A Medida que o Tempo Passa

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⁠Alinhar pensamento e tempo, viver o agora.

⁠A chuva vem em igual tempo.

Tudo ocorrerá no momento certo, no lugar certo, no tempo certo.

É preciso respeitar otempo.

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.

Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.

Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.

Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.

O amor é isso
Essa inconstância
De amar e odiar ao mesmo tempo.

Efêmero tempo que me acha distraída e não percebo a impermanência da vida a sorver o ar de persistente melancolia, que combato com bravura a tecer a alegria em fios de teia que fragmentam a pintura e o espaço, onde versos calados salvam os dias ilustres de paz e calmaria. Em um rio perene correm todas a margens e as várzeas crescem clandestinas. Saudades de águas desconhecidas como todas as partidas que levam no peito despedidas na plenitude serena que não encontra oposição e seguem todos em uma nova direção. A candura de um gato dormindo lembra a plenitude de estados oníricos e busco palavras que vão além do meu vocabulário, pois mais se faz encarnado o verso corretamente nomeado. Em devaneios lúcidos sinto o resplendor de minha respiração e um fulgor de esperança segue firme desde criança, pois eis que a terra árida arde desde de tenra idade. Estou proibida de sofrer, pois muito me acusam de ter prazer mórbido em comer miséria. E eis que sou obrigada a chorar calada, pois há quem se diz amigo e mais julga minha caminhada. Quisera a todos talvez entender que a dor não é um verso estilístico, mas é minha própria vida que me leva a estados que eu não gostaria. No entanto, são vãos todos os meus argumentos e sorrio abertamente tendo em meu peito correntes de longas privações de liberdade, que deixam um trauma de grades e luto diariamente para não me ausentar a realidade. Noite longa, noite insone. Amanhã será um novo dia e talvez eu floresça em poesia na cintilação de uma mente em estado de euforia, pois que é minha sina e me justifico várias vezes e inútil gastar minha língua se devo fingir utopia estando presa em minhas armadilhas. Em um arroubo eu diria que cada sabe de sua vida e há margaridas que encantem os meus olhos na noite de hoje. O idílio do amor idealizado mais me deixa fatigada se não conhece estrada de novos alentos a fazer do vento o frio cortante da madrugada no âmago de uma dor calculada, se é perigoso se expressar loquaz onde mora a censura dqueles que me são mais próximos. E sigo a escreve eloquente minha própria apatia que já não distingue a noite do dia. Sinto um cansaço na alma e é sublime minha resistência se em êxtase de dureza encontro a volúpia do poema e tento fazer valer a pena minhas fartas palavras que exigem um leitor compenetrado a se demorar com singeleza ao ouvir o poema na mesa de minhas confissões. Uma anônima na cidade a escrever pormenoridades como se altas glórias fossem. Faço minha serenidade na noite escura da cidade e te encontro em algum ponto da eternidade e não fingirei uma falsa felicidade, pois o orvalho conhece minha sinceridade e abro o meu diário público a quem quer que seja, haja visto que minha vida é um livro aberto e a alegria me espreita e tenta achar meu endereço. E por isso escrevo.

Mágoa de Irene


A raiva te dominou...
por muito tempo.
E a culpa —
nele colocou...


Mas...
você é responsável
pelo que entregou,
não pelo que retornou.


Suas lágrimas molharam a areia,
se misturaram à água do mar,
e seus soluços...
ao barulho da maré cheia.


O sofrimento foi grande.
Foi intenso.
Mas — não foi sua culpa.
Você escolheu o amor,
não a dor.


Mas veja, por outro lado...
o amor dele era real.
E tudo o que você penou,
ele sofreu — em dobro.


Pela sua ausência...
deve ter morrido um pouquinho por dia,
pelo amor,
pela saudade — tão intensa.


Sabendo que ele mesmo se sacrificou,
um tiro no próprio pé...
um morto-vivo.
E assim ficou.


Mas você também errou.
Desistiu da vida...
e tudo aceitou.
Já não vivia,
quando de novo — se casou.


Era jovem.
Linda.
Poderia ter escolhido um marido maravilhoso...
Mas sem forças,
pegou o que a família ofertou.


Quem sabe, se não tivesse morta por dentro,
teria virado uma Chica da Silva,
fazendo seus bailes lá...
na Corte.


Com o tempo —
vieram dois finais infelizes.
Mas quem sou eu...
para julgar?


Eu sou você —
agora, no presente.
Tentando esse passado consertar,
com dúvidas...
e medo de errar.


Pois me conheço —
e por amor...
faria a mesma coisa.
Não vemos nada
quando bate o desespero.


Mas pensando bem...
o Universo me conhece mais que eu.
E no seu lugar —
teria ido atrás dele
mil vezes.


E enquanto não lembrasse de mim,
de vez...
não desistiria.


Que lembrasse
do nosso contrato,
das nossas vidas passadas,
do nosso amor...
sobrenatural.


Por isso — nesta vida...
dele, nada sei.
Sou orgulhosa...
mas ainda não aprendi
a perder.

Quando o Tempo Se Revela


Nem tudo o que você viu aconteceu agora…
algumas coisas só chegaram antes do tempo.


Uma clarividência…
um sopro do futuro atravessando o agora.


Às vezes vem perto,
em minutos que ainda nem chegaram…
outras, se estende —
décadas à frente, silenciosa e inevitável.


Como se fôssemos viajantes do tempo,
presos em um mundo
onde passado, presente e futuro
não caminham em linha reta…
apenas se encontram.


E então, é preciso cuidado.
A mente precisa ficar atenta, firme —
para não se perder do agora.


Agir naturalmente…
mesmo já sabendo o desfecho.


Ensaiar surpresa
para algo que o coração já reconhece.


Fingir normalidade —
como quem guarda um segredo grande demais —
porque o mundo…
ainda não está pronto
para saber. 🌙

Além do Horizonte


Eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...


Faço tudo por você, não tenho receio...


Mas me diga, quero entender:
o que é que assusta tanto você?


É ser amado demais?
É viver um amor verdadeiro?
É todo o meu desejo?


Desculpa...
Já tentei sufocar,
diminuir, colocar menos intensidade,
burlar a realidade, só para te agradar...


Mas eu não consigo te amar menos que isso...


Não tenho controle do meu coração,
e eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...


Eu vou, só pra te buscar...


Mas não me peça para diminuir os meus sentimentos...


Não me peça para te amar menos.

"Há relógios que mostram as horas e há relógios que controlam o tempo."

"Há quem use o relógio para ver as horas e há quem use o relógio para controlar o tempo."

"Quanto tempo é necessário para perceber e demitir o funcionário que está levando a empresa à falência?"

"Há dois tipos de relógios, um para controlar o próprio tempo e o outro para não se atrasar na vida."
Há quem esqueça de dar corda.

"Quem dá valor no tempo, nunca se atrasa na vida."

"O tempo não tem retrovisores."

Minha amada Carla
Fiquei um tempo sem escrever, mas as nossas histórias continuam transbordando em meu peito e estou voltando agora, pois tenho muita coisa nova para contar. Quero registrar nossa ida mágica a Paquetá, começando por aquele momento na, Praça XV. Você sabe como adoramos aquela feira de antiguidades, ver você pechinchar e escolher aqueles anéis de prata foi um daqueles pequenos detalhes que tornam você a minha protagonista dos sonhos.


Ainda sinto o gosto do acarajé que experimentei pela primeira vez ao seu lado, corremos para a barca com a marmita na mão para não perder a viagem, e o sabor daquela descoberta, misturado à paisagem maravilhosa, foi simplesmente delicioso. Assim que descemos da barca, nossa aventura começou, e claro que não poderia me esquecer, com nossos tênis novos. Caminhamos por ruínas e bosques, nos sentindo em um mundo particular onde o tempo parecia não existir.
Fizemos amizade com os miquinhos que chegaram tão perto que pudemos alimentá-los com biscoitinhos. Andamos tanto que, ao final, você me confessou que nunca tinha andado tanto em toda a sua vida. Cada passo, porém, valeu a pena, pois ao seu lado sinto que estou começando a minha vida agora e que juntos somos invencíveis. Quero que essa lembrança, seja um capítulo essencial do nosso livro de memórias.


DeBrunoParaCarla

O tempo secou no fundo do copo e o teu nome virou um pássaro de vidro que voa por dentro das minhas veias.
​O mundo é um quarto vazio onde o teu cheiro ainda tropeça no escuro, procurando o caminho de volta para um lugar que nunca existiu.


DeBrunoParaCarla

Amor meu não cabe no tempo,
ele se dobra em silêncio onde teu nome respira sem som,
e ainda assim te guarda
como quem promete sem dizer,
como quem fica mesmo quando o mundo parte


DeBrunoParaCarla