A Cartomante Machado de Assis Poemas

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A vítima de abuso psicológico nem sempre tem marcas visíveis,
mas carrega feridas profundas na mente e no coração.
Vive confusa, duvidando de si, como se estivesse sempre errada.
Sua voz é silenciada aos poucos, até quase desaparecer.
E o mais doloroso… é perceber que estava sendo destruída em silêncio.
Helaine Machado

O tempo é um relógio que não para,
mesmo quando a alma pede pausa.
Ele segue, firme, marcando ausências,
levando embora o que não volta mais.
Mas também traz novos começos,
mesmo quando o coração duvida.
Porque o tempo não é só partida—
é, também, a chance de recomeçar.
Helaine Machado

Beija minha boca com loucura,
faz desse instante o mundo calar,
teu toque acende a minha pele,
como chama que insiste em ficar.


Helaine Machado

Me faz de lagartixa na tua parede,
colada em você, sem querer sair,
sentindo o calor do teu corpo
e o arrepio bom de te sentir.
Helaine Machado

Carrego em mim a essência da vida,
força que nasce sem se explicar,
no cromossomo X, a poesia escondida
de quem aprende cedo a amar.
Helaine Machado

Às vezes vestimos em nós um pesado casaco de pele,
não por vaidade… mas por silêncio.
Quando o mundo deixa de nos ouvir,
aprendemos a nos esconder dentro de nós mesmos,
como se fosse mais seguro desaparecer
do que insistir em ser visto.
Helaine Machado

Chega de me esconder atrás de um casaco pesado,
costurado com medos, rejeições e ausências,
de me diminuir para caber no olhar raso dos outros,
de aceitar migalhas onde eu mereço presença inteira.
Helaine Machado

Não ao que pesa,
não ao que diminui,
não ao que tenta caber em mim
sem nunca me pertencer


Helaine Machado

Chega
Chega de esperar o momento certo
como se a vida pedisse licença para acontecer.
Chega de adiar quem eu sou
por medo do que vão pensar.
Chega de colecionar silêncios bonitos
e engolir verdades necessárias,
de sorrir por educação
enquanto a alma pede ruptura.
Hoje não tem disfarce, nem pausa, nem meio termo.
Ou eu me escolho por inteiro,
ou continuo me perdendo aos poucos.
E perder a mim mesma…
isso já não cabe mais.
Helaine Machado

Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado

Me fechei, me guardei,
me tornei abrigo de dores caladas,
enquanto o mundo seguia alto
e eu… cada vez mais apagada.
Helaine Machado

Me blindei, me calei,
engoli o que era meu por direito dizer.
Aprendi a sorrir em silêncio
pra não ter que me explicar pra ninguém.


Helaine Machado

Sou vento, sou sombra, sou chama acesa,
sou o que fica e o que se desfaz,
um enigma que aprende com a própria incerteza
a ser inteiro…
Assim mesmo, encontro
Paz.

Que neste dia, mesmo nublado,
a luz encontre um jeito de te abraçar.
Que o céu cinza não pese no peito,
mas te ensine que até as nuvens passam.
Que haja calma no que você não entende,
força no que você precisa enfrentar,
e fé — daquela silenciosa —
que sustenta mesmo sem você perceber.
Porque nem todo dia precisa ser bonito por fora,
quando Deus já está cuidando de tudo por dentro.
Helaine Machado

“Homicídio de alma” não deixa marcas no corpo,
mas sangra por dentro em silêncio.
É quando palavras viram lâminas,
e o afeto se transforma em ausência.
É morrer aos poucos em vida,
perdendo a cor, a voz, o brilho,
até esquecer quem se era…
até duvidar de si.
Mas toda alma ferida ainda respira esperança,
e aquilo que tentaram destruir,
Deus sabe reconstruir inteiro
Helaine Machado

Viver no Brasil, às vezes,
é sorrir por fora
enquanto algo grita por dentro.
É um país hospedeiro,
bonito na vitrine,
mas desigual nos bastidores.
De um lado,
os que limpam o chão,
que acordam cedo,
que carregam o peso do dia nas costas.
Do outro,
os que decidem,
que discursam,
que pouco sentem o peso da própria decisão.
A diferença não é só de dinheiro —
é de tratamento,
de respeito,
de humanidade.
Quando a lei alcança uns,
vem pesada, fria, sem escolha.
Quando toca outros,
vem leve, quase gentil.
E assim,
entre celas lotadas e salas refrigeradas,
o povo aprende a sobreviver —
não a viver.
Mas ainda assim,
no meio dessa revolta toda,
existe algo que não conseguem tirar:
a voz.
E é ela que, um dia,
pode mudar tudo.
Helaine Machado

Quando a mulher diz não,
não é convite, nem jogo —
é limite, é voz, é decisão.
Helaine Machado

Mulher de 50
Ser mulher de 50 é carregar no olhar a história que ninguém vê por completo.
É ter cicatrizes que já não doem, mas ensinam.
É entender que o tempo não levou a beleza — apenas a transformou em presença.
Ser mulher de 50 é não pedir mais permissão.
É escolher ficar, partir, amar… ou simplesmente se bastar.
É silenciar o mundo quando a alma pede paz.
É olhar no espelho e reconhecer não só o rosto,
mas a coragem de quem sobreviveu a si mesma.
E, mesmo depois de tudo, ainda floresce.
Ser mulher de 50…
é não ter pressa de nada,
porque finalmente aprendeu o valor de si.
Helaine Machado

A malandragem brasileira acabou,
o futebol perdeu sua alma.
Antes, o gol era certo,
as comunidades pintavam o rosto,
bandeirinhas tremulavam no vento,
cada grito de “Gol!” ecoava alegria.
Helaine Machado

Adeus à Malandragem
A malandragem morreu,
o futebol perdeu o coração.
Vinicius erra, Neymar insiste,
não há mais Ronaldo, Romário, Tafarel.
O gol não vibra, o estádio não grita,
só sobra a saudade de um Brasil que jogava com alma.
Helaine Machado