Vou Sentir Saudades

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Tem gente que olha pra vida como quem olha pra um espelho quebrado e pensa assim, vou deixar um pedaço meu espalhado por aí, quem sabe assim eu não sumo por completo. Aí faz filho como quem planta uma placa escrita “eu estive aqui”, como se o tempo fosse um porteiro educado que respeita avisos. Mas o tempo não respeita nada, minha filha. O tempo entra sem bater, apaga luz, leva os móveis e ainda sai assobiando.

A gente cresce ouvindo nomes de família como se fossem heranças eternas, como se aquele sobrenome fosse uma espécie de colete à prova de esquecimento. Só que aí você para pra pensar com calma, numa terça-feira qualquer, lavando uma panela ou dobrando roupa, e percebe que mal lembra o nome dos seus bisavós. Às vezes nem foto tem. Viraram um vulto, uma história mal contada, uma frase começando com “dizem que...”. E pronto. Foi assim que uma vida inteira virou rodapé.

E não é falta de amor, não. É excesso de tempo mesmo. O tempo vai empilhando gerações como quem guarda caixa em cima de caixa no fundo do armário. Uma hora ninguém mais abre. E lá dentro ficam risadas que ninguém mais escuta, medos que ninguém mais entende, sonhos que ninguém mais sabe que existiram. Tudo guardado, tudo esquecido, tudo tão humano.

Aí me vem essa ideia de imortalidade através de filho, e eu fico meio assim, meio rindo, meio pensativa. Porque não é sobre permanecer no mundo, é sobre ter feito sentido enquanto esteve aqui. Não adianta querer eco eterno se a própria voz nunca foi ouvida de verdade nem por si mesma. Não adianta deixar descendência se a existência foi vazia de presença.

No fim, a gente não fica. O que fica é um gesto, um jeito, uma frase repetida sem saber de onde veio. Fica um costume, um traço no rosto de alguém, uma mania de rir em hora errada. A gente vira detalhe. E talvez isso seja até mais bonito do que virar monumento. Monumento ninguém toca. Detalhe vive sem pedir licença.

Então talvez o segredo não seja tentar não ser esquecida. Talvez seja viver de um jeito que, mesmo esquecida, tenha valido cada segundo. Porque a verdade, meio sem glamour nenhum, é essa: o esquecimento não é o contrário da importância. É só o destino comum de quem passou por aqui.

E eu, sinceramente, acho libertador. Dá um alívio danado saber que não preciso carregar o peso de ser eterna. Já basta ser inteira enquanto dura.

No dia 28 de julho de 2024, vivi uma situação que jamais vou esquecer.


Eu estava em casa, muito doente, sem imaginar que meu corpo estava entrando em colapso. O que mais tarde descobri era que eu estava com septicemia, uma infecção generalizada gravíssima, que já estava levando meus órgãos à falência.


Procurei atendimento na UPA de Barra do Corda, Maranhão. Mostrei os exames que tinha em mãos, expliquei o que estava sentindo e deixei claro que havia uma suspeita séria do meu quadro. Mesmo assim, recebi uma injeção e fui mandada de volta para casa. Disseram que o que eu tinha era ansiedade.


Mas não era ansiedade.


Enquanto eu tentava sobreviver, meu organismo estava travando uma batalha silenciosa contra uma infecção que avançava rapidamente.


Voltei para casa sem a cirurgia que precisava e sem a urgência que a situação exigia. Passei aquela noite em uma condição extremamente grave, sem saber se veria o dia seguinte.


Foi então que Deus usou outras pessoas para mudar o rumo da minha história.


No dia seguinte, meu sogro entrou em ação. Através de um contato que ele possuía, conseguiu mobilizar ajuda para que eu finalmente recebesse a atenção necessária. Graças a essa intervenção, fui encaminhada para uma cirurgia de emergência.


A cirurgia aconteceu a tempo.


Os médicos constataram a gravidade do meu estado. Eu estava com septicemia e falência de órgãos. Quando penso em tudo o que aconteceu, não consigo deixar de refletir sobre o quanto estive perto da morte naquele período.


O mais impressionante é que, algum tempo depois, retornei à mesma unidade de saúde. Durante o atendimento, me perguntaram quais eram minhas alergias. Respondi normalmente e informei tudo com clareza.


Ao receber a receita médica, resolvi ler antes de sair.


E ali estava prescrito justamente um medicamento ao qual eu havia informado ser alérgica.


Naquele instante, um filme passou pela minha cabeça.


Se eu não tivesse lido a receita, o que poderia ter acontecido?


Esses acontecimentos me ensinaram que ninguém deve abrir mão de acompanhar o próprio tratamento. Ler receitas, conferir exames, fazer perguntas e buscar esclarecimentos não é desconfiança. É cuidado com a própria vida.


Hoje, olhando para trás, sinto gratidão por estar viva. Gratidão a Deus, ao meu sogro e às pessoas que cruzaram o meu caminho naquele momento tão crítico. Porque a verdade é que, sem essa ajuda, talvez eu não tivesse a oportunidade de contar esta história.


E isso é algo que nunca esquecerei.

Eu vou voltar a cuidar de mim.

Existem pessoas que ainda vou conhecer.
Existem lugares que ainda vou descobrir.
Existem sonhos que ainda vou realizar.
Eu sou mais forte do que imagino.

Tem portas que eu fechei, não porque nunca mais vou abri-las, mas porque quem me feriu, nunca mais deixarei entrar.

Vou continuar escrevendo,
continuar sonhando,
continuar encontrando
novos versos para você
Se eu te amo eu te poetizo
Se eu te poetizo eu te amo

⁠Vou rir com você, jamais de você.

Raridade de mulher.

Vou te falar, você é uma rara e especial mulher de verdade viu, é de uma inteligência, postura e atitude admirável viu rainha.

Mesmo fechando-me todas as portas, eu vou imaginar você aí.

Título: Protesto


Até quando eu vou ligar minha TV e ver mais um inocente morrer?
Até quando eu vou ver que, lá no morro, mais uma bala encontrou um corpo?
Corpo esse que sempre foi explorado e morreu sem dignidade, com seu sangue escorrendo no asfalto.
Até quando o negro trabalhador vai ser confundido com bandido e traficante?
Até quando o sistema da injustiça vai afastar o preto e pobre para a periferia?
Até quando eu vou ouvir os gritos de uma mãe que chora pelo seu filho?
Filho esse que o sistema julgou estar envolvido com coisas que essa mãe repudiou desde o início.
Sei que parece clichê, mas nem todo morador é do tráfico, pode crer.
Lá em cima tem um povo que luta pra sobreviver entre o esgoto,
Vive situações difíceis de se crer e ainda se ergue pra um futuro poder ter.
Tem gente que luta só no trabalho,
Outros ousam e, além do trampo, estudam no busão lotado.
Por isso eu te pergunto: até quando essa violência vai acontecer?
Quero um lugar melhor pro povo viver!

E mesmo com os olhos embargados, com nó na garganta, eu vou, eu faço. O meio não justifica o fim.

Para 2026, eu decidi que vou começar com o pé que me der vontade de pisar primeiro.
Não vou deixar de adquirir algo de quem gera milhares de emprego e renda e contribui ativamente para a economia Brasileira por causa da ignorância de ninguém.

Nunca pergunte quem sou
Não vou saber responder
Hoje sou uma pessoa
E outro ao amanhecer.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
04/08/2026

Flor Azul

Com a sinfonia da vida
vou seguindo delirante,
entre o barulho das cidades
e o perfume das plantas.

Vou triste pela estrada,
vou sonhando com o meu destino.
Vai na minha mão a flor azul,
que parece estar murchando...

Eu a quero tão bem
quanto quero quem me deu.
Essa flor guarda uma história
que, infelizmente, se perdeu.

A vida é assim,
nada é como se quer.
A minha Flor Azul está secando,
e eu, com ela.

Adeus, Flor Azul.
Adeus, meu amor.

“— Eu não te liguei,
e nem vou te ligar…
Não há porquê.


Somos dois chips
no mesmo celular:
mesma linha,
mesmo sinal,
mesmo querer.”

Além do Horizonte


Eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...


Faço tudo por você, não tenho receio...


Mas me diga, quero entender:
o que é que assusta tanto você?


É ser amado demais?
É viver um amor verdadeiro?
É todo o meu desejo?


Desculpa...
Já tentei sufocar,
diminuir, colocar menos intensidade,
burlar a realidade, só para te agradar...


Mas eu não consigo te amar menos que isso...


Não tenho controle do meu coração,
e eu vou além do horizonte pra te encontrar,
nas dobras do tempo e até no inconsciente...


Eu vou, só pra te buscar...


Mas não me peça para diminuir os meus sentimentos...


Não me peça para te amar menos.

Deixa eu ser do meu jeito!
Deixa eu vir sem filtro no peito!
Eu vou além dos seus conceitos,
Meu rumo é meu!
Meu mundo é imperfeito!

Vou porque ir é o meu destino, se volto, não sei, só a ida me faz peregrino.

Se um dia você me perguntar qual é a minha maior meta para o futuro, eu não vou falar de carros, dinheiro ou status. Vou falar sobre construir um lar onde nós possamos dobrar os joelhos juntas antes de dormir, agradecendo a Deus por mais um dia. Um lar onde o amor não seja sustentado por cobranças, mas por paciência, respeito, diálogo e pela certeza de que Deus nos uniu para somar, e não para competir.

Eu não sou perfeita, mas por você, por nossa família e, principalmente, por mim, faço questão de me tornar uma pessoa melhor a cada dia. Porque acredito que o amor verdadeiro não nasce da perfeição, mas da decisão diária de crescer, cuidar, perdoar e escolher permanecer.

⁠Quantas vergonhas a mais vou superar
Quantas opiniões eu vou enfrentar
Não me importa o quanto digam o quanto eu tô bem
Se minha cabeça diz pra ir mais além
Mas se eu parar só pra observar
Quantos defeitos e erros hoje eu vou achar
Na verdade eu acho que já olhei demais
Porque a imagem do espelho nem me conhece mais

- Espelhos