A Hora da Verdade
Espero o carro passar
Pra me ver passando no reflexo do vidro
Tô a 60 por hora
Na mente 120
Refém do futuro
Me sinto melhor
Deitada no seu peito
Me sinto em casa
Entre tantas esquinas
Tantos bares
Tantas doses
Me sinto ainda um pouco embalagem
Que contém líquido dentro
Passarinho voa
Enquanto penso em abrir as minhas asas
E voar até o mar
Ir atrás de Marte pra te surpreender
Mesmo com os avanços da medicina, o prazo de validade de cada um não muda. Cada um tem sua hora certa, seu dia marcado para o fim da sua jornada aqui na Terra.´
Sérgio Furquim
“Uma das grandes virtudes do ser humano é saber ouvir e saber a hora de falar, isso se chama humildade.”
Não existe hora certa para se iniciar nova história. Não precisa ser pela manhã, no início do ano ou na segunda-feira. Ela simplesmente começa quando você decidir escrevê-la.
Você é incrível, legal, carinhosa, humildade, sabe a hora de falar e agir, você têm um coração bom, é engraçada, gosta de ajudar.
A hora certa
Antes de tocar no assunto do título eu quero contar uma história para vocês, acredito que muitos viveram essa situação ou conhecem alguém que já viveu. Você é criança ou adolescente, as aulas estão para começar e você compra um caderno, um caderno bonito de algum personagem ou tema que você aprecia.
Ao abrir o caderno se depara com uma folha cheia de adesivos, adesivos bonitos dos mais variados tamanhos e formas, mas, curiosamente não usa nenhum de imediato, ainda vai esperar o momento certo para usar.
Dias se passam, semanas e até meses e nenhum adesivo foi usado, a hora certa nunca chegou, a situação ideal nunca se apresentou. O ano letivo termina e você não usou um único adesivo, ou se usou foram poucos.
Você já deve ter se tocado que esse papo não é sobre cadernos ou adesivos, mas sobre a mania que temos de esperar o momento certo para fazer algo que queremos muito, seja uma viagem, um curso na faculdade ou uma grande outra decisão na nossa vida, o momento ideal nunca chegará. Não adianta esperar que os planetas se alinhem, os astros, as estrelas, o momento certo não existe. Sabendo disso apenas comece, as coisas irão se desdobrar, a situação vai se modificar e você faz o que deveria ter feito mesmo sendo o “momento errado”.
Chega uma hora que você sabe que o ciclo já se encerrou, porém você ainda tem esperança de que ainda dá para alimentar aquela chama, ou acha que precisa ficar!
Não é porque aquele fogo um dia te aqueceu que você deve se agarrar as brasas que só te queimam, você deve solta-las e mesmo que sofra irá se curar e um dia o que outrora era brasa estará novamente aquecendo alguém, assim como você também será aquecido por uma nova chama.
EU TEMPORAL
Ontem eu andava à toa, com o tempo nas mãos sem saber da hora
Havia balanço, havia garoa e o mundo girava devagar lá fora
Um riso cabia no vão da calçada, o sol se escondia só por brincadeira
Ontem doía de tão leve, era domingo a vida inteira
Mas o tempo, esse moço apressado, me levou sem me pedir desculpas
Hoje eu corro atrás do próprio passo
Tomo café em pé, sem tempo de abraço
Tenho prazos, pesos e pressas, um relógio que nem me confessa
Hoje é um samba sem cadência, que tropeça no próprio compasso
A buzina e-mail notificação, é um trem lotado sem estação
E eu canto pra ver se a alma escapa desse corpo apressado demais
Hoje me cansa o que antes me encantava
Me sobra o cansaço, me faltam os ais
Amanhã me disseram que é bonito, mas disseram também que é incerto
É beijo prometido, é sonho guardado num livro aberto
Talvez me espere um jardim, um fim que ninguém percebeu
Talvez o amanhã nem me queira, mas sou teimoso e sigo eu
Porque o tempo é só mais um poeta que escreve o que ninguém entendeu
Eu sigo entre ontem, hoje e o depois, cantando o que sobrou de mim e dos meus
Hoje eu corro atrás do próprio passo
Tomo café em pé, sem tempo de abraço
Tenho prazos, pesos, pressas, um relógio que nem me confessa
Hoje é um samba sem cadência, que tropeça no próprio compasso
É buzina e meio notificação, é um trem lotado sem estação
E eu canto pra ver se a alma escapa desse corpo apressado demais
Hoje me cansa o que antes me encantava
Me sobra o cansaço, me faltam os ais
Amanhã me disseram que é bonito, mas disseram também que é incerto
É beijo prometido, é sonho guardado num livro aberto
Talvez me espere um jardim, um fim que ninguém percebeu
Talvez o amanhã nem me queira, mas sou teimoso e sigo eu
Porque o tempo é só mais um poeta que escreve o que ninguém entendeu
Eu sigo entre ontem, hoje e o depois, cantando o que sobrou de mim e dos meus.
Sobre a liberdade
Todo cuidado tem seu tempo; chega a hora de deixar o outro alçar voo por conta própria
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.
Seja luz na vida das pessoas porque de escuridão o mundo já está cheio. É hora de mudar, o amor tem que vencer no final do túnel.
É TUDO DE BOM
.
Um caldinho de legumes
Na hora do jantar;
O lençol com cheirinho
De ferro de engomar;
Aconchego da amada
Que vem nos abraçar;
É tudo de bom que acontece
Se a chuva custa a passar.
