William Shakespeare Poema de Crianca
A felicidade é um sentimento pouco autêntico. Só quando naufragamos no inferno da desesperança nos encontramos - ou melhor, encontramos algo além de nós mesmos.
O ciúme é um demônio a ser aprisionado; há, porém, tolos que insistem em mantê-lo livre como prova de amor.
As pessoas evitam discutir política e religião; por isso, tornam-se ignorantes em uma e cegas na outra.
A tentativa dos adultos de parecerem adultos o tempo inteiro revela a mais profunda infantilidade. Creem que amadurecer é abandonar aquilo que um dia os encantava. Mas a verdadeira maturidade está em deixar para trás as coisas de menino - isto é, a necessidade de parecer adulto.
O homem é a mais bela das tragédias; fábrica de poesia e horror; o único ser capaz de escrever sobre o amor, e ainda assim erguer campos de extermínio.
Se desejam realmente me matar, não recorram às armas; antes, impeçam-me de escrever. Pois, enquanto houver em mim o desejo de escrever, não morrerei nunca.
Enquanto formos úteis à economia, teremos valor; quando deixarmos de sê-lo, nos tornaremos cadáveres indignos até mesmo de um simples caixão.
Destruir uma vida é destruir a si mesmo; é apertar o gatilho e matar não apenas o outro, mas também uma parte da própria humanidade.
O criminoso pode estar mais próximo da redenção do que qualquer outro que se julga essencialmente bom.
Somente a prisão pode libertar um homem atormentado pelo próprio crime; enquanto estiver livre, estará preso.
Em tempos de padronização curricular e de cultura dos resultados, a leitura do texto “Currículo, surdez e diferença: sobre cálculos e margens; educação e por vir” (Ribeiro; Uhmann, 2024) nos provoca a refletir sobre a importância de compreender o currículo como espaço de alteridade, diálogo e abertura ao porvir. Uma reflexão necessária e potente para a formação docente.
Inspirados por reflexões de Rita Ribes, reconhecemos a literatura como experiência estética e humana, capaz de transformar quem lê e quem escuta. Quando professores se reúnem para conversar sobre livros, memórias e vivências, fortalecem também sua identidade como leitores e mediadores de leitura.
Que hoje não faltem boas energias, encontros sinceros, música para o coração e motivos para celebrar a beleza de estar viva.
Amar também é aprender a ouvir o que não foi dito, compreender o que o outro não soube explicar e, apesar dos desencontros, ainda encontrar caminhos para o afeto.
Talvez eu tenha passado tanto tempo tentando descobrir onde chegaria que só agora percebo: eu já me tornei alguém que, um dia, sequer imaginava ser.
