A Crueldade do Amor
O ALGUÉM
Em solidão cruel, tal o sofrimento
Em seguido sofrer, bravia tortura
Chora o versejar em triste figura
Criando versos com tal tormento
E ver no verso árduo sentimento
Facilmente dói, dor que não cura
Num vagar cativo de desventura
A quem crer apenas no momento
Então, não tenha todo o motivo
A quem dê a parte que lhe tem
Pois, toda a parte tem o relativo
Ó sensação, traga-me só o bem
Dando para o perverso corretivo
E ao meu verso o único alguém!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 julho 2024, 18’57” – Araguari, MG
Devaneio
Eu me tornei demoníaco e cruel,
Perdi as chaves de nosso céu.
Quebro os portões ainda com esperança,
E destruo cada vez mais a confiança.
A busca de poder dominou a carcaça,
Antes o que era homem, hoje desgraça.
Sou o péssimo exemplo julgador e
Sigo com meus pecados, sem amor.
Mais um copo tragado com ansiedade,
Dos menos tolos, aprendi com a idade,
Aguardo que quem sabe um dia,
Possa ser metade do homem que seria.
"A paixão é um incêndio belo demais para ser contido, mas cruel demais para durar — consome o que toca, inclusive quem a sente."
A solidão mais cruel não é a dos caminhos vazios, mas a de uma alma que, mesmo rodeada, sente frio — porque lhe falta o calor de um amor que a reconheça e a abrace por inteiro."
Em um mundo tão cruel e devastador,onde quase tudo e todos,procuram te jogar no chão e tirar suas esperanças.
Seja uma mão estendida,um abraço amigo,um ouvido atendo.
Seja uma palavra de esperança e uma atitude de incentivo !
Como essa sociedade é cruel, eu te amo você me ama, mas alguém disse que não podemos ficar juntas... já procurei esse alguém por todos os lugares, ninguém sabe quem foi, regras, normas, padrões, mentiras! você beija a pessoa certa, isso é o que todos dizem, mas na frieza de uma noite de lua cheia você me chama e pede socorro. Seu corpo clama por mim, um ser livre que te leva aos altos lindos e quentes.
É tão puro, leve,
que seria totalmente contra
sua natureza
ousar em ser cruel.
Sofremos pela sua ausência
mas não pela sua presença.
Meu caro sentimento,
amor.
A vida é cruel. A gente tem momentos felizes e tem que aproveitar. Mas nada na vida é muito justo. A gente diz adeus o tempo todo, seja por partida em vida ou pela morte, não só de romance, mas de amor pelas pessoas que estão em nossa vida. A dor faz parte do processo de viver, a gente nunca está pronto pra perder alguém.
Anjo Cruel
Iniciava a purificação
Em puro vermelho
Em sonífero vermelho
Sol nenhum pairava no céu
Morto jazia
Assim como a Lua
Substituído ambos por uma esfera negra
Refletidas em filtro negro
A vegetação decadente mais e mais
Matando animais dos pequenos aos reis
Varrendo o ar de suas aves
Limpando até a Terra atingir coloração pútrida
Construindo a desejada atmosfera sorumbática
Morto jazia
Ó aroma de morte
Digna de pesadelos
A voz de Azmuth
Em conturbadas formações indecifráveis no céu
Chovia sangue
De seu corpo as gotículas
A fluir de cada poros
De seu imensurável corpo podre
Suas asas eternamente profundas
Sombrias na essência
A orquestrar o fim
Cobria toda a Terra
Protegia o universo inteiro
Nada escapava da misericórdia
O mar não mais existia
Em seu lugar
O carmesim gosto de seu desejo
Disfarçado num toque gentilmente vermelho
Rodopiava e assim continuava
Até o centro
A procura da válvula de escape
Para toda a sujeira
E todo animal marinho
Morto jazia
Ó aroma de morte
Enquanto mais e mais se aproximava
Suas asas começavam a abraçar
E toda imperfeição
Estava sendo corrigida
No toque
Viste assustadora face
Indescritível face ruborizada
Expressava nada
Além de satisfação pura
O desejo estava se concluindo
Face a face
Consternado fiquei
O ciclo perfeito ia ser concluído
O abraço inumano ia ser completado
Ele se viu em semelhança
No seu próprio mar de sangue
Subitamente desmembrou-se
Perdendo-se em sua insana raiva
Primeiro as asas caíram por terra
Depois vários membros
Enfim sua cabeça
Que caia naquele mar vermelho
Mais da metade por fora
Jus a sua magnitude
Tudo retornou ao nada
O nada afinal existe
E o ardor começou a percorrer meu corpo
Pela primeira vez sentia algo
Além de fascínio pela criatura
E será nesse mundo solitário
Que dará inicio ao meu Melancólico Réquiem
Desenhada por um deus maléfico
Cuja face refletia somente e apenas
Ódio
Intento apocalíptico pela criação
Surgindo assim a visão
Do que viria a ser tornar
O tão aguardado despertar
Do Novo Mundo.
Reciprocidade
Cruel sentimento
Afasta por falta de conhecimento
Não, não é conhecimento
Basta o sentimento
Dor , choro e ilusão
Falta colo e canção
Lágrima que escorre pelo rosto
Querendo apenas atenção
Toque suave
Abrange e acalma o coração
Poucas palavras, mais atenção
Como doar tal sentimento , se não existe compreensão
Este local filho meu, o mundo,
este local meu filho tão sublime e tão cruel, onde tanto sofremos, tendo como grande e única certeza a morte, por tanto te amar não me permitiu a sublime alegria de te parir, mas sempre me ficaste no ventre de todos os silêncios embalando-me as mãos de estrelas.
A saudade me acena
na imagem pequena
de um antigo retrato.
A saudade é cruel, e a solidão é perversa, me faz lembrar de cada detalhe seu, LEMBRO das nossas conversas. Lembro que eu te fazia sorrir, lembro que um dia você parou, pensou e disse, você o motivo pra ainda eu existir. MAs hoje o que resta é aquela imagem pequena,, e
a saudade me acena nessa
imagem pequena
de um antigo retrato
Se for para me machucar, por favor não venha. A vida já me foi tão cruel que prefiro me abster do amor a arriscar minha felicidade em solitude.
Ah, saudade... Doce lembrança que acalenta a alma, mas ao mesmo tempo, açoite cruel que a distância desfere sem piedade.
Um silêncio tão pesado, quase cruel,
Vazio ecoando, como um quarto sem céu.
Tuas palavras, outrora meu abrigo,
Agora ausentes, deixaram-me contigo.
Procuro em mensagens, rastros de “nós”,
Mas só encontro o peso da tua voz.
Que calou-se no escuro, sem despedida,
Deixando-me à deriva nesta vida.
Foste embora sem fechar a porta,
Levando contigo o que mais importa.
E eu aqui, sozinha, tento entender,
Como gostar de alguém que escolheu desaparecer?
Ele é cruel, ele é doce, ele é lindo, ele é destruidor, ele é de tudo um pouco. É ele que causou inúmeras famílias, mas é ele que causou inúmeros sonhos perdidos.
O amor.
Morada da Saudade
Saudade, dor que castiga,
Silenciosa, cruel, imprecisa,
Se agarra à alma, intrusa antiga,
E ninguém ouve minha brisa.
Grito alto, ninguém escuta,
É lamento que o vento carrega,
Coração sangra, a dor é bruta,
Na noite fria, a esperança nega.
Rasga o peito, faz morada,
Deixa em mim ferida aberta,
E a solidão, sempre calada,
Se torna a visita mais certa.
Por que me tomas, sentimento vil?
Levas a paz e me deixas assim...
Traz de volta o amor sutil,
Que era luz no meu jardim.
Amar tem dessas coisas... uma linha tênue entre viver em plena poesia ou perder, cruelmente, o nosso brilho.
