A Gente se Entende
Não foi fraqueza.
Foi entrega.
A gente não erra por amar.
Erra por aceitar pouco quando está oferecendo tudo.
Muita gente se apaixona por versões.
Pela pessoa que existe na madrugada,
na conversa intensa,
na promessa sussurrada,
no “talvez um dia”.
Mas caráter não aparece só no que alguém diz no privado.
Aparece no que assume no público.
Quem te esconde, já está escolhendo.
Quem te mantém em espera, já decidiu.
Quem vive de versões, nunca oferece verdade inteira.
O problema nunca é sentir demais.
É sentir sozinho.
E quando a incoerência vira rotina...
Mentira descoberta,
decepção engolida,
esperança renovada...
Não é amor que sustenta.
É apego.
Dói perceber que se foi opção enquanto acreditava ser escolha.
Dói entender que intensidade não transforma quem não quer mudar.
Mas há uma virada silenciosa nisso tudo:
Não é fracasso amar forte.
Fracasso é permanecer onde não há respeito.
Quem não te assume na luz
não merece teu amor no escuro.
E um dia a dor vira lucidez.
E a lucidez vira limite.
E o limite vira dignidade.
E a partir dali,
ninguém mais te mantém...
Ou te escolhe
ou te perde.
Tem gente que não foi feita pra ficar,
foi feita pra ensinar
o quanto a gente aceita menos do que merece.
Na rede ninguém é um só.
Somos versões. Fragmentos. Edições constantes do que a gente acha que o mundo tolera ver.
Tem gente que chama caos de amor
porque nunca aprendeu a oferecer paz.
E quem tenta salvar tempestades humanas
quase sempre termina afundando junto.
Tem gente que não merece nem o teu olhar,
mas vive implorando migalhas da tua atenção
como quem bate na porta de um castelo
trazendo lama nos pés e ego nas mãos.
Nem toda presença merece acesso.
Tem gente que entra na tua vida
só pra testar o quanto consegue destruir
antes de chamar isso de amor.
Teu silêncio já é luxo demais pra certas almas.
E teu desprezo?
Quase uma obra de caridade.
Porque tem gente que não merece nem o teu olhar…
imagina o teu coração.
Autor: Lucci Santz
Justa Causa da Vida
Tem gente que perde dinheiro e aprende.
Tem gente que perde amor e amadurece.
Mas perder o réu primário por justa causa da vida…
isso aí é quando o mundo te empurra pro abismo
e ainda pergunta por que tu caiu.
A verdade é que ninguém nasce querendo guerra.
A maioria só queria paz, um café quente,
uma conta paga
e alguém que não destruísse a própria sanidade.
Mas o sistema adora fabricar monstros
e depois vender moralidade em prestação de culpa.
Perder o réu primário às vezes não começa no crime.
Começa no abandono.
Na fome.
Na humilhação diária.
Na porta fechada.
No “volta amanhã”.
No olhar torto de quem nunca precisou sobreviver.
E quando a vida te encosta na parede,
até o silêncio aprende a carregar faca.
No fim, a sociedade aponta o dedo,
mas esquece que foi ela mesma
quem ensinou tanta gente
a sangrar sem fazer barulho.
Tem gente que vai embora da nossa vida
sem bater a porta.
E talvez seja isso que machuque tanto.
O silêncio nunca pede desculpas.
Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.
No fundo, a única ponte que existe na distância é o celular..📲 É por ali que a gente mata a saudade, que a gente sente o "tô aqui". Quando alguém resolve “dar um tempo” sem explicar, o silêncio vira abismo. Fica aquela sensação de abandono, como se o laço nunca tivesse sido tão importante pra ela quanto foi pra gente.
