A Cartomante Machado de Assis Poemas
O que te fiz pra não merecer o seu amor?...o que te fiz pra não ter você perto de mim quando mais preciso?...o que te fiz ?...me diga filho meu ...!
Toda verdade ou mentira falada, sor serve para duas coisas na nossa vida, Determinar se vamos subir ou descer a escada da própria...!
A vida é muito estranha, eu à cinquenta e cinco anos, lutei e competi com milhões para está aqui,e hoje não consigo brigar nem competir comigo mesmo!
Falaram que tenho dez tipos de ronco, respondi: sorte sua, tem pessoas que não escutam nem um boa-noite meu!
Quando eu me for, quero deixar só boas lembranças, as ruins levarei comigo, até por que não poderei deixá-las...já estão enraizadas no meu peito.
Nao precisamos estar dentro de um caixão pra dizerem que estamos mortos, viver já é morrer aos poucos!
Passar uma noite no corredor de um hospital é horrível, mais depois de alguns dias você percebe que as outras também são...
Aproveite a vida e faça algo por ela; enquanto ela está podendo fazer por você.
Aldemi Escobar de Matos
UNIÃO, CARÁTER, COMPANHEIRISMO, AFETO, CARINHOS, SENTIR SAUDADE, ALEGRIA, PAZ, DESEJO, SEDE E FOME AO MESMO TEMPO; DIZEM QUE TUDO ISSO SE CHAMA AMOR.
O PASSADO ESTÁ ESQUECIDO, O PRESENTE ESTÁ DOLOROSO, O FUTURO SERÁ DE NOVAS CONQUISTAS DIÁRIAS, NÃO TEREI TEMPO DE LEMBRAR DE HOJE.
MOMENTO DE DECISÃO NO RELACIONAMENTO É UM MOMENTO DE CLAREZA, CERTEZA DO QUE QUERES AMANHÃ; RESOLVE OU AFETA A VIDA DE TODOS OS ENVOLVIDOS.
Há uma certa grandiosidade trágica em declarar que se morreria por alguém. É uma afirmação que soa a sacrifício final, a coragem absoluta. No entanto, a verdadeira prova do amor talvez não esteja no gesto extremo da morte, mas nos atos modestos e repetidos da vida: Você viveria por mim? Cuidaria de si por mim? Faria as pazes com a existência por minha causa? Destruir é fácil. Qualquer um pode arruinar, abandonar, ferir. A verdadeira arte está na reparação, na paciência, na insistência em permanecer quando tudo em nós pede fuga. O amor, em sua essência, é um convite à vulnerabilidade. Ele nos tira do centro de nosso próprio universo e nos coloca diante de um paradoxo: só encontramos a nós mesmos quando nos esquecemos de nós. As visões narcisistas do amor, aquelas que buscam no outro apenas um espelho, um confirmador de nossas fantasias, são, no fundo, formas sofisticadas de solidão. Quem ama de verdade não está à procura de um admirador, mas de um ser humano completo, com suas falhas e suas dores. Amar é aceitar o risco de ser transformado, de sair do controle. E talvez sejam os solitários os que melhor compreendam isso. Eles passaram tanto tempo observando o amor à distância, estudando seus movimentos como um astrônomo estuda as estrelas, que, quando finalmente amam, o fazem com uma intensidade que os mais sociáveis mal compreendem. Eles sabem que amar é um ato de coragem, não a coragem do heroísmo vazio, mas a coragem de acordar todos os dias e escolher, outra vez, permanecer. No fim, a pergunta que define o amor não é "Você morreria por mim?", mas sim "Você viveria, pacientemente, imperfeitamente, ao meu lado?". E essa é uma pergunta muito mais difícil de responder.
É uma alegria ler um poema, sim, mas quem o lê com verdade sabe que por trás de cada verso há um abismo. O poeta canta porque não pode calar a dor; ri, porque não suporta chorar sempre. A sua alma criativa é um reflexo da crise, um espelho partido que devolve a luz em estilhaços de beleza. Que importa que o poema brilhe, se foi forjado nas trevas? Que importa que a palavra dance, se quem a escreveu mal se sustenta em pé? A obra é a fuga, o grito abafado, o sorriso que se desfaz no rosto antes de chegar aos olhos. Lemos e sentimos o êxtase da criação, mas esquecemos que o criador muitas vezes se consumia na chama que nos aquece. A arte é o suicídio adiado, o último suspiro antes do naufrágio. E, no entanto, quanta luz brota dessa escuridão! O poema é alegre porque a tristeza, quando pura, já não sabe nomear-se. E nós, leitores ingênuos, bebemos do veneno como se fosse mel, sem perceber que a doçura vem do mesmo fruto que envenenou o poeta. Mas não importa. A obra está acima do autor, e a beleza sobrevive ao caos que a gerou. Ler um poema é conversar com um fantasma que ainda não sabe que está morto, e, nesse diálogo, ambos, vivo e espectro, encontram uma paz que a vida lhes negou.
