A Gente se Entende
BRASÍLIA
Brasília, cidade do futuro
Aqui não existe muro
Aqui não tem esquina
Só mora gente fina
Vinda de todo canto
Brasília, que encanto
Tua diversidade.
Brasília, uma cidade
Que acolhe todo mundo.
Candangos construtores
Braçais, nobres, doutores
Nos deram um país
Orgulho mundial
Razão pra ser feliz.
Brasília nos ensina
Que a sorte se destina
Aos que sabem vencer
Vencer os desafios
Cruzar mares e rios
Pra ter felicidade
Brasília uma cidade
Família e aconchego
Aqui não se tem medo
De usar a liberdade.
ÓPIO NEGRO
Café, ópio negro
que anima o coração
de tanta gente
...mas dos poetas
acalenta os dias frios
em que a poesia
não suporta a alma morna
do mundo, que delira
em recorrentes
calafrios...
SOBRE A SAUDADE
Nem me fale da saudade
Que arrebenta com a gente
Neste tempo diferente
Que a ausência se firmou
Como alma penitente
Sempre ao lado do senhor.
A saudade roí sem pena
Fez morada aqui no peito
Nem por força vai embora
Já não tenho este direito
De viver as alegrias de outrora
Quando o mundo era perfeito.
Hoje só respiramos por sorte
Quando a dor não está presente
É a saudade dos amigos
Dos filhos-netos e de parente
Mas o que de fato doí é saber
E viver como indigente.
Desprezado sem um abraço
Já que somos feitos assim
De carne e osso, sangue e afeto
Precisamos de carinho, olho a olho
De um sorriso bem contente
De alguém que esteja perto.
Evan do Carmo
Quando a gente ama,
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Ah, o amor é assim tão previsível
todo mundo mundo pode ver.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Só o amor faz, a vida florescer
traz beleza ao por do sol
e sentido ao amanhecer
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
É o amor, o que muitos querem ter
não é fácil encontrar.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Ah, o amor, não me canso de esperar
mesmo quando ele não vem
continuo a procurar
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
Quando a gente ama,
não se engana, não se engana.
A SAUDADE
A saudade mata a gente
A saudade não tem dó
A saudade fica sempre
Quando a gente anda só
A saudade é indigente
Que não tem onde morar
É insônia persistente
Na cama de quem sonhar
Que a saudade é boa gente
Que serve pra recordar.
A saudade é inocente
Não conhece a dimensão
Não sabe o peso dos pés
Nem o alcance da mão
Não sabe por onde anda
Na estrada do coração ❤️
A saudade é displicente
E volta quando bem quer
Em hora que não se espera
Em dia que não se quer.
A saudade é soberana
E nos trata a ponta-pé
PERDEU MANÉ
Perdeu mané, perdeu mané
o mundo dá volta, você sabe como é.
Um dia a gente soube, outro dia a gente cai
e neste carrossel gigante é o povo que se contrai.
O sistema dita o jogo
e a sociedade aceita
aparece um novo mito
que escraviza e se deleita.
Cego que se faz de guia
com um julgo mais pesado
oferece uma esmola
pelo estado consagrado.
Assim as coisas se encaixam
se tiver o que comer
a gente volta a sorrir
a seguir um líder fraco
que nos ensina a mentir.
O mundo me faz piada
e me chama de imbecil
povo tolo que se rende
ao comando varonil
de qualquer tirano tonto
que do abismo surgiu.
Perdeu mané, perdeu mané
é hora de acordar
o jogo que foi proposto
com suas peças a girar
resgatou uma nação
das mãos de um mito morto
agora é hora de rir
de um rei por lei deposto.
"Tem gente que sofre com a dor do outro, e tem gente que sofre somente com a sua dor... a bíblia nos ensina a amar, não a nós mesmos, mais também a nosso irmão"
"Tem gente que vive a vida inteira derrubando os outros para chegarem ao topo, até que chega sua vez de cair, e então, começam a colher do fel que produziram"
"Tem gente que fala
quecrente é chato...
chato vai ser no inferno...
espero que você não
esteja por lá, ai você
realmente vai ver
o que é chato"
"Tem gente que na
hora de dar ajuda,
vem com braço mais
curto que cuspida de
Banguela mas, na hora
de pedir o alcance é
do AR.15"
O amor é feito aquela roupinha velha, que agente veste, e se sente bem, porque o amor é a única tendência, que nunca sai de moda.
Eu vejo muita gente,
Todavia não conheço ninguém.
Nem a minha sombra não sei de onde vem.
Quando tento me socializar, pareço que vim do além.
Nesta minha escuridão não há nada de ingratidão.
Não há ódio nem rancor.
Não há nada, senão o meu louvor.
Ah que dor pungente
Que afeta toda gente.
Que afeta minha alma.
Que tira minha calma.
Ah que nó na garganta...
A vontade de chorar é tanta.
A indisposição faz adentrar.
E nada, nada pode me animar.
