A Honra Nao esta em Receber Meritos Merece-Los

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"Hoje faz exatamente um ano que Augustus Waters morreu.
Não havia mais aqueles olhos azuis, não havia mais ligações durante a noite, nem metáforas. Só eu e meu câncer.Relembrar a morte dele era como ter água nos pulmões: Sufocante e doloroso, uma dor que nunca passava. Estava vivendo naquela terceira dimensão só nossa. Minha e do Gus.Desta vez, terrivelmente sozinha.
Sou a paciente de uso contínuo mais longo do Falanxifor. O remédio funcionava para mim, mas não para todo mundo.
Me sinto sozinha, e não vejo motivos para meus pulmões continuarem em sua luta contra essa praga de câncer.
O dia começou como todos os outros. Me desliguei do biPAP, me liguei ao Felipe e assisti alguns episódios gravados de America’s NextTop Model na cama.
Abri o e-mail para reler os quatro anexos que Lidewij Vliegenthart havia lhe mandado um ano atrás. Isso era reconfortante, como se uma parte dele tivesse ficado comigo.
Um novo e-mail tinha chegado uma semana atrás, e eu nem tinha notado.
"Querida Hazel,Desde que Peter leu as últimas cartas que Augustus escreveu, se encontra mudado. Parou de beber e começo ua escrever um novo livro, sem nome definido ainda. Ele está contando sua história. De vocês, na verdade. - Sua e de Augustus.- E em breve te mandará os primeiros capítulos.Van Houten também pretende fazer uma continuação de Uma Aflição Imperial, contando o que aconteceu com a mãe da Anna, o Homem das Tulipas Holandês, Sísifo, o hamster e com todos os outros. Isso é o que podemos chamar de milagre não acha?Estou realmente muito feliz, acho que tudo vai dar certo agora. Espero te ver novamente.
Sua amiga,
Lidewij Vliegenthart "
Na mesma manhã, coloquei alguns sanduíches de tomate e queijo dentro de uma cesta de pique-nique,carregando o UAI e saí.Quando cheguei ao meu destino,sentei-me num banco e li um pouco do livro. Assim como Uma Aflição Imperial, a existência de Augustus foi,de certa forma, rápida, marcante e finita.
Fui até a última página em branco,peguei uma caneta e comecei a escrever.
” Augustus Waters,Uma vez, você me pediu um elogio fúnebre, e eu não disse nem a metade da metade do que deveria ter dito.Amo seu sorriso torto e amo sua voz.Amo o fato de me chamar de Hazel Grace, e não só Hazel como todos. Amo suas lindas pernas e o modo como você anda. É muito egoísmo da minha parte,mas queria ter morrido antes.
Bem,o mundo não é uma fábrica de realização de desejos. Ah, Isaac está ótimo. Veio me ver alguns dias atrás - Não literalmente,claro. - E me contou que a Mônica apareceu em sua casa com o novo namorado para ameaçá-lo pelos ovos que vocês jogaram no carro. Ele apenas bateu a porta na cara dela e disse que no momento não sentiu nada, mas instantes depois foi jogar Counterinsurgence 2: O preço do alvorecer enquanto chorava. Sem troféus quebrados dessa vez.Seus pais espalharam mais encorajamentos pela casa. E está tudo bem com as suas irmãs.Meus pais choram bastante ultimamente. A unica coisa pior do que morrer com um câncer aos dezessete anos é ter um filho morrendo de câncer aos dezessete anos. Então respiro fundo - ou quase- E tento consolá-los. Sou uma granada, e aprendi que é impossível tentar salvar os outros de minha própria explosão iminente.E o que eu queria dizer aqui ainda não disse, não caberia nesse pequeno espaço em branco na folha. Afinal, não é todo dia que encontramos um cara que não tenha perna e ao mesmo tempo tenha as pernas mais lindas do universo. Um cara que gaste seu único desejo pra me levar à Amsterdã e beber estrelas comigo. E não, não me arrependo deter ido à Disney, foi bem legal.” Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações. ” Você não é um escritor tão ruim assim sabia?Alguns infinitos são maiores que outros, Augustus. O nosso infinito durou muito pouco. Mas agora, farei com que ele se prolongue.
Da sua,
Hazel Grace."
Arranquei um pedacinho do livro e escrevi:
”Fui atrás de Augustus Waters, esse é o meu destino. Me desculpa. Amo vocês.”
Tirei a cânula e esperei que a escuridão viesse.- Okay. - Disse num último suspiro."

O que não se tem ou o que não se sabe, também a outro não se poderia dar ou ensinar.

— Querido Deus.
Eu sei que você estar aí.
Olhando por mim e me desejando sorte.
Sei que não tenho sido uma boa menina.
É que anda difícil permanecer criança aqui...
Sei que eu tenho errado, falhado.
Me corrompido com tantos pecados humanos.
Que ando seguindo caminhos não tão bons.
— Querido Deus.
Sei que há muito tempo
Não tenho te dado boa noite
Ou te desejado sorte aí no céu
Para aguentar tantas coisas daqui da terra.
Sei que não tenho cuidado tão bem de mim.
Mas eu vou melhorar...
— Querido Deus.
Só te peço que não desista de mim.
Que me proteja o quanto puder.
Sou muito frágil e talvez
Eu possa cair a qualquer momento.
— Querido Deus.
Cuide de mim. Dos meus pais. Da minha família
Dos meus amigos. Dos meus amores.
Proteja e faça tudo que eu pobre mortal
Não posso fazer com as minhas mãos.
— Querido Deus.
Eu sei que não costumo mencionar o seu nome.
Mas não é que eu não acredite em ti.
É que assim como a palavra AMOR
já não soa, mas como antes.
A palavra DEUS também não.
Estou aprendendo a guardar as coisas
Puras dentro de mim.
— Querido Deus.
Desculpe qualquer coisa.
E muito obrigada...

Uma mente acelerada que não para e precisa de pausas, cansada ao extremo e ainda assim ativa, é um corpo em alerta e uma alma gritando por descanso. É o peso de viver no limite, tentando funcionar quando tudo dentro pede para desacelerar. É sobre sobreviver ao próprio turbilhão, enquanto o mundo cobra que você esteja sempre bem.

Não se esqueça: a coragem que não é usada diminui. O empenho que não é exercitado definha. O amor não partilhado dissipa-se.

Não fique triste se uma história acabou. Logo você recomeça outra! Temos o dom de recomeçar todos os dias!

Me encontre novamente depois do anoitecer e eu te abraçarei. Eu não sou nada além da vontade de te ver de novo, e talvez esta noite, nós voaremos pra bem longe. Nos perderemos antes do amanhecer.

“Eram dez horas da noite. A lua estava cheia e minha vida não tinha sentido.”

Que o nosso amor seja roda, que explore todas as estradas, para que ande em liberdade e não pare em qualquer curva.

Que o nosso amor seja roda, que gire mas não se perca, que rode e não estacione, capaz de transportar em carga leve tudo o que for contratempo.

Que o nosso amor seja roda que ande a favor do vento, pois de contrário já chega o mundo, pois de quadrado já chegam os outros.

Que o nosso amor seja roda, porque de círculo ela é feita e tudo o que é cíclico não tem um fim, logo todo início é recomeço.

Que a roda seja nosso amor, que embora fique careca, derrape mas não cesse, pois só se murcha o que não é cheio... seja de ar, seja de amor...

Entre o cansaço e a reinvenção


Há momentos em que tudo parece parar.
O corpo não reage, a mente pesa, e o coração se cala.
Mas antes desse vazio, vieram os dias de luta,
os de sobrecarga, de resistência, de pura tentativa.


Vieram os tempos em que foi preciso sobreviver —
reinventar-se, aprender o que nunca se imaginou,
buscar um novo rumo, mesmo quando o chão faltava.
E, sem perceber, fomos adoecendo.
Talvez não de febre, mas de esgotamento.
De tentar ser fortes o tempo todo.


A vida é isso: um constante sobreviver.
É cair, e mesmo sem forças, tentar levantar.
É seguir com os pedaços que sobraram,
e fazer deles uma nova forma de ser.


Eu tenho vivido assim: lutando,
mesmo quando o cansaço me visita.
Porque entre o desgaste e a esperança,
ainda há um fio de fé que me faz continuar.
E no meio do caos, eu me reinvento —
vez após vez,
vida após vida,
em mim mesma.


Mas, às vezes, sinto falta da mulher que fui.
Daquela que sonhava sem medo,
que acreditava no novo, que se lançava inteira.
Sinto falta da energia que me fazia criar,
das madrugadas acesas por ideias,
das vontades que me moviam.


Quem sabe seja tempo de voltar —
não à dor, não ao peso,
mas ao fogo que me acendia por dentro.
De reencontrar em mim o brilho da busca,
a alegria do recomeço,
a coragem de tentar outra vez.


Talvez esse seja o meu novo recomeço:
reavivar o que um dia me fez viva.


Mas por hoje, por agora,
apenas revisito essa eu do passado
em uma galeria lotada de momentos,
de construção, de vivências, de trabalho,
de luta, de sonhos —
imagens arquivadas, jamais vistas,
que hoje revisito pouco a pouco
e sinto falta,
mas não me encontro lá.

Despedindo-me em Silêncios


Há dias em que me percebo partindo sem sair do lugar.
Não é fuga, é cansaço de permanecer inteira.
Vou me desfazendo devagar,
como quem solta o ar e deixa o corpo repousar no intervalo.


Já não há pressa em resistir.
A resistência virou hábito, quase uma oração muda,
dessas que não se aprendem, apenas se sentem.


Deixo pedaços meus em cada esquina do dia
um pouco na roupa pendurada,
outro no copo que esqueci de lavar,
e tantos nos silêncios que deixei falando por mim.


Não há ruído na minha ausência;
há um eco que insiste em sussurrar: “ainda estou aqui”.
Mas estar tem me custado caro,
como se cada gesto cobrasse uma parte da alma.


Não quero piedade, nem perguntas.
Quero apenas o direito de ser brisa,
de existir em fragmentos,
de não precisar me reconstruir hoje.


Se um dia eu me dissolver inteira,
não busquem culpados,
apenas saibam que eu tentei.
E que, em cada fragmento que deixei,
havia uma tentativa de ficar.

Hoje não


Eu luto contra esse dia todos os dias, exaustivamente.
Antes era um dia de cada vez, um dia por vez.
Hoje é uma frase que me acompanha todos os dias.
Hoje não. Não será hoje.


Mas, de forma consciente, venho me fragmentando.
Deixando pedacinhos de mim soltos.
Em tudo que faço, silencio, ouço ou digo.
Onde escrevo, onde publico.
Pedacinhos.


Talvez parte de um quebra-cabeça que não faça sentido
para quem olha hoje...


Caso, em algum momento, essa exaustão me vença,
tudo isso ganhará uma clareza e deixará de ser invisível a olhos nus.


Tudo que é invisível hoje fará sentido na minha ausência,
no momento em que todos aprenderem a ver com o coração
cada pedacinho solto de mim deixado por aí.


E isso só será possível na minha ausência.


Hoje não.
Hoje só me fragmento mais um tiquinho...

Mulheres não são joias!

Deus as fez raras, maravilhosas, abençoadas... Ao contrário das joias, que são simples metais ou minerais, cujo valor é nada perto da magnitude da beleza da mulher. Joias são coisas inanimadas, mas as mulheres são cheias de vida. As joias não enfeitam as mulheres, são as mulheres que enfeitam as joias. O que seria das joias se não houvesse as mulheres para lhes emprestarem vida e beleza?
Mulheres não são joias! Estão muito acima disso. O gênero humano é a coroa da criação de Deus e a mulher é a coroa do homem. É justamente por isso que Deus deixou registrado o texto de Provérbios 31:10: “Mulher virtuosa; quem a encontrará? O seu valor excede ao das mais finas joias.”
Mulher, parabéns pelo seu dia e que Deus a abençoe sempre, com bênçãos sem limites!

Eu sou mesmo assim...Um emaranhado de incógnitas que não suporta se curvar ao domínio das dúvidas, das obrigações, do tem que ser, do deve ser! Não são essas certezas infundadas que me dão tesão em descobrir quem sou eu de verdade...E como sei que sou um vulcão em erupção, prefiro me desvendar aos poucos, lentamente, para não me ferir e não ferir ninguém...Essa é uma das únicas certezas que tenho! Talvez infundada também...

Tal como uma sentença escrita, uma palavra bem aplicada não pode apagar-se.

Não há abrigos seguros onde alguém possa esconder-se.

Zygmunt Bauman
BAUMAN, Zygmunt. Medo líquido. Rio de Janeiro: Zahar, 2008

Estou cansado de viver em um mundo onde não posso ser quem sou. Eu mereço uma grande história de amor e quero alguém com quem compartilhá-la.

Ter força não é forçar a barra. Ter força, ás vezes é deixar ir.

Felicidade não é uma meta... é o sub-produto.

Eleanor Roosevelt
You Learn by Living (1960)

No mundo de "superficiais", na dúvida é melhor não usar o coração.