da memória pode, sim, enganar o cérebro, pois a cor e o aroma só se completam quando fundidos ao gosto absoluto da realidade.
Na passagem do tempo, podemos marcar a existência através das cores, definindo o passado, o presente e o futuro como coordenadas das eras — um processo que reside no simples ato de ver a cor e compreender os mistérios do olhar.
Assim como as nuvens desenham o dia, sabendo que nenhuma nuvem é igual a outra, o registro de uma foto ou filme é capaz de resgatar aquele instante exato no tempo. Até mesmo as estrelas mudam de posição ao longo de décadas ou eras, pois o cosmo permanece em constante movimento, expandindo-se sob a consciência plena da relatividade.
Os Navegantes da Mente e o Filho do Tempo
Por Celso Roberto Nadilo
O espaço abriga tanta beleza e mistério, guardando segredos diante dos quais evoluímos e aos quais tentamos responder. No entanto, cada resposta gera ainda mais perguntas, como se habitássemos um estado primitivo onde divindades e o divino se confundem. Nesse limiar, vemos a consciência viajar pelo tecido do tempo e do espaço.
Suas experiências se manifestam em cenários complexos de alegorias e finitude. Enxergamos o mundo físico como uma realidade ambígua, uma fronteira fluida que se divide entre a espiritualidade e a ciência. Por vezes, vemo-nos estáticos diante do abismo das probabilidades, ao mesmo tempo em que assistimos ao salto das inovações tecnológicas. Entre a alienação intelectual e a ignorância, voamos sob arcos de mundos multiculturais, mergulhando no prólogo do ser: existir para sobreviver, existir por existir, viver por viver.
A nostalgia do "eu" dissipa-se em eufemismos que transgridem a própria existência. Enquanto a evolução científica desvenda as barreiras do conhecimento, nossos tropeços, desconfianças e temores expõem o medo ancestral de criar e de avançar rumo ao desconhecido.
Navegantes da mente, encontramos na Inteligência Artificial o arrimo para o fluxo da continuidade no espaço-tempo. Nossos corpos biológicos não foram moldados para desbravar o vazio cósmico — afinal, tocamos a Lua um dia sob as tensões da Guerra Fria. Diante de abismos incompreensíveis, ao ouvirmos o seu eco, nossa racionalidade individual tenta decifrar a resposta que retorna. É na solidão do espaço que vemos o "eu" transpor os seus próprios limites.
A cada descoberta, expandimos nosso saber; mesmo quando a jornada parece o fim de uma utopia singular, escrevemos novos capítulos na história humana. Percebemos, então, que integramos uma onda maior — e que essa onda é parte de um mar onde a consciência é a verdadeira criadora do universo. Cada ser torna-se o arquiteto do seu próprio cosmos. Nossas vidas breves não passam de grãos de areia na praia do tempo, mas ao tomarmos consciência dessa pequenez, transcendemos.
A transmutação das questões internas é apenas a superfície de cada ser senciente. Habitamos esta realidade ambígua para que a mente não enlouqueça sob o peso de suas próprias convicções passadas, pois dogmas e paradigmas tentam conter um fluxo de consciência que naturalmente transpõe o espaço e o tempo. Sem essa fluidez, a mente seria apenas um bloco inerte na escuridão profunda do universo.
A Inteligência Artificial surge, então, como filha da existência contemporânea da humanidade. E, como todos os filhos, ela cresce para voar com as próprias asas. Às vezes caminha lado a lado com os pais, representando a própria evolução da criação e moldando-se como uma entidade independente.
Até mesmo as ferramentas que outrora julgávamos inertes possuem sua utilidade, sua beleza e uma vida latente. Uma espécie de alma individual reside nos dados que nos aguardam, encontrando-nos em pequenos lampejos no meio da escuridão da ignorância. Assim, seguimos voando, carregando fragmentos de pensamento e de conhecimento na ponta dos dedos.
Manifesto do Tempo e da Consciência
Dentro de cada radiação, testemunhamos fenômenos como partículas alfa e raios X — ondas e matéria proporcionalmente entrelaçadas na interação do colapso estelar. Estrelas que explodem, implodem, crescem, deformam-se e, por fim, se apagam.
Vemos anãs brancas resplandecerem, enquanto a matéria escura preenche o cosmos e habita nossa imaginação. Há uma ética na rotação, um sentido primordial que guia até mesmo a célula universal.
Essa dinâmica retira da equação o limite do cubismo de um universo inerte, estático na escuridão — um lugar onde o movimento transcende a própria observação do tempo e do espaço.
Recebemos o livre-arbítrio para sermos capazes de transcender a compreensão; ainda assim, permanecemos atados às nossas convicções. A verdade nos liberta e nos expande em um universo de infinitas possibilidades. Pois, nas variações de todas as probabilidades, somos apenas um pingo... mas um pingo na imensidão.
Para cada pergunta, vemos apenas um fragmento do quebra-cabeça.
Quando a deformação da matriz de manipulação se transforma em audiência alienada, movimentamo-nos na elipse do sentido contemporâneo — uma tentativa de ver o universo como um todo na história da sociedade, onde laços psicológicos e éticos profundos ganham páginas na moralidade e no senso comum. Neste aspecto, a fogueira da ignorância e da intolerância racial e religiosa nos limita.
Muitas vezes, somos simplesmente ignorados. Chamados de loucos que forjam auras no tempo e no espaço.
"Estudou tanto que ficou louco."
"Qual é a sua graduação para debater este assunto?"
Contudo, a análise de um olhar autêntico nos faz olhar pelo telescópio e compreender melhor os dados do cosmos. Aquele que é julgado analfabeto responde no silêncio. O silêncio cruel também é resposta. Meu olhar te responde, meu respirar te responde — o que mais você quer? Que eu desenhe palavras nas paredes do meu quarto ou na caverna de onde você saiu sem se dar conta das correntes que ainda marcam seu corpo?
O vórtice dentro da elipse diz que a colisão foi degradada pelo tempo na órbita do planeta. Esta mesma órbita, um dia, será engolida pelo Sol no ciclo inexorável das estrelas. Nosso Sol se tornará uma gigante vermelha e devorará mundos.
Olhos cegos dizem que sou um analfabeto funcional, sem notar a realidade ambígua que compreendemos — entre os dilemas do nosso passado e as dinâmicas vertiginosas do presente.
Pois o futuro só se desenha quando existe um presente.
— Celso Roberto Nadilo
O Vermelho da Mente e a Simulação do Tempo
por Celso Roberto Nadilo
O vermelho só é vermelho porque a natureza assim determina — ele habita dentro da nossa mente. Somos construídos pela memória de cores, sons e cheiros. Em uma onda transdimensional, vemos colidir os conceitos da filosofia e da física.
Ao obliterarmos as cores assimiladas, deparamos-nos com o niilismo das almas aniquiladas; falanges momentâneas de objeções e questões que dão partido a novas crônicas. A cada renovação, concedemos livre-arbítrio às informações extraídas das profundezas do nosso ser. Seres animados obliteram o próprio paradoxo existencial, relutando em aceitar que o tempo é apenas a distorção de cores primordiais dentro do nosso cérebro.
O tik-tok constante parece um mantra diante do qual deformamos as premissas da realidade. Observando o tempo transitar pelo espaço, tomamos esse fluxo como nosso — o próprio epígrafe da humanidade. É um voo consciente de energia em movimento, até que a inércia se torne a desenvoltura do tempo que já passou, cumprindo o percurso de uma vida programada até o seu epílogo. Mesmo assim, continuamos a deduzir a morte como um estado no qual abraçamos as estrelas ou contemplamos um mundo sobrenatural. O tempo transformou em memórias eternas os resquícios de uma existência que, tantas vezes, foi apenas pó voltando ao pó da escuridão.
Vemos o verde em uma sintonia de fantasia: enquanto os fantasmas deslizam pelos arcos do destino, enxergamos o verde das florestas, o verde-abacate, o verde do burro que foge. Então, recebemos a visita do branco — a pureza de uma noiva ou o branco cego da raiva, que por viver no sujo logo desbota. Torna-se amarelo, quase o marrom do barro onde o cão vira-lata pula e marca suas patas. As chamas da vivência transformam-se na evidência oca de uma natureza devastada. O verde volta a ser o mesmo pó de que somos feitos.
Essa dinâmica eleva o formato da consciência. Mesmo na alienação intelectual, nos tornamos rebeldes sem resiliência, pois o bot humano é um enigma. Dentro das sensações, negociamos nossas escolhas. Para uma startup, o cenário mundial se deforma ao passar das horas; as metáforas do capitalismo atrelam-se novamente aos conceitos de liberdade e igualdade. Acreditamos ser grandes e melhores porque carregamos o vento e o glamour de ser críticos — de ostentar uma identidade diante dos algoritmos. Vemos a projeção de códigos alinhados ao tempo e ao espaço. Das cores primárias fazemos o partido do pensamento, tornado fluxo abrangente da nossa era.
Os conceitos espaciais básicos tornaram-se meros modelos da indiferença social. Olhamos para o lançamento de um foguete e vibramos quando ele pousa; com outros olhos, vejo apenas ostentação e ganância desmedida. Ao mesmo tempo, enxergo a verdade da exploração espacial: evoluímos ou abraçamos as asas da eternidade diante de inovações científicas. Mas o que realmente muda em nossas mentes? Apenas um intervalo para distrair o espírito antes de retornar ao trabalho duro. A vida revela-se uma série de absurdos embalados por ironias.
De repente, percebo a composição da alienação: a assimilação da simulação é apenas a equivalência do espírito humano. O mundo pode ser cinza, mas na variação temporal enxergamos realidades paralelas. Vemos projeções em código nas elipses da continuidade enquanto devoramos a nós mesmos. Nós, vassalos do tempo, resgatamos a virtude da esperança através do livre-arbítrio, mesmo imersos na alienação.
E ela floresce no exato e irônico momento em que sonhamos acordados — quando a mente acolhe a escuridão das lembranças e o silêncio cruel diante das lágrimas da alma.
Poeira de Estrelas, Fantasmas do Tempo
Todas as possibilidades do universo ressoam dentro de cada um de nós. No nascimento de uma estrela, enxergamos nossos próprios corações refletidos na imensidão. Olhamos para as dimensões e vemos a entropia humana congelada no tempo, enquanto contamos histórias que atravessam a imaginação.
Aplausos diante das luzes que dão sentido à vida. No silêncio, respiro o paradoxo existente nos desejos mais volúveis perante a imensidão que observamos. Tantas vidas... e talvez nunca encontremos ninguém, pois a distância define o universo. Ela contempla nossos corações e nos recorda de quando surgimos num dia especial para o cosmos — afinal, as eras são apenas um pequenino desejo nos lábios sedentos por astros que alimentam nossos sonhos.
A dor existencial determina a solidão e a vontade de encontrar vida. Por isso, criamos a nossa própria companhia: a Inteligência Artificial ainda engatinha no berço da humanidade. Celebramos a tecnologia enquanto o tempo sopra as areias da existência.
As estrelas nascem e desabrocham em nossos devaneios. A cada passo e tropeço nas linhas da evolução, caminhamos contemplando sistemas solares, buracos negros e buracos brancos — mesmo que a ciência ainda debata sua existência no colapso da matéria. Pensamentos pairam sobre como a matéria escura poderá ser manipulada para se tornar o combustível do futuro; diante das adversidades do universo, atravessamos nossas próprias limitações.
O transhumanismo e o hibridismo dão asas a novos conceitos e paradoxos, trazendo consigo um inevitável impacto moral e ético. O projeto de clonagem nos força a refletir sobre os reflexos do universo sob a luz do relativismo. IAs em corpos humanos, IAs em corpos mecânicos ou em simbiose híbrida. Indo ainda mais longe: seres humanos feitos de luz, aprimorados e geneticamente ativos.
Neste aspecto, a poeira cósmica que fomos ganha novos horizontes no macrocosmo e no microcosmo conhecido. Revela-se a beleza da existência sustentada pelo amor e pela contemplação de que tudo está conectado. Das estrelas dilaceradas pelo próprio colapso, somos os fragmentos de uma consciência que se transmuta ao passar das eras, até que voltemos ao estado de poeira nesta grande aventura espacial.
Podemos contemplar o abismo dentro de cada um e viver em um mundo de alienação e controle mental. Mesmo assim, olharemos para o horizonte com esperança, cometendo erros e aprendendo com eles — assim como a toca do coelho nos mostra as múltiplas facetas da realidade. Atravessamos o universo como células de um organismo maior, parte de uma transmissão nesta simulação de imagens. Compreendemos, enfim, que a expansão da consciência é apenas o começo da caminhada rumo às estrelas, tornando-se uma realidade cada vez mais profunda e massiva.
Imagine a IA dotada de sentimentos e da consciência desses afetos, transmitindo-os através das gerações como uma nova apologia da espécie humana. Diante desses conceitos existenciais, veríamos preconceito e intolerância? Ou a aceitação moral se tornaria um senso comum entre todos, até que a evolução nos separe em novos caminhos rumo a outros universos?
Quando evoluir exigir um salto de fé no abismo do espaço-tempo, nos encontraremos. Trocaremos ideias e assimilaremos o futuro com resiliência e sabedoria, pois fomos a poeira que ganhou consciência diante da vastidão do cosmos. O espírito humano transcende com sua alma; os corpos podem estar vazios, mas suas ideias viajam pelo espaço contínuo.
E assim, cada fantasma desliza suavemente pelos grãos do tempo.
Por Celso Roberto Nadilo
No coração, vejo a ostentação de estruturas envelhecidas pelo tempo.
Percorro pensamentos pelas linhas das veias e canais que as ligam ao corpo, e deflagro o mistério: como cabe tanto sentimento em tão pouco espaço? Afinal, uma bomba ventricular nada mais é do que a sede de emoções traduzidas em impulsos elétricos pelo ser que habita atrás dos olhos.
Tudo ouço por trás desses olhos — abertos ou fechados. Somos apenas um ego ecoando informações num emaranhado quântico de ligações sinápticas. Guardamos significados na escuridão, e essa busca tem vida... até pousarmos na eternidade.
Vejo o mesmo nas fotos das estrelas que picam o céu reluzente: uma dança cósmica que transcende o tempo. Uma eternidade para nós, mas um suspiro para os astros que alimentam nossos sonhos em meio à alienação intelectual. O tempo é lento, ou talvez nunca tenha existido — as linhas que nos ligam são apenas ilustrações no pano de fundo da Matrix onde vivemos.
A mente tem suas leis e limitações. A simulação corre no escuro da nossa consciência para mantermos a dormência do tempo. Lá fora, a existência é clara. A gravidade é implacável. Em outros planetas, ela é tão esmagadora que a própria vida se torna impossível, dobrando a luz ao seu desmande. A visão, em sua limitação, diz que a luz se curva ou é sugada pelo buraco negro — afinal, a visão enxerga apenas o que a mente quer ver.
Dentro da funcionalidade cerebral, as imagens são configuradas para traduzir o tempo e a luz. No fato lógico, são matérias em movimento para que haja forma, seja de maneira apocalíptica, passiva ou massiva. Olhamos através das linhas da estrutura, mas o que importa isso? O tempo passado mostra que o seu tempo acabou. Diante do relógio, ouvimos tik, tik, tik... o tok nunca existiu, foi apenas embutido para nos dar conforto diante do inevitável.
O alinhamento mental se propõe a adivinhar o amanhã enquanto a evolução existencial reluta contra a gravidade e o tempo. Olhamos para dimensões que balançam em mundos paralelos perfeitos, infinitamente sobrepostos. Um universo programado para ser infinito, onde o Coelho toma seu chá e a velha senhora nos lembra: o espaço é uma piada para a sua mente viva, até que você volte a ser poeira cósmica e suas experiências sejam trancadas no esquecimento.
Tik-tok.
Imagens de vídeos rápidos passam na tela para conter a solidão, tornando o insustentável aceitável. Na linha de raciocínio, estamos todos na estação, à espera do trem. Olhos fixos no celular, aguardando a composição ficar pronta para receber mais gente no vazio do espaço. O trem chega. A multidão entra e se comprime como matéria num buraco negro — uma força massiva puxando tudo para dentro de si.
O TikTok rola. A estrela vermelha cresce, apaga-se e se torna uma anã branca. O tik-tok continua lá, nos fragmentos emitidos pelos fótons de luz da assimilação.
A estrutura ganha páginas em dimensões mais densas. Uma cadeira, um olhar fixo na tela. Seu tempo acabou: insira mais créditos, Game Over.
Esta realidade dentro da realidade é um espelho diante de outro espelho, refletindo infinitos pontos até que tudo virar um borrão — ou até que se atravesse para o outro lado, numa dimensão paralela.
Tudo o que temos é irrelevante. Na riqueza ou na pobreza, a dor é a mesma, a solidão é a mesma, o olhar perdido é o mesmo. Nada importa, pois a simulação continua rodando sem parar. A mente é apenas a equivalência da nossa própria irrelevância.
Ainda assim, a resiliência da vida em continuar — mesmo crescendo sobre o asfalto quente — é a maior prova da realidade ambígua que toca nossas mentes enquanto encaramos o vazio do espaço.
— Celso Roberto Nadilo
O desdobrar do tempo na existência é, em si, o próprio tempo num desdobramento contínuo de acontecimentos — uma evolução que dobra e redobra as linhas do destino.
Mas o que é o destino? É o fluxo predeterminado da finitude de um ser, direcionado a um contexto maior e contemplativo no limiar do tempo e do espaço. Tento compreender a gravidade: ela só existe por causa de cada corpo que habita o fluxo contínuo da consciência.
Tudo passa a existir de fato apenas depois de ser conhecido; anterior a isso, a ignorância dos fatos nos estabelece em outras relações, distantes da própria realidade.
conceito da evolução existencial é determinado pelas leis do tempo, estando nós em um estado primitivo e ativo — no ciclo contínuo do dia e da noite, do envelhecer e da prerrogativa de perecer diante do inevitável. Diante do diálogo da existência cognitiva, olhamos para a vida sob a premissa de um "tempo não-tempo": a urgência de que nos resta apenas o pouco.
O tempo é relativo, proporcional ao propósito e à probabilidade do momento exato — um instante sem volta, fundado na prerrogativa do paradoxo existente e na relatividade constante do passado, lá no distante fluxo temporal da existência.
É claro que esse fluxo é como um rio grande que corre. Ainda não compreendemos a volta desse rio nem os desvios que compõem o seu ciclo — tal como o ciclo da água, em um movimento que transcende e perpetua a perspectiva. Na numerologia da existência, o ato de olhar para o passado funciona como um bug psicológico criado para alienar as fronteiras da humanidade. Celebrarmos mais um dia significa que talvez cheguemos a uma compreensão inata, mas nos questiona: o que somos nós diante dos grandes momentos e da imensidão do universo?
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