Vulgar Vulgaridade
Não seja vulgar,sua beleza vai além dos que os olhos vêem,além do que os outros podem imaginar,lembre-se: quando os olhos já vêem tudo que deviam imaginar, acaba perdendo a graça, bonito não é o que os outros vêem e sim o que você quer mostrar para que os outros pensem...como você é.
A mentira é uma maneira vulgar e desprezível de controlar a outra pessoa. Você fica vendo a outra pessoa agir com base em informações incompletas. Em outras palavras, se humilhando. A mentira é tão comum, no entanto, quando você é a vítima dela, é uma coisa espantosa.
Eu fui sincero como não se pode ser
E um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar
Num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada
No espelho do banheiro
O que se esperar de um mundo que cultua o vulgar e valoriza a barbárie, ao mesmo tempo em que se envergonha das virtudes.
Já estou tão acostumada com essa impertinência que ela se tornou vulgar. Sendo assim, é indiferente para mim.
Buscas a perfeição? Não sejas vulgar. A autenticidade é muito mais difícil, disse o Poeta.
sfj,pensamentos
A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar.
Retraduzindo Albert Camus:
Você tem necessidade de provar que está com a razão?
Se a resposta for sim, então isso é um sinal de que você tem um espírito vulgar.
Quanto mais se conhece novas pessoas, maior é o arrependimento pelo tempo perdido com o fútil, o frívolo e o vulgar.
Hoje em dias muitas mulheres optam pela vulgaridade... Não é isso que atrai o cara que vai te levar a sério... Uma mulher vulgar atrai os oportunistas...
Não gosto da vulgaridade numa mulher... Prefiro a feminilidade!
Mulher pra sexy não precisa estar nua, precisa saber envolver e atrair o olhar do homem!
"Também é só no Brasil que 'linguagem vulgar' significa 'palavrões'. Se a vulgaridade de um texto se medisse pelo número de palavrões que contém, os escritores mais vulgares do mundo seriam Rabelais, Jean Genet, Louis-Ferdinand Céline e Henry Miller, todos merecidamente reconhecidos como clássicos."
Vulgaridade
O vulgar não tem sensibilidade
Em sua essência lhe falta amor
Ela surge com extrema facilidade
Num coração duro e sem pudor
Para quem age com desamor
Não existe a real felicidade
O vulgar não tem sensibilidade
Em sua essência lhe falta amor
Para mudar não existe idade
Seja servo príncipe ou senhor
Não há nobreza sem generosidade
Mude antes mesmo de se opor
O vulgar não tem sensibilidade
A maior vulgaridade do mundo é a fome, ela enfeiura, encoleiriza e entristece àqueles que nasceram para serem belos, livres e felizes para um dia poderem brilhar
Tenho a náusea física da humanidade vulgar, que é, aliás, a única que há. E capricho, ás vezes, em aprofundar essa náusea, como se pode provocar um vomito para aliviar a vontade de vomitar.
Um dos meus passeios predilectos, nas manhãs em que temo a banalidade do dia que vai seguir como quem teme a cadeia, é o de seguir lentamente pelas ruas fora, antes da abertura das lojas e dos armazéns, e ouvir os farrapos de frases que os grupos de raparigas, de rapazes, e de uns com outras, deixam cair, como esmolas da ironia, na escola invisível da minha meditação aberta.
E é sempre a mesma sucessão das mesmas frases... «E então ela disse...» e o tom diz da intriga dela. «Se não foi ele, foste tu...» e a voz que responde ergue-se no protesto que já não oiço. «Disseste, sim senhor, disseste...» e a voz da costureira afirma estridentemente «minha mãe diz que não quer...» «Eu?» e o pasmo do rapaz que traz o lanche embrulhado em papel-manteiga não me convence, nem deve convencer a loura suja. «Se calhar era...» e o riso de três das quatro raparigas cerca do meu ouvido a obscenidade que (...) «E então pus-me mesmo dia nte do gajo, e ali mesmo na cara dele — na cara dele, hem, ó Zé...» e o pobre diabo mente, pois o chefe do escritório — sei pela voz que o outro contendor era chefe do escritório que desconheço — não lhe recebeu na arena entre as secretárias o gesto de gladiador de palhinhas [?] «... E então eu fui fumar para a retrete...» ri o pequeno de fundilhos escuros.
Outros, que passam sós ou juntos, não falam, ou falam e eu não oiço, mas as vozes todas são-me claras por uma transparência intuitiva e rota. Não ouso dizer — não ouso dizê-lo a mim mesmo em escrita, ainda que logo o cortasse — o que tenho visto nos olhares casuais, na sua direcção involuntária e baixa, nos seus atravessamentos sujos. Não ouso porque, quando se provoca o vómito, é preciso provocar um.
«O gajo estava tão grosso que nem via a escada.» Ergo a cabeça. Este rapazote, ao menos descreve. E esta gente quando descreve é melhor do que quando sente, porque por descrever esquece-se de si. Passa-me a náusea. Vejo o gajo. Vejo-o fotograficamente. Até o calão inocente me anima. Bendito ar que me dá na fronte — o gajo tão grosso que nem via que era de degraus a escada — talvez a escada onde a humanidade sobe aos tombos, apalpando-se e atropelando-se na falsidade regrada do declive aquém do saguão.
A intriga a maledicência, a prosápia falada do que se não ousou fazer, o contentamento de cada pobre bicho vestido com a consciência inconsciente da própria alma, a sexualidade sem lavagem, as piadas como cócegas de macaco, a horrorosa ignorância da inimportância do que são... Tudo isto me produz a impressão de um animal monstruoso e reles, feito no involuntário dos sonhos, das côdeas húmidas dos desenhos, dos restos trincados das sensações.
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