A Cartomante Machado de Assis Poemas

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Somos muito generosos em oferecer por civilidade o que bem sabemos que por civilidade se não há-de aceitar.

Para se executarem grandes coisas, há que viver como se nunca devêssemos morrer.

Alguém a quem prestamos pequenos favores, esperando receber em troca favores maiores.

A liberdade é a que nos constitui entes morais, bons ou maus; é um grande bem para quem tem juízo; e para quem o não tem, um mal gravíssimo.

As desgraças que vigoram os homens probos e virtuosos, enervam e desalentam os maus e viciosos.

Quase todas as monarquias foram instituídas na ignorância das artes e destruídas porque as cultivaram demais.

Quando o interesse é o avaliador dos homens, das coisas e dos eventos, a avaliação é quase sempre imperfeita e pouco exata.

O entusiasmo é um gênero de loucura que conduz algumas vezes ao heroísmo e muitas outras a grandes crimes e malfeitorias.

Unir para desunir, fazer para desfazer, edificar para demolir, viver para morrer, eis aqui a sorte e condição de natureza humana.

A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando se recomenda por muito liberal.

Desempenhar bem os grandes empregos depende muitas vezes mais das circunstâncias que dos homens.

É muito provável que a posteridade, para quem tantos apelam, tenha tão pouco juízo como nós e os nossos antepassados.

Ninguém é tão solícito e diligente em requerer empregos, como aqueles que menos os merecem.

O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio.

Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.

Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.

É muito difícil, e, em certas circunstâncias, quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada.

O mais vulgar dos absurdos é não aceitarmos os meios para atingirmos aquilo que queremos.

Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.

Somos tão avaros em louvar os outros homens, que cada um deles se crê autorizado a louvar-se a si próprio.