Votos de Felicidade aos Noivos
A primeira carta que você ganhou achou que era ruim,
Me lembra da sua indecisão por abri-la,
Me lembra do medo de ser uma partida,
A sua primeira carta assim disse você,
Me lembro como os dias de hoje, que você à recebeu toda assustada,
De fora, naquela noite estrelada,
Me lembro dos seus olhos quando viu,
Lembro do abraço que me deu, e das palavras que disse,
Sua insegurança por medo de lê-la,
Me lembro até das lágrimas que soltara,
Lembro-me de quando cheguei em casa,
Das mensagem que enviou, eu no fundo sabia que era algo muito bom,
Me lembro de você, da hora que fez para ler,
A sua primeira carta, escrita a mão, para as letras nunca serem apagadas,
Com amor,
Me lembro depois de ler, lembro da alegria que ficou,
Das lágrimas que desceram, lágrimas de alegria,
Me lembro, lembro do dia importante que foi,
E de te ver logo após,
Da sua alegria imediata sobre todas as palavras sinceras,
Lembro-me que está carta ficou guardada, ali debaixo do seu lençol,
Bem ao lado do seu travesseiro,
Você dizia que era o local mais seguro e que estava sempre perto de ti,
Lembro, do seu sorriso lindo, e dos olhos brilharem,
Do beijo doce, e do abraço apertado,
Digo a ti, que as palavras que estavam nela não se acabaram,
E que prevalecem até hoje,
Pois eu amo você pituquinha verdadeiramente, sinceramente, e simplesmente você.
O que trás a paz muitas vezes é estar na calmaria fora da agitação, longe das intrigas que nos tira a tranquilidade .
LEDO SONETEAR
O ledo sonetear, que gorjeia
o mimo no canto com doçura
na alegria o prazer murmura
e por entre magia serpenteia
O verso que a satisfação teia
é poesia com rima de ternura
formosura, tom feliz, ventura
criando odes de afeto, creia!
A cadência boa duma paixão
total, e sem qualquer lacuna
traz a sensação ao coração
Então, seja poética oportuna
com a mais afável satisfação
fazendo do amor, sua tribuna.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 julho 2024, 15’46” – Araguari, MG
Para se viver razoavelmente bem e consciente nesse mundo é necessário
compreender que estamos todos trincados.
A vida nunca irá ser plena por mais de alguns minutos. Com sorte algumas
horas.
Estará sempre trincada, rachada, interminada.
Alguém disse que (Talvez Rousseau) somos perfectíveis, mas jamais perfeitos.
Aceitar e conceber as trincas que permeiam o meu ser me permite ser. Ser por
vias mais leves.
Sobretudo por compreender que a rachadura é compartilhada por todos nós.
Cada um à sua maneira.
Costumamos olhar para as pessoas ao redor e, ao menos momentaneamente,
acreditar que são completas (acredito também que seja um sintoma acentuado
pelo mundo contemporâneo e as redes).
É fácil acreditar que uma determinada pessoa por ter ou conquistar determinado
atributo está completa, terminada. Seja um atributo, uma conquista ou até um
item de consumo (importante lembrar que as relações em grande parte também
são itens de consumo).
No entanto esse fácil engodo cai por terra ao perceber que somos todos
trincados, e alguns de nós, até efetivamente quebrados.
As rachaduras, tais quais uma impressão digital, em muito se parecem. Contudo,
uma análise mais detida consegue comprovar que nenhuma é idêntica com
qualquer outra. Cada ranhura, traço de linha, espaçamento, largura, sofrimento
e bons momentos, são únicos.
Saber que todos estão trincados, e às vezes quebrados, nos dá poder. A partir
disso é mais fácil compreender que está tudo bem. E ainda, olhar para os feitos
de outros sob uma nova ótica. Apesar de trincados, incompletos, imperfeitos,
foram capazes dos seus feitos e méritos.
Dessa forma, se outro trincado/quebrado foi capaz, então talvez você também
seja. No mínimo, não há muito que se comparar já que cada um se trinca e se
quebra em sua própria medida.
Trincados/rachados/quebrados mas com a perspectiva da leveza de que não há
fuga, está tudo bem.
Em alguns momentos, ainda, é importante compreender que pode estar “tudo
bem” dentro de uma doce medida de não estar tudo bem.
Por trás do véu da ilusão, eu descobri uma verdadeira paixão
Que é capaz de conquistar, com um lindo jeito de amar
Mesmo com poucos versos, escrevo sobre o brilho mais lindo do universo
Uma humildade e beleza sem fim, vc é o melhor que existe em mim
Com vc eu quero estar, enquanto minha deusa suspirar
Esse é o fim mais lindo que quero ter, a beleza de ter estado com vc
Acaso eu encontrei a dona do amor? Só posso crer que o destino me encantou
Quando seu beijo me encontrar, eternamente feliz eu vou estar
Com o carinho que ganhei de presente de vc, a perfeição eu pude entender
Ironicamente assim, sonhar com vc é o mais lindo que há em mim. Com essa poesia, saio de cena com alegria, sentindo a magia incrível que eu pude escrever, você é o sonho lindo que o homem mais sortudo do mundo pode receber🩷
Minha consciência se parte, em mil pedaços quentes,
Invasora das minhas noites, dos meus dias ardentes.
Como posso amar, se amor nunca recebi?
O que é o amor, se nunca o senti em mim?
Espero olhares, atenção, mas o silêncio impera,
Ninguém me vê, ninguém me espera.
Sou múltiplo, sou visões de cada ser,
Fragmentado, difuso, difícil de se perceber.
Quando me ergo, logo sou roubado,
Quando conquisto, sou invejado.
Tenho medo de mim, da minha própria mente,
Ela pode me ferir, me fazer inconsequente.
Temo a felicidade, essa névoa passageira,
Que pode ser falsa, efêmera e traiçoeira.
E o amor? Ah, o amor, uma dor que não entendo,
Feito de mentiras e interesses, um jogo que não defendo.
Verdadeiro amor é o que liberta,
Mas também acolhe quando a volta é incerta.
Felicidade, ilusão que o tempo tece,
Existe e não existe, como o tempo que nos enlouquece.
Não sei se sou feliz, se sou amado,
Mas sei que estou, em mentes espalhado.
Cada um cria uma imagem de quem sou,
Mas a verdade, essa ninguém alcançou.
Sou mistério, sou sombra, sou eco no ar,
Ninguém sabe quando vou, quando vou falar.
E para descobrir quem sou, quem me tornei,
Somente eu, talvez, jamais saberei.
"Silenciosa
Vem a noite fria
Que lentamente habita em meu âmago
E reclama um verso!
‒ Que pena! Não te tenho rimas.
Sou apenas miragem de uma vida!
Rindo… uma vez outra chorando!
Às vezes de um sonho
De uma canção
Ou de um gemido a devorar-me!"
Rogério Pacheco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Meu suor foi sangue ‒ tu nunca viste?
Meus sorrisos ‒ lágrimas ardentes!
Meu último abraço se faz remoto!
E aquele beijo ‒ eu já cuspi!"
Rogério Pacheco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"É a luz no precipício – atenta.
Nas brasas ardentes – somos tudo!
A verdade em chamas – tormentas!
É o arder de corpos – desnudos."
Rogério Pacheco
Poema: Ponto de fusão
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG
"Tenho nos olhos o brilho dos teus
E sinto teu corpo nu. . .
Minhas mãos maestras
Ainda com desejos de menino
Cumpre o teu sonho de sedução."
Rogério Pacheco
Poema: Conspiração de verão
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"No teu ventre meu corpo. . .
Silêncio – eu navego. . .
Entre calmarias e tempestades."
Rogério Pacheco
Poema: Conspiração de verão
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Num movimento lento e rígido
Teu sussurrar sem esforço
Hipnotiza o segredo
E faz o relógio do mundo parar."
Rogério Pacheco
Poema: Conspiração de verão
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Feitiço e encanto
São as tuas mordidas
Que curam as minhas feridas."
Rogério Pacheco
Poema: Amor fero
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Lua que brilha
Sol que me aquece
Noite que não se escurece;
Meu diamante, olhar esmeralda. . .
– Minha estrela guia."
Rogério Pacheco
Poema: Amor fero
Livro; Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Um chute no saco
Ou a lei do cangaço?
A morte com sorte
Com um tiro no peito
Religião do mais forte!"
Rogério Pacheco
Poema: Chute no saco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Um soco na boca
Do estômago vazio!
E um exame de sangue
De quem passa fome
E ainda exigem jejum!"
Rogério Pacheco
Poema; Chute no saco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Quarta-feira de cinzas!
Sexta-feira Santa!
Não se come carne.
E a única galinha do terreiro
Está na menopausa!"
Rogério Pacheco
Poema; Chute no saco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
"Vou pescar lambari!
No riacho…
Isto é…
Se ainda acho!
O lambari ou o riacho!?"
Rogério Pacheco
Poema: Chute no saco
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG
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