Vovo Vou Sentir sua falta
Não importa a sua crença, não importa a sua ideologia, não importa se você não gosta de mim, mas se você é anti-guerra, eu gosto de você!
Ser como a canela
sobre o doce ou sobre
a sua fruta predileta,
Ser o doce ou a sua
fruta predileta
enquanto escolhe
com ou sem creme.
Dominar os teus
meridianos e ser
a parte mais selvagem
dos teus oceanos,
Te colocar em ponto
de fogo e rebelião,
e sem luta te ganhar
com o poder de sedução.
Ser poesia e persuasão
por corais negros
coroada para tomar
posse dos teus segredos
e me divertir com eles
quando as luzes da cidade
as estrelas forem acesas
pelos meus poemas. Assim seja.
As flores azuis do tempo
se abriram roçando
na pele e o Sol também,
o meu nome na sua boca
ainda há de ser o hino
mais bonito ser ouvido
até por quem não sabe
que na sua vida eu existo.
A minha bolsa, o leque,
o chapéu são feitos
com palha de Carnaúba,
e dia e noite desenho
rotas para me tornar tua.
Trancei duas pulseiras
de palha de Bananeira,
uma é minha e a outra é tua,
de alguma maneira
quem sabe vou encontrar
a chave para te despertar
e fazer-te sonhar com os olhos
abertos com o tempo de amar.
Enquanto você não estiver
desconectado dos teus afetos,
do apreço pela beleza
e da sua humanidade
você nunca estará só,
Os verdadeiros sozinhos
no mundo são aqueles
que deixaram tudo aquilo
que os engrandece para trás.
Você irá com a sua fantasia
de Rei e eu fantasiada de Rainha,
tu bem sabe como esperei por
este glorioso dia para dançar
o auto natalino na sua companhia.
O Mestre, o Contra-mestre,
os dois embaixadores, o General,
a Lira, o índio Peri, os vassalos,
os dois mateus, os dois palhaços,
a Catirina e a sereia estão ansiosos.
Com o índio Peri você vai me disputar
no ritmo da sanfona, do pandeiro,
do triângulo, do tambor,
da voz do Mestre e do meu amor,
Esta noite promete muito calor
e tem água na bolsinha para dois.
O bailado estará sob a iluminação
da estrela de ouro, da estrela
brilhante e da estrela republicana,
Seremos da rua o poema magistral
sob a escolta do completo figural.
Quando a Banda da Lua se aproximar
chegando quase no final,
algo me diz que você vai se declarar,
e pelo amor se deixar levar,
porque há muito tempo não
tem dado mais para disfarçar.
(Você nasceu para dançar
Guerreiro e ser o meu bem amado).
Lírios de fogo envolvem
o desejo embalado no silêncio,
Quero ouvir muito a sua voz
sussurrando o meu nome,
Te quero sempre e hoje
com o selo amoroso
do nosso rito potente,
Não há nada que perturbe
o quê a gente sente
e no absoluto já é vigente.
A sua doçura preenche
o meu coração de mel e derrete
sob o suspense da tarde nublada,
Pensar em você e em tudo
o quê há de ser de poesia ensolara,
Não preciso nada dizer porque
a sua intuição você usa muito bem,
e você sabe que estou apaixonada.
A madrugada abriu
a sua primícia,
No firmamento
a Lua ainda brilha,
As minha veias
do coração
estão abertas,
E vocês sabem
mais de mim
do que eu mesma.
A História natural
em carne e ossos
entre trópicos:
Eis me aqui direto
da América Latina
tentando buscar
uma mão estendida
para a Caxemira.
Mais de mil terços
pedindo justiça
e libertação
para a tropa e o General,
E os meus aguayos
de lágrimas pelo
duro golpe dado
aos indígenas na Bolívia.
Não podendo fazer
nada a não ser
me queixar
por esta Humanidade
que urge ser socorrida.
Envio poemas
em doses
homeopáticas
para a sua
irrazoabilidade
sacodir
e não te deixar
nem por
um segundo
descansar
até o nó cego
do autoritarismo
você desfazer,
Há muitas baixas
de indígenas
neste continente
para investigar,
E garimpos
para expulsar.
Estamos perto
do Ano Novo,
Houve uma
promessa
por uma mesa
de diálogo
nacional
antes do Natal,
e ela não
foi cumprida:
Não soltaram
a tropa,
o General
e outros tantos
que estão
enterrados em vida;
Em qualquer lugar
quando falta
o diálogo
sempre faz lembrar
da diplomacia da Bolívia.
Em nosso confuso
continente cada
um tem a sua
parcela de culpa,
A nossa dívida
histórica é interna
com o nosso
povo originário,
Em um mês e meio
quatro guajajarás
foram assassinados,
Mas é o menos
urgente que ocupa
todos os espaços
no tumultuoso cenário
que tem origem
numa única corrente
que seduz o mercado,
Invade países com
a sua intriga foi
capaz de prender
um General
e uma tropa fazendo
outro massacre
só que silencioso,
Estão todos vivos
mas é como mortos
estivessem perto
de chegar este Natal.
Não me permito
voltar os olhos
para fora,
os massacres
em Sacaba e Senkata
não tiveram
a redentora justiça
como pronta resposta:
O atraso do tempo
pode conspirar
contra a verdade
e a cruel História,
Tal como
a irrazoabilidade
fazendo batida
fora de hora,
contra a lógica
e um constante
rasgo a Constituição.
E da mesma forma
pode ocorrer com
os desaparecidos
de Laguna Alalay
em Cochabamba
e tudo aquilo que
ocorreu por tantos
lugares e em El Alto,
Tomei gás
lacrimogêneo até
o meu último
poro não alcança,
e por nada arrastaram
a minha cara no asfalto.
Guerra não é campeonato de times esportivos.
Cuidado ao repassar informações que envolvam a sua segurança e a segurança de terceiros.
Cuidado para não repassar notícias falsas.
Cuidado para não fazer provocações que exponham o seu país ou provocar a outro país.
Cuidado para não servir de inocente útil e provocar a incitações a genocídio e a crimes de guerra onde você está ou através das redes sociais, pois este tipo de atitude é passível de punição conforme o Estatuto de Roma que pode punir a imprensa ou qualquer pessoa que cometa este ilícito.
Todo o dia saio
pela sua
consciência,
Sem autorização
dos velhos pais
E de quem
quer que seja;
É porque estou
em busca
do General
que foi preso;
indevidamente
e está
desaparecido,
Só Deus
sabe se ele
continua vivo.
As minhas não
são palavras
inventadas,
elas são
reais e estão
por todos
os jornais;
E agora nada
mais tenho
a fazer,
Só apenas
ficar tentando
entender
que anda tudo
muito estranho:
a Alta Comissariada
veio e nada mudou;
Levaram brutalmente
os velhos pais
do sargento
metropolitano.
Um almirante
que ninguém
sabe onde está,
Falam de generais
de uma nova
conspiração
ainda sem prova:
Apenas falam,
porém nada
me dizem até
que me provem
o contrário(...)
América Latina
é um lugar onde
Pai e a sua filha
foram arrastados
pelas oligarquias
e afogados
pelas correntezas
do Río Bravo.
Todos nós não
passamos de
uns afogados
no oceânico ego,
E sem saber
que nele
já falecemos:
Viramos um
real cemitério
de gente viva.
Na Colômbia
virou corriqueiro
ter seus
líderes sociais
assassinados,
e ficar tudo
por isso mesmo.
Mais de um
imigrante haitiano
tem sido
assassinado,
Todo o dia
um venezuelano
se vê obrigado
a ir querendo
nunca ter ido,
e sem razão
nenhuma
sendo ofendido.
O General
que tanto falo,
Você sabe que
ele é inocente
e que já era
para ter
sido posto
em liberdade.
Blumenau Poema
Este poema é bem
mais antigo do que
você imagina,
e no teu rosto fez
uma suave carícia.
Um poema que fez
festa dançando só
nos pátios das aldeias
xokleng e carijó,
e virou notícia.
É o poema do "Poema
para o Índio Xokleng",
que esculpido pela Elke,
virou criptopoema
e ganhou forma revel.
Um poema que bebeu
muito dos ribeirões
Velha e Garcia,
e se inscreveu poesia
no Rio Itajaí-Açu.
Na campina florida
e do vento a sinfonia
solta foi assobiando
o quê seria a melodia
da primeira bandinha.
(Este poema é uma homenagem
ao casal Lindolf Bell e Elke Hering).
Olhando para o céu
Não cessa a inquietação,
Não sei a quantas anda
A sua libertação,
Vejo que do autoritarismo
Não está escapando nem
Os animais de estimação,
A mim me dói em tudo,
Dói o meu acidente
E me dói não poder
Estender a mão,
Não vou parar de escrever
Para ensinar a essa gente
Que é possível fazer
O caminho de volta em nome
Do perdão que faz bem alma,
E sobretudo ao coração.
Não se perdoa
A conta-gota,
Não se libera
Pela metade,
Jogue fora
A sua vaidade.
A vida prega
Peças por si só,
É melhor optar
Pelo desapego,
Para viver a vida
Com a simplicidade
De que não tem medo.
Porque Pátria
É mais do que
Um pedaço de chão,
Ela é feita de gente
Que se leva no coração,
Vamos de mãos dadas
Pedir a total libertação.
Que me custe
asua simpatia,
E mesmo que
eu fale muito,
Ainda não será
o suficiente,
Pois falo não
para agradar,
Mas para colocar
os fatos no
Seu devido lugar.
Abro o paraquedas,
salvo o verbo para
Que salvem as letras,
em missão de dar um
Fim na tirania e dar
asas à liberdade
Do lado dos profetas.
Que me custe
aantipatia alheia,
Não me importo,
sou ouro e crisol,
Sei lidar com
aalucinação insana
Que não reconhece
que a política
Também faz os seus
militares presos,
E supõe quea
libertação deles
Não nos adianta,
e que não resolverá
O problema do país,
a arrogância jamais
Irá me impressionar,
pode virar a cara
E levantar o nariz!
Abro o suficiente
a verdade,
E sei que adianta,
porque nada se faz
Quando não se tem
Mais a liberdade.
Dicas para quem quer escrever um poema para a sua cidade
1- Não se preocupe em ser certinho na hora de escrever, manifeste o seu sentimento afetuoso pela sua cidade,
escreva como se estivesse conversando com uma pessoa que você admira muito.
2- Não tenha vergonha de elogiar as pessoas da sua cidade.
3- Conheça a História e os aspectos geográficos da sua cidade.
4- Elogie a História, a Natureza, a Cultura, a fé e as festas ou algum outro aspecto que você ache interessante em registrar no seu poema sobre a sua cidade.
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