A Gente Aprende com as Decepções
Sem Medo de Dizer
A vida é curta demais para que a gente economize as palavras que têm o poder de salvar o dia de alguém. Precisamos aprender a falar sem o medo paralisante das retaliações, sem o receio constante de magoar por estarmos sendo verdadeiros com o nosso afeto. Dizer o que sentimos, com respeito e transparência, é um ato de libertação. Quando deixamos de engolir os nossos sentimentos e passamos a falar com o coração desarmado, mostramos que o amor é sempre maior do que o orgulho e que a verdade dita com carinho nunca destrói, só edifica.
"O dia em que a vida te cala..."
Um dia a gente descobre que o nosso maior erro foi achar que éramos os bons, enquanto pisávamos no sentimento de quem estava do nosso lado.
Que Deus nos dê tempo para amadurecer.
Tempo para lembrar das nossas fragilidades e das vezes em que caímos.
Mas, acima de tudo, que Deus nos dê a graça de mudar hoje, para que a nossa ignorância nunca mais faça chorar quem a gente ama.
Pr. Erivan Jesus
Frutos Humanos
Marco Arawak
Se a gente fosse explicar as pessoas como frutas, ia economizar muita terapia.
Ou pelo menos ia deixar o sofrimento mais organizado por categoria.
A banana é perfeita. Presente, fácil, resolve tudo, não complica.
Ou seja… completamente ignorada.
Porque se não te dá ansiedade, você nem reconhece como interesse.
A maçã é padrãozinho. Bonita, alinhada, parece saudável emocionalmente.
Você morde e descobre que já estava machucada faz três relacionamentos… só bem administrada.
A pera é madura, tranquila, sabe o que quer.
Basicamente tudo que você vive postando que procura…
e tudo que você ignora porque “não sentiu química”.
Química, no seu caso, é trauma com boa comunicação.
A uva é golpe silencioso.
Você pega uma achando que é leve… quando vê já está emocionalmente comprometido com um cacho inteiro de problema que ninguém combinou.
A cereja então… aparece pouco, fala pouco, some do nada.
Você cria uma história inteira.
A pessoa só mandou um “kkkk” e você já estava escolhendo nome de filho.
A manga é intensidade. Chega doce, quente, envolvente.
Você sabe que vai dar trabalho.
Mas vai mesmo assim, com a autoconfiança de quem claramente nunca aprende.
O morango é lindo. Perfeito. Instagramável.
Dura menos que promessa de “vamos ver no que dá”.
A melancia é animada, social, divertida.
Mas na intimidade… às vezes é só água gelada ocupando espaço emocional.
O melão é o primo que ninguém chamou mas apareceu.
Não é ruim… mas você também não lembra por que está ali.
O abacaxi tem fama de difícil que vale a pena.
Na prática, às vezes é só difícil mesmo e você está insistindo porque já investiu tempo demais pra admitir que errou.
O maracujá parece equilibrado. Vibe zen.
Três minutos sem resposta e já está escrevendo um roteiro completo de abandono.
O limão não tem filtro. Fala tudo.
Machuca? Machuca.
Mas pelo menos não te deixa meses tentando entender o que quis dizer com “depois a gente vê”.
O coco é fechado. Muito fechado.
Quando finalmente se abre… você já está emocionalmente em outro estado, com outra pessoa e outro trauma.
O kiwi é o diferentão.
Você julga, ignora… depois descobre que era bom e fica com cara de quem perdeu promoção por preconceito.
A tangerina é envolvente. Cheiro forte, presença marcante.
Mas dá trabalho, faz bagunça e deixa rastro.
Inclusive na sua paz.
A goiaba é sincera. Simples, direta, cheia de caroço.
Não é perfeita… mas também não te faz perder tempo fingindo que é.
A laranja é sociável. Fácil de gostar, fácil de dividir.
Mas sempre tem uma amarga pra te lembrar que você confia demais no básico.
E o abacate…
o abacate não é pra qualquer um.
Tem gente que prova e fala “não tem gosto”.
Claro que não tem… você também não tem maturidade pra sentir.
No fim, ninguém é só uma fruta.
Tem dia que a pessoa está madura, no outro está verde… e ainda assim quer ser tratada como sobremesa premium.
O problema nunca foi o tipo de fruta.
É você ignorar as boas, correr atrás das complicadas e depois abrir o Instagram pra postar “ninguém presta”.
E sejamos sinceros…
você não quer algo diferente.
Você quer o mesmo erro…
só que com uma casca nova pra não parecer repetição.
Pequenos no Mundo, Grandes na Busca
_Marco Arawak_
A gente é criado acreditando que o mundo tem um manual de instruções escondido em algum lugar.
Embora a nossa vida inteira seja, no fundo, uma longa prova de que esse manual simplesmente não existe.
A gente passa anos tentando construir certezas, guardando-as como "moedas velhas em cofre", convencidos de que, quanto mais acumulamos, mais seguros estaremos.
Mas a vida, essa arquiteta implacável, nos mostra o contrário.
Os planos podem desmoronar. Pessoas, às vezes, seguem outros fluxos sem aviso prévio.
É nesse momento de ruptura que a gente descobre: "ter dúvida não é um defeito, mas sim a gente sendo gente, desarmado".
Omedo de não saber não é uma falha de caráter. É o estado mais honesto da nossa existência.
"Aprender a viver é aceitar que a gente não vai ter o mapa".
Por mais que a nossa mente ansiosa busque atalhos, a verdade é que a incerteza "não é um problema para ser resolvido, é o cenário". Não se luta contra o palco onde a peça acontece; a gente apenas aprende a caminhar nele.
A gente sofre porque tenta empurrar sentimentos gigantes dentro de caixas pequenas. Mas, diante da dor de uma perda ou da intensidade de uma saudade, a única saída é "lidar com o mistério".
Entender que, longe de ser falta de inteligência, essa incapacidade de explicar tudo é, na verdade, o que dá "profundidade para essa confusão".
Se tudo fosse óbvio, onde estaria a beleza?
Cansa querer ter a palavra final. Cansa carregar o peso de ser o dono da verdade.
Quando a gente finalmente se permite o "alívio de soltar a corda", a vida ganha uma leveza nova. Isso não significa desistir da busca. Pelo contrário.
A vida vale o esforço justamente porque "o enigma nunca termina".
→ ser pequeno demais para caber o mundo, mas grande o suficiente para querer continuar perguntando.
No fim das contas, a nossa condição é essa.
E, apesar de todo o desconhecido, é nessa pergunta constante que a gente se define.
É uma viagem, no mínimo, interessante.
Hoje eu me peguei pensando na gente..
Hoje eu me peguei com o coração pequenininho ... Apertado e triste...
Lembrei de quando a gente era um casal... Quando éramos felizes... Lembrei dos sorrisos bobos e das brincadeiras sem noção dessas de casal apaixonado..
Cartas e mais cartas de eu te amo pra sempre... E o sempre onde ficou nessa história? O pra sempre se quebrou na primeira desilusão amorosa.. e eu nunca mais fui a mesma... Eu nunca mais amei outra pessoa...eu nunca mais sorri diferente.... Me fechei pra tudo , pro mundo e pra mim mesma...perdi a fé nas pessoas ...perdi a razão e o colorido da vida... Até respirar dói ..
Me vi sem chão , sem rumo e sem você ... Não era pra ser o fim do mundo mas quando se ama tanto a ponto de viver intensamente aquilo... Se torna o fim ...de qualquer forma..
Nunca mais olhei pra ninguém com os mesmos olhos... Nunca mais ouvi músicas com a mesma intensidade...eu nunca mais entreguei meu coração novamente ... Eu nunca mais te esqueci...
Que a gente nunca se esqueça de valorizar as coisas simples e de encontrar a felicidade nas pequenas coisas da vida.
Não seja perfeito nem santo e não exija isso dos outros!
Pois gente perfeita é chata e santo não mora na Terra!
Tem gente que vai te perder por não ter coragem de se encontrar pra estar a seu lado. Parece só frase mas é doído...E só depois que perde vê o que estava perdendo.
E quem passa por isso, tem que entender que o problema está na confusão do outro... Apenas lá. Às vezes o outro está sofrendo muito mais...
E o Tempo de Deus sempre nos traz livramentos, que ainda infantes, não percebemos.
Mas um dia agradeceremos!
E a cura de tudo encontraremos!
Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!
William Marques de Oliveira
Se a gente tivesse um pouquinho de coragem de tirar, nem que fosse, 30% do açúcar, 30% da tela e 30% da dor que damos a elas; 30% da culpa que a gente põe nas costas delas e na conta delas, para que elas vivam os erros delas e, portanto, o aprendizado delas, nossos filhos, alunos, nossas crianças se tornariam adultos melhores!
Efêmera
Porque ela é assim
Sempre foi assim
A gente que enfeita ela
A vida é assim
Crua
Linda
E efêmera
Então é só ser
g.l
Gente boa
(Mauro 1Evaristo)
Tem gente boa torcendo por mim
Logo, o peso do fardo não é tanto assim
O que não me deixa esquecer
Que tenho muito o que agradecer.
Tem gente boa torcendo por mim
Por isso, além das pedras, vejo jardins
O que favorece jamais esquecer
Que tenho muito o que agradecer.
Tem gente boa torcendo por mim
Por isso o fardo não pesa tanto assim
O que me possibilita entender
Que além das pedras existem jardins
Nos quais posso sempre perceber
Que tenho muito o que agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
Se você trava para orar em público, olhe ao redor: tem gente expondo todo tipo de erro sem nenhum pudor. Por que a sua fé precisa se esconder, enquanto o mal se exibe sem medo?
