A Gente se Ama
A gente cobiça tanta coisa que não está ao nosso alcance que se esquece que as coisas que realmente merecem a nossa cobiça a gente já tem e nem se dá conta disso.
Às vezes, a gente sofre não pelo tamanho do problema que temos que enfrentar, mas pela nossa incapacidade de perceber a diferença entre o que podemos mudar e o que não podemose com naturalidade aceitar essa limitação.
A gente sabe que uma coisa tá certa quando tem aquela sensação gostosa de frio na barriga quando vê a pessoa.
Ela é a minha filha e eu sou a mãe dela, então às vezes a gente briga um pouco, mas, sabe, ela é a minha pessoa favorita.
Discernimento é a arte de reconhecer limites, os seus e principalmente o dos outros. Quando a gente sabe até onde deve ir descobre que há linhas que embora invisíveis não devemos ultrapassar. Há espaços sagrados e lugares invioláveis dentro e fora da gente.
E lá vem o medo de novo com essa mania de colocar limites na gente, mas eu o encaro de frente e mesmo um pouco esmorecida finjo que estou cheia de coragem, ele acredita e passa batido por mim.
Existem palavras tão perfumadas que a gente sente como se estivesse recebendo um ramalhete de rosas colombianas com um laço de fita dourado.
Por causa de gente estúpida e tola, despertou do meu ãmago oque de mais malevolente se ocultou a soberba e o egoísmo.
E nos dias normais mostro apenas
e só, o meu lado belo e angelical.
Tem coisas que a gente faz só pra gente, pela gente. Até porque na maior parte das vezes, não tem aplauso. É a gente com a gente.
A gente vai perdendo as necessidades, reduzindo a bagagem. As opiniões dos outros são realmente dos outros e mesmo que sejam sobre nós, não tem importância. Abrimos mão das certezas, pois já não temos certeza de nada. Não existe certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu.
Tem gente que você tem que oferecer o seu nada. Não discuta, porque se você brigar você estará dando importância para a pessoa. Ofereça o seu nada. Se aparecer e te cumprimentar, responda por educação, mas nada mais que isso. Nada!
A gente precisa parar de normalizar, de romantizar a obesidade. As influenciadoras das redes sociais ganham com isso, você não. Obesidade é um problema de saúde pública, é uma doença e uma doença grave. Existe um limite onde a gordura deixa de ser coisa de gente bem resolvida e se transforma em doença. Ser obeso não é só ter uns quilinhos a mais. Uns quilinhos a mais tudo bem, ninguém precisa viver refém de dieta e escravo da balança, mas quando o peso extra começa afetar a nossa saúde é um motivo para preocupação. Mais que uma questão estética, a obesidade é a porta de entrada para várias outras doenças e algumas delas como a diabetes é irreversível. Não existe essa história de "sou um gordo saudável", gordo não é saudável. Com raras exceções a autoestima de pessoas gordas também é baixíssima. Não tem como ficar feliz com um corpo que nos causa dores, vergonha, constrangimentos e nos submete a vários tipos de vexames.
Aí, eu me amo assim. Não ama não. A pessoa que realmente se ama não se conforma com a obesidade, a pessoa que se ama se cuida, não só para ter um corpo bonito, mas sobretudo, para ter um corpo e uma mente saudável. A gente tem que ser feliz com o corpo que tem? Tem que ser feliz sim, mas não com os quilos extras que colocamos sobre ele.
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