A Felicidade esta por Vir
Pouca coisa, além de nada
Me serve a bondade nos olhos
Se a maldade está no mundo
Mas ainda a preservo, mesmo assim
Guarda-me, Deus
De tamanha iniquidade que observo
Conserva em mim
O coração de ouro que um dia recebi
Repleto de sentimentos puros
Com o tempo aprendi
Quão correto
Saber o quanto o ouro é duro
Entender que no mundo
Compaixão é uma palavra
Que descreve algo que não existe
Triste verdade
E mesmo assim eu prossigo
Mantendo a mansidão de sempre
Enxergando o que não veem
Sentindo o que não sentem
Fingindo crer, quando eles mentem
Absorvendo a dor da incompreensão
Percebendo as águas turvas e cristalinas
Invisíveis enganos gritantes
Tanta coisa que me entristece
Tanta gente pensando esconder a verdade
Enquanto ela cresce
Amanhã de manhã eu saio à rua
E este mundo continua como antes.
Edson Ricardo Paiva
A vida passa depressa
Isso é fato
Mas, apesar de parecer
O montante do tempo
Que se vive
Está longe de ser importante
Pois
Aquilo que realmente
prepondera nesta vida
Se mede
Pela quantidade
de sedes saciadas
e sonhos
realizados ou não
pelos quais a gente lutou
E não se esqueçam
da qualidade
das risadas verdadeiras
O importante na vida
Não é o número de janeiros
e nem de primaveras
Conta muito mais
A qualidade das verdades
Que ouvimos e que dizemos
E, das coisas que acumulamos
Que fiquem pra sempre guardadas
Somente as amizades
E que a gente possa viver
Pelo menos um amor
Que tenha sido verdadeiro
Quanto aos demais;
Que evaporem
Não há de importar em nada
A quantidade de dinheiros
ou lágrimas choradas
Se acaso forem fingidas
Portanto
Faça o melhor que puder,
Não viva uma vida qualquer
Alicerçada em ponteiros
Há dias
Em que aquela chuva
Que se toma com alegria
Chega a ser bem mais concreta
Que a fortuna mais bem arquitetada
Pois esta, sem amor
Não vale nada
E saiba sempre
Que se houver
somente um pedaço de pão
Pra dividir com quem
Esteja disposta a viver pela gente
Você vai ser feliz
Cumprir todas as promessas
e sentir, sim
Muita pressa
Pois a vida é curta
e passa bem depressa
Edson Ricardo Paiva.
Aquilo que não tem remédio
Morreu de esperar
Na procura pela cura que não veio
Portanto
Está tudo certo e no lugar
Não faz mal ser preterido
E de vez em quando ser o último
Muitas vezes na vida
Eu fiquei lá no canto, esquecido
Sem pranto e nem lástima
Não sou dono de nada
e nem ninguém
O ar que respiramos é empréstimo
Uma concessão que Deus nos faz
Estou olhando
O mundo e a vida
do lado de fora
Qualquer hora é hora da partida
Não faz mal
Nem ter sido chamado pra festa
Dentro em pouco
Termina essa história louca
E todos se vão
Sim, é assim
Nós todos indo embora
E ninguém vai levar nada
A Inês é morta
Pouco importa o que fiz ou não fiz
O último a sair, por favor
Apague a luz
e feche a porta.
Edson Ricardo Paiva
Quando eu cheguei aqui
E contra a minha vontade
Nasci pra esta vida
E depois eles foram embora
Não sem antes me orientar
De que eu devia duvidar
de toda dúvida que tivesse
E eu vivi a vida acreditando
Meu coração se alegrou
Minha mente cresceu
E eu ouço
desde aquele tempo e ainda hoje
A uma voz que me diz
Cuidado com o que vão fazer com sua alma
E por mais que o corpo doa
Pois o tempo passou e ele envelheceu
O coração conserva a calma
Mas eu não posso de maneira alguma
Perdoar
O que este mundo fez com minha alma.
Edson Ricardo Paiva
"A parte importante de mim
não está em mim
e portanto não pode ser vista
mas quem gosta de mim a vê
porque gosta de mim
e mais nada
Pois a parte importante de mim
e de qualquer outra pessoa
é a parte que não tem, não quer ter
e também não exige
A nada que não lhe pertença
deseja somente a presença
da parte boa que não se vê
Senão com o olhar da alma
A parte importante da gente
É a parte que pressente
a finitude da vida
e percebe
que a melhor atitude perante ela
é querer a companhia
da parte que consigo não carrega nada
Pois a vida que se tem à vista
é passageira
e desta vida não se leva nada
Além da parte fraterna
Que não se via
Eis aqui toda verdade
Um dia
Essa parte há de ser vista
e benquista e companheira
de quem a quis pelo bem querer
Assim há de ser
por toda uma eternidade"
Edson Ricardo Paiva
Aqui em casa tem um gato que não mia
E o meu telefone está quebrado
Esta é a vida que eu queria
Passo o dia com os dois
Curtindo o jeito perfeito de cada um
E permanecemos os três calados
Alguém está cantando uma canção
Não é pra mim
A menina bonita sorriu quando passou
Não foi pra mim
O telefone toca
Não é pra mim
O correio trouxe carta
Que também não é pra mim
Tem alguém estourando pipoca
Não é pra mim
O Sol brilha no Céu
Mas não por mim
Eu soube que você sente saudades
Não de mim
Na igreja o sino badala
Sem saber que eu existo
O coveiro esta cavando
A chuva cai
Nesse momento eu resisto
Este ser esquecido sai e se encharca
Enfim, se a chuva abarca a todos
Ela cai também pra mim
O Céu hoje está tão claro
Se eu soubesse ontem
Que isso indifere
das canções que cantem
Os anjos do Céu
Talvez não doesse tanto
Em minha alma de papel
O fato de ter aguardado
A noite escura
Por pensar que a alma pura
Pudesse transpor
Com tanta desenvoltura
A manhã desbotada
Que meus olhos embotados
antes viam
Pois nem sempre
O amor que a gente sente
é amor do bom
Quando somente
quem o sente é a gente
Eu não percebia
Que o coração pudesse assim
causar tanta dor
Quando o sentimento
que ele mente
é de amor.
Primeiro eu acordo
Pra depois tentar dormir
Vivo esta confusão
Pra cumprir o itinerário
E nesse espaço de vida
Que eu vivo ao contrário
Eu não sei mesmo o que vi
E o que foi ilusão
É a cada dia mais confuso
Este parafuso horário
É quase que impossível
organizar dentro da mente
Aquilo que foi extraordinário
daquilo que eu faço comumente
Há calamidades nos dois Mundos
Meu estado Alfa
é de alerta profundo
Quando a mente finalmente entra em Beta
Estou eu quase dormindo
Uma coisa leva à outra
E está tudo interligado
Eu caminhei pela Estrada do Tempo
Às vezes com pressa
Noutros dias empurrado
Agora eu compreendo
Que por mais longo que seja o tempo
Ainda assim é muito curto
diante de um Universo tão vasto
E ninguém caminha
ao seu lado eternamente
tampouco à sua frente
e mesmo que você não queira
O poder de arrasto que tudo isso exerce
Te faz enxergar que a vida
É uma espécie de doença sem cura
Uma loucura que poucos dominam
Há dias em que a alma voa
E dá vontade de estar cercado
por multidões e mais um pouco
Noutros dias me afasto
Pois só eu, a mim mesmo, me basto
e não há companhia que me seja boa
Quando só, a solidão abrange
A ilusão mal explicada
A porta que range
na escuridão da madrugada
Apesar de estar fechada
O malho do Martelo que eu ouvia
A pessoa que eu sempre via
Todo dia em meu caminho
Na mesma calçada
Por mais que, com o tempo, eu tentasse
Ela nunca foi alcançada
Um dia ela deixou de estar lá
Aos poucos, tudo nos deixa
E todas as portas finalmente se fecham
Fica tudo escuro e a alma se entrega
Fatalmente a escuridão me leva a ver
O quanto, às vezes, a luz nos cega
Quando me vires rindo
Não penses que está tudo lindo
Pois, talvez eu esteja só mentindo
Sempre propenso a me esquecer
Há coisas que eu até aprendo
Me arrependo e desaprendo
Começo tudo de novo
Eu faço a prova dos nove
e fico fora
Me movo pelas calçadas
Vou-me embora
Sobra o nada
No lugar onde fui criado
Os corações eram neve
Era esta
a maneira que encontravam
Pra criarem gente forte
de sorte, que não havia
Abraços ou sorrisos
Brinquedos, imaginação, sutileza
Nem palavras imprecisas
A gente precisava só crescer
e ser homem de verdade
Qualquer demonstração de carinho
era sempre sinal de fraqueza
No lugar onde eu nasci
Ninguém sorria
Era um lugar onde não havia
Lugar para poesia
E ninguém podia chorar
Nem por medo
e nem de fome
Aquele lugar e aquele tempo
Realmente fizeram de mim
Um Homem
Cujos sentimentos e aflições
Aprendeu a dominar
Tem dias até que parece
Que eles simplesmente
nem existem
E hoje eu transformo
Muito daquilo em versos
Se alegres ou tristes
Não sei
Não aprendi expressar sentimentos
Mas todo dia reservo, mesmo assim
Alguns momentos
E permito que meus dedos
Em movimentos lentos
e uma suavidade, que não é
e nunca foi minha
Escrevam palavras
e depois as transformem em versos
Pois foi esse o jeito que eu encontrei
Pra externar
Aquelas lágrimas do passado
Que deixei tanto tempo de lado
Pois eu, realmente
Nunca as chorei.
Edson Ricardo Paiva
O vento vai soprando
Estrelas brilham na noite
Mas a Lua está no comando
Cigarras fazendo farra
Vagalumes no desmando
O calor abranda
A saudade vem
A folha cai
toda folha tem
A sua hora de ir embora
E a noite demora a passar
Uma voz
Não sei de quem
Vem dizer
no vento sonolento
Que além daquelas estrelas
Existem muitos outros mundos
E outras vidas existem lá
Pode ser
Que neste momento
Um peito tão profundo quanto o meu
Esteja também olhando pra cá
Talvez aconteça
De nossos pensamentos se cruzarem
E Deus
Por pena, merecimento ou sorte
Permita
Que essa estrela brilhe mais forte
Assim, na próxima noite
Duas almas iguais e distantes
Saberão exatamente
Onde olhar.
Edson Ricardo Paiva
O Tempo prossegue passando
A vida está acontecendo todo dia
Que seja sempre entre eu e Deus
Com o tempo a vida ensina
Que por mais acompanhados pareçamos
Muitos de nós, haverão de caminhar sozinhos
Os filhos não são mais crianças
Mas ainda tem muito que aprender
E eu fico aqui, quieto
Tragam-me netos
Pra que eu ensine a eles
O que meu pai não quis
Ensinar a vocês
Assim como eu fui pra vocês
O que meu pai não foi pra mim
A vida é assim
A gente precisa passar adiante
Coisas boas
Pra que essa existência
Não seja esquecida
Como uma simples passagem
Eu não quero que a minha
Tenha sido à toa
O tempo corre todo dia
e um dia
A gente vai dizer adeus
O que eu fiz
Ou deixei de fazer
Não foi por vocês
Eu cumpri meu contrato com Deus
Eu errei e acertei
Mas confesso
Que na hora derradeira
Eu hei de dizer a mim mesmo
Que gostei.
Edson Ricardo Paiva
As verdades.
Eis-me aqui outra vez
Permanece uma pergunta
E esta vida, o que me custa?
A resposta imprecisa
Nem vasta, nem concisa e nem bonita
Basta ser aquela
Que o coração queira ouvir
Quando a alma acredita
Será bela eternamente
Verdades são mais profundas
O mundo anda meio sem tempo
Sem crédito e nem provas
E tem sido assim
Desde que o tempo
Descobriu que move o mundo
E nenhuma nova luz brilhou
E o céu se abriu
Para a nuvem que passou bem perto
Mas, que por não saber que era nuvem
Não choveu
É pra isso que servem os sonhos
Pra sonhar saber
Ilusões, decerto
O que lhes custa a vida
E o tempo de espera gasto
Atroz e nefasto
Não era meu e nem era vosso
Nosso algoz
Sem tempo prescrito
Para exceções ou balões de festa
A velha pedra de moinho, desgastada
Pelo bico de um pequeno passarinho
Nobre viajante do tempo
Rico andarilho do espaço
Há somente os excessos
O atraso se apressa
Há a ferrugem que se expressa
Em corroer estradas
e os trilhos do expresso de 2002
A solidão do pobre rei
Sem direito a admirar
A ninguém que não seja rei.
São cobranças da vida
Que a gente ignora, ocupados
Contando as horas
Sem tempo pro abraço indolente
A velha idade
Cidades inteiras felizes
Pois nada muda
Deslizes de terra e conduta
Tudo de acordo com os planos
Verdades são mais profundas
Pra que sabê--las, se em nada ajuda?
E assim passaram-se os anos
Na vida, medida justa
Tanto faz o que não nos custa
Só nos basta esquecer
É pra isso que existe o tempo
Que a tudo ajusta.
Edson Ricardo Paiva.
" No final você vai entender que não está nas palavras bonitas, não se trata de vitória e não vem com o sucesso pessoal, não está do lado de quem resume a situação com a melhor narrativa, não é aquilo que as pessoas pensam que vai te fazer melhor ou mais feliz...tá na tua maneira de enxergar as coisas e na tua relação com a pessoa que sabe tudo a teu respeito: você mesmo."
Edson Ricardo Paiva.
"Quem ama tem paciência!
Está escrito na Bíblia que Deus ama a Humanidade; mas nem por isso Ele deixa de mandar raios sobre a Terra o tempo todo"
Edson Ricardo Paiva.
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