25 anos

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O sentimento


Mais de trinta anos de silêncio aparente,
Mas o desejo nunca aprendeu a dormir,
Ficou à espreita, indomado, latente,
Esperando o instante certo de ressurgir.


Quando nos vimos, o tempo perdeu a voz,
O ar ficou denso, difícil de respirar.
Não eram palavras — era a pele entre nós
Gritando tudo o que evitamos lembrar.


Teu olhar ainda sabe me despir devagar,
Sem tocar, já provoca, invade, domina,
Me faz sentir mulher nas lembranças ainda menina
Meu corpo reconhece antes mesmo de pensar


A fome antiga que em ti se inclina.
Não é romance ingênuo, é fogo experiente,
É desejo que conhece o ritmo exato.
Somos dois corpos maduros, conscientes,
Sabendo onde o toque deixa o outro insano.


O passado não morreu — só ficou em abstinência,
E agora exige presença, calor, verdade.
A conexão é a mesma, cruel na evidência:
O sentimento nunca perdeu intensidade.


Se o tempo tentou nos tornar memória,
Falhou… porque o que arde é paixão verdadeira.
Depois de décadas, voltamos à história
Com a mesma chama só que bem mais inteira.


Vivi

A paz que busquei durante anos em minha vida, descobri que só se encontra em Jesus Cristo.

Viva feliz horas, dias, meses e anos com Deus, para não passar toda a eternidade, sofrendo e sendo infeliz.

Eu quero ouvir, mas quero ouvir quem me escute.
Me calei por tantos anos.
Talvez por isso eu ame tanto escrever.
Passei a vida inteira ouvindo, acolhendo, engolindo silêncios que não eram meus.
E hoje eu também quero ser escutada.
Querem meu respeito, mas não me respeitam.
Querem a minha atenção, mas me deixam de lado.
O silêncio que tive foi sobrevivência.
A voz que tenho hoje é escolha.
E não é egoísmo querer reciprocidade,
é maturidade não aceitar menos do que isso.

Cerca de 12 anos enviando mensagens diárias pela manhã nas redes sociais alcançando cerca de 60000 pessoas todos os dias além de visitas, reuniões participações, pregações em vários lugares diferentes todos os dias está foi minha vida dedicada a missão eclesiástica e social sem receber um centavo e para cumprir todos os compromissos vivi, vivo e sou um milagre de Deus, precisei puxar o freio de mão e dedicar em preparar para novos vôos, sei que a seu tempo Deus contemplará o desejo do meu coração estou firme com os pés no chão focado, ainda não retornei as atividades completas mas passo a passo a seu tempo vamos continuar a boa obra.


15/01/2026
CJR
@claudioribcjr

⁠Os anos pesam com o passar dos dias. E não há maior pesar do que sentir a nostalgia. Renascer conforme o amanhecer e buscar um pouco de alegria, essa é nossa porção de mais valia.
Se muitas coisas te fazes chorar, busque qualquer coisa que possa te trazer boa energia. E quem sabe no amanhã, aconteçam coisas boas e façam com que você sorria.

Que diferença faz, alguns anos a menos ou mais, diante da eternidade? Creio que a partir da concepção surgimos para a eternidade.

O que ninguém sabe?

Ninguém sabe que há anos penso em me matar.

Quem sabe assim eles parem de me julgar?

Se não fosse a minha fé, talvez já estaria lá.

Só de pensar que sem mim talvez finalmente felizes eles poderiam estar, não posso lutar. Muitas das vezes meus sentimentos vêm como facas afiadas.

Que tentam me parar, mas sei que meu Deus morreu para me salvar e esses pensamentos deixo para lá.

⁠Nas asas do tempo, meus 50 anos surgem.
Um marco de reflexão, agradecimento e esperança.
Olho para trás, nas trilhas percorridas,
cada passo moldou a pessoa que me tornei.
Sinto a emoção pulsar no meu peito,
pelos desafios superados e lições aprendidas.
Cresci, evolui, descobri forças adormecidas,
e agora, uma nova fase desabrocha diante de mim.


Com o coração cheio de gratidão,
saúdo o futuro com alegria e determinação.
Meus 50 anos, uma jornada especial.
Que cada momento seja vivido intensamente,
valorizando as conexões verdadeiras e as experiências presentes.
Abraço o presente,
com fé e esperança.


Fazer aniversário é brincar de crescer e quem sabe mais tarde virar "gente".
É sorrir sem ter motivo ou chorar pela mesma coisa.
É ter de novo a certeza de que os sonhos ainda poderão se realizar.
É reconhecer os verdadeiros amigos, aqueles que mesmo distantes, se importam com a sua importância.
É contar o tempo que se viveu e o que se deixou de viver.
É luz na escuridão.
É lembrar da vitória de um dia ter sido embrião.
É aprender a valorizar o tempo.
É contar com a presença dos ausentes.
É tornar novo o que se fez velho.
É fazer do novo o sempre!

Brodowski, 112 anos.


E, de repente, o vento bate e o primeiro trompete toca.
Todos esperam frenéticos o que há por vir.
O pôr do sol que por nossa volta, se põe calmamente pois sorri.
Ao ver as crianças que pra ti apontam
Ele ganha uma vida sem muito sentir.


Pessoas entusiasmadas se sentem nostálgicas e pertencentes.
As crianças começam a desfilar enquanto o primeiro baile toca.
Os girassóis que há muito vimos giram nos olhos de todos.
É tanta beleza que nos torna um só povo.
As cores dançam, vibrantes na luz, cada traço é a vida, cada sombra é a cruz.


Os celestes vão no trem da alegria,
Demonstram seus balões como se tivessem vida.
Senhores flibusteiros sopram a tuba como nunca imaginaria.
As senhoras de vestes italianas se elevam como jovens enriquecidas.


A representação dos brutos e dos artistas,
Do pintor e do mineralista,
Da obra e do projeto,
Do rascunho e o completo.
Isso se faz a cidade, e ela é quem somos.
E no despertar da noite, sob o céu estrelado, celebramos a arte, o amor, o legado.

Algumas pessoas são capazes de viver e sustentarem uma mentira por anos, apenas por uma pequena conveniência ou por uma grande fuga de si mesmas...
Que triste!

Os longos anos que passei na dispensa lapidando uma herança de vitórias


No armário um velho conhecido, legado sem memórias


No presente ela não o reconhece apenas pega o que pode.

O poder do som, já era conhecido pelos chineses a milhares de anos do passado. A tal ponto, que o Imperador mantinha um grupo seleto de fieis afinadores de todos instrumentos, que percorriam todos lugares do reino, afinando pelo diapasão imperial com isto controlava o bem estar, as idéias, o espirito, os pensamentos e as atitudes a favor do império. Logo o som, tons vibracionais é o guia das águas, da vida e do comportamento humano.

Anos atrás, encarei a morte.
Mas não foi ela quem decidiu.
Ouvi no silêncio do espiritual: “Ainda não é o tempo.
Antes, a justiça precisa passar, a verdade precisa aparecer,
e o que foi feito na sombra será cobrado na luz.”
Hoje eu sigo entendendo:
não permaneço por acaso,
permaneço por missão.
Enquanto Deus não fecha o ciclo,
ninguém me leva.

Vivamos com intensidade, teremos vários anos de descanso no túmulo.

O Eco dos Anos


No limiar da meia-noite, o calendário curva-se novamente,
dissolvendo um ano em fumaça fina que escapa entre os dedos.
Não é o tempo que foge; é o eco que persiste.
Gestos repetidos como versos de poema gasto,
pensamentos sulcados na alma,
conversas nascidas velhas, pesadas pelo não dito.


Somos espelhos rachados.
Nelas reflete o mesmo espírito:
felicidade oca em dias cinzentos,
palavra de dicionário que evade a pele.
Buscamos reflexos polidos, amores distantes,
palavras que enchem o silêncio sem tocá-lo.


Num descuido ou graça súbita,
abrimos a porta da casa interior.
Ali, o caos negado: silêncios empilhados como móveis quebrados,
sorrisos mofados no escuro,
danças paradas no meio do giro.


As máscaras fundiram-se à carne.
Não sabemos onde acaba a encenação
e começa o real.
Avarentos com o coração, sabotamo-lo
por uma longevidade ilusória,
adiando o encontro essencial
como se a morte negociasse prazos.


Vivemos à espera — do fim do dia, do brinde vazio,
da distração que cala a voz insistente:
a vida não avisa o fim.


Quando a poeira baixa,
o novo ciclo surge não como promessa,
mas pergunta austera:
será possível, num lampejo lúcido,
acolher os cômodos vazios da alma?


Nesta virada, dispense jantares fartos e sorrisos falsos.
Chame-me apenas — para saber se estou bem.
Chame para a reciprocidade nua,
para aprender, devagar, empatia, generosidade, resiliência —
e as palavras que brotam no caminho, sem performance.


Voltemos ao templo que somos:
casa de sentimentos em pedra antiga e luz trêmula.
Com mãos lentas, sem julgamento,
varramos o ressentimento cristalizado,
lavamos janelas embaçadas,
deixamos o vento renovar.


Que nossas verdades ecoem no outro,
vulnerabilidade vire ponte de mãos estendidas.
Não reerga o edifício todo.
Entreabra uma janela,
deixe a luz cortar a poeira,
lembre: dançar é possível
entre escombros, peito partido,
eco persistente.


Que o templo seja morada, não prisão.
Ao limpá-lo, na poeira e luz tímida,
encontremos o espaço onde a reciprocidade inspire


Que os anos traga não felicidade premiada,
mas honestidade à criatura teimosa
que, apesar de tudo, escolhe estar...


Ysrael Soler

A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER


Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.


Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.


O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.


Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.


Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.


Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.

Após mais de 40 anos de procura por uma vida de qualidade, a expressão que descobri e que considero fundamental é “frequência”.




Pensador⁠

Ao passar dos anos, percebi que me fortaleci, depois passei a ver os desafios ou problemas da vida como etapas a serem superadas, independentemente de sua natureza, ainda que sejam duríssimas!

Realize atividades físicas; esta é a sugestão que dou aos meus 56 anos. Lembre-se de que nossos corpos não foram projetados para a inatividade, assim como um automóvel, que pode se deteriorar se ficar estacionado.