A Gente Aprende com as Decepções

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De tantas tempestades, uma hora a gente aprende a equilibrar-se na tormenta.

"Toda pessoa que passa em nossa vida, ensina e aprende algo com a gente...
Assim como existem pessoas que passaram e passarão em tua vida, te tornando uma pessoa melhor, infelizmente, existiram e existirão outras fazendo ao contrário...te tornando uma pessoa pior...
Assim como também passei na vida de alguém e fiz algo ruim...
Acredito que cada um dá aquilo que tem, naquele momento...
Alguns te fazem pior porque é só o que resta dentro de si...
Alguns te fazem pior pois vieram de uma experiência negativa...
Eu acredito que o grande segredo da vida é saber o valor das coisas...desta forma vc atrai pessoas de bom coração, e torna pessoas, pessoas de bom coração...
Hoje em dia tá tudo meio bagunçado mesmo...
Gente achando que tudo é amizade verdadeira...achando que tudo é amor verdadeiro...
Mas se a gente conseguir descobrir o verdadeiro valor das coisas, a gente passa a ter por perto pessoas do bem, que gostam da gente...
Não é uma tarefa fácil, pois já dizia na bíblia que o 'mal se disfarça de anjo de luz'....e nós, que temos a semelhança do 'bem', obviamente também, teremos a semelhança do 'mal'...
Então, escolha bem as tuas sementes...plante-as com carinho...regue-as com amor...
E provavelmente a tua árvore, lhe renderá uma ótima sombra!..."

O tempo passa e um dia a gente aprende
Hoje eu sei realmente o que faz a minha mente
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar
Então tomei um caminho diferente

A gente aprende. Se não for ouvindo, é vivendo, na marra.

⁠Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças.

Manoel de Barros
Poesia completa. São Paulo: LeYa, 2010.

Nota: Trecho do poema Exercícios de ser criança.

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A gente aprende muita coisa na escola, com os professores, nos livros, com oa amigos, com nossos pais, ouvindo e lendo histórias de vida das pessoas. Mas sabe de uma coisa, nunca, nada e nem ninguém te ensinará tão bem como a vida. Ela te ensina da maneira fácil, caso você aceite o que ela te ensina, ou da maneira mais dificil, caso você tente vive-la achando que sabe de tudo só porque ouviu conselhos, leu livros e histórias. A vida vai te ensinar de verdade de um jeito que, passe o tempo que for, você jamais esquecerá a lição. Enquanto você não aprende a ser humilde e entende que tudo acontece no seu devido tempo e nao na hora que você quer, ela vai te colocar de joelhos sempre, sem dó. Vai te derrubar justamente naquele momento em que você esta mais convencido da vitória. Sei disso porque ja passei por muitas coisas, tive frustrações, decepções, fracassos... Mas quer saber, não lamento nada disso. Hoje sei que tudo que aconteceu, mesmo nao sendo la tao bom, foi para que me trousesse até aqui onde estou. Sempre tive planos grandiosos pra minha vida, e continuo, mas hoje não uso a força com o destino, uso a humildade, se não der certo dessa vez, tento, retento, e assim vou, até quando as coisas se encaixarem e tomarem seu devido lugar. Se isso nao acontecer é porque não éra pra ser. Por fim, acredite, nunca se sabe o quanto se é feliz até que acabe, pois a felicidade é uma coisa rara, mas ao mesmo tempo, é encontrada nas coisas mais simples da vida, como um simples passeio em um parque com uma pessoa que a gente ama. Parece algo simples, mas acredite, é alí, justamente nesse ato simples e normal, que se encontra a verdadeira e mais pura felicidade. Agora, vai la viver pra você aprender.

A gente se ferra, chora e sofre. Mas a gente também aprende, amadurece e cresce!

Voar
Assim como os passarinhos, a gente aprende a voar.
Sair do ninho nos faz traçar caminhos.
Traçamos o destino, o futuro e os sonhos que nos fizeram acreditar.


Não sei como se voa, mas preciso acreditar.
Acredito naquilo que não vejo, mas tenho que enfrentar.
Enfrentar o medo, a fome e até o meu próprio eu, que carrego como um colar.


Decolar em profundo destino a me deparar.
Menino adulto, nem sei como o tempo me fez transformar.
O pedido de desculpas sempre foi o lugar onde tentei me refugiar.
O ninho que eu nunca quis deixar, mas do qual preciso sair para as asas esticar.


Obrigado por tanto e perdoe por muito.
E, como o vento que sopra, te entrego esse pranto...

zelo verde.

Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.

Foi assim.

Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.

Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.

E ela amadureceu cedo.

Talvez cedo demais.

Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.

Isso sempre me impressionou.

Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.

E existe esse amor pelos irmãos também.

Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.

Mas eu percebo.

Eu sempre percebi.

Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.

Eu não podia impedir tudo.

Mas queria.

Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.

Só que o mundo não pede licença.

E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.

Existem altas e baixas.

Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.

Eu gostaria de poder estar presente em todos.

Mas não posso.

Hoje existe distância.

Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.

Mas a preocupação não diminuiu.

Ela só aprendeu a viajar.

Agora ela aparece numa mensagem.

Num “saudade ga”.

Num pensamento que surge do nada no meio do dia.

Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.

Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.

E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.

Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.

Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.

Não quero que as baixas apaguem as altas.

Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.

Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.

E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.

Não uma versão perfeita.

Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.

Quero proteger a essência.

Aquela capacidade de amar.

Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.

Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.

Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.

E isso, para mim, sempre foi uma vitória.

Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.

E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.

Tudo bem.

Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.

Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.

Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.

Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.

E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.

Eu não posso blindá-la do mundo.

Ninguém pode.

Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:

que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.

Amor que observa de longe.

Amor que espera.

Amor que não exige nada.

Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.

Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.

Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.

Enxergando a doçura.

A força.

A menina que amadureceu cedo demais.

A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.

E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:

de guarda

Eu gosto de gente que se importa. Gente que sorri. Gente que sabe pedir desculpas. Que abraça, que ri nem que seja só com o olhar.

quando se aprende o caminho da felicidade, a tristeza nunca mais te atormenta.

Quando uma pessoa nunca é convidada para falar, ela aprende a observar.

(Larys Strong)

A Casa do Dragão (série)
1ª temporada, episódio 5.

Pela repetição, até o asno aprende.

Então eu me levanto mais uma vez, pensando que vai ser a última vez todas as vezes. Mas cair faz parte, é aprendizagem. Na verdade quanto mais você cai, ao contrário do que pensam, você não aprende a ficar de pé melhor, você aprende que se você se levantar, vai acabar caindo de novo, então você aprende a viver sentado.

⁠Você aprende, você falha. Aprenda mais, falhe mais. E não deixe ninguém superar você. Nunca.
(Beth Dutton)

Yellowstone (série)
4ª temporada, episódio 3.

Um dia você aprende que sua mãe é mais importante que tudo nessa vida.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

Veronica Shoffstall

Nota: Trecho adaptado e adulterado de poema de Veronica Shoffstall.

APRENDE....

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decorre sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

Veronica Shoffstall

Nota: Trecho adaptado e adulterado de poema de Veronica Shoffstall.

O que acontece com as crianças

Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo. Naturalmente, quase sem querer, numa espécie de método subliminar. Em meus tempos de criança, era aquela encantação. Lia-se continuamente e avidamente um mundaréu de historia (e não estórias) principalmente as do Tico-tico. Mas lia-se corrido, isto é, frase após frase, do princípio ao fim.
Ora, as crianças de hoje não se acostumam a ler corretamente, porque apenas olham as figuras dessas histórias em quadrinhos, cujo “texto” se limita a simples frases interjeitivas e assim mesmo muita vez incorretas. No fundo, uma fraseologia de guinchos e uivos, uma subliteratura de homem das cavernas.
Exagerei? Bem feito! Mas se as crianças, coitadas, nunca adquiriram o hábito da leitura, como saberão um dia escrever?

A vida é agora, aprende. (…) O pó se acumula todos os dias sobre as emoções.

Inserida por alana147