Voltei

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⁠REVIVESCER!

Rebobinei a fita da vida,
voltei a pouca idade,
nos tempos de felicidade
que por muitos anos vivi!
Foram tantas mudanças
nessas minhas andanças,
sem perder a esperança
de um dia voltar para aí,
andar pelos campos e pelas ruas
D'Alacilândia querida vilarejo onde cresci.
Quisera e pudera eu, fazer agora,
como o rio, a lua e a primavera,
e nunca mais sair daí.

Tino Máximo.

Macapá, Fev/2022.

Voltei, hoje é 30-08-2024
Gente, aconteceu tanta coisa, estou deitada no sofá de casa, e naqueles dias aaaa..
Não sei por onde começar
Gente, esse ano foi um ano de Renovo. Aprendi muito mais sobre Deus e aprendi, que conhecendo a mim, conheço mais sobre Deus. Eu e o Kenedy não estamos mais juntos, desde do ano passado, acho q setembro ou outubro mais ou menos. Ele começou a namorar esse ano, e o nathan q estava namorando, terminou e voltou pra minha vida, pra ser sincera, eu não tenho mais o mesmo sentimento por ele, mas o fato de querer tirar ele da minha vida, percorre nos meus pensamentos. Ele não quer namorar, e eu quero namorar com alguém que quer tbm, mas é difícil isso tudo. Vou ter que tomar atitude nisto.
Eu pedi demissão esse mês, eu voltei a fazer faculdade de Contabilidade presencial, passei para o Ead, por conta dos gastos. Enfim, vou ficar desempregada daqui um mês, e estou confiando esse projeto nas mãos de Deus. Eu não iria conseguir se não fosse Ele. Como eu pude ser tão tonta? Como pude demorar tanto tempo para Enxergar o verdadeiro Amor. Meu Jesus, não posso viver longe do senhor!
Mudei de casa tbm, e moro com meus pais, família toda, as contas aumentaram, tudo né kk, fases difícil, mas estamos juntos, e eu amo a presença deles aqui. De todos, claro q tem algumas partes complicadas, mas tá bom kkk
Continuo na academia, e evolui bem Graças a Deus!

Me despedi do ontem, encontrei meu hoje e voltei a acreditar no amanhã.

Refúgio


Voltei a desenhar, traços de dor
Para os olhos alheios, pode ser amor.
mas quem sabe a verdade vê além da beleza
É um grito de socorro, uma frágil certeza
Cada linha que traço é um grito contido
um sussurro da alma em desespero perdido,
nos dias de sombra, a tristeza me guia
e nas lágrimas secas surge a melodia.
Minhas mãos se movem como um dançarino
retratando o caos que habita o destino
O lápis desliza em meio ao tormento
criando paisagens de um profundo lamento.
Ricos detalhes nascem da minha ruína
A beleza do triste, a arte que ensina.
Pedir ajuda é um peso que sufoca e enlaça
afundo na mente onde a esperança se esvazia e passa
Cada traço é um grito que ecoa no escuro
Um retrato de vida que revela o futuro
Mas na fragilidade dos sonhos desfeitos
encontro a força nos meus próprios defeitos
A arte é meu refúgio, meu abrigo sutil,
Um espelho quebrado que reflete o perfil.

Todas as vezes que fui naquele lugar,
foi com um pretexto de te encontrar!

Quantas vezes voltei triste decepcionada,
porque você não estava lá.

Não era o lugar
era você...


..

Acordei pra te ver
e você não tava
voltei a dormir...
Te esperei nos meus sonhos
e você não veio
então acordei...
E fico nesse dorme e acorda
até você, distraido que é,
me descobrir.

Hoje o dia amanheceu cinza, e o silêncio me fez pensar…

Voltei ao passado, com lembranças que antes estavam apagadas. Tempo em que tudo parecia claro e calmo, foi onde cheguei a conclusão de que nada é esquecido por inteiro, mesmo as coisas mais rudes, elas ficam lá, guardadas bem no fundo da nossa caixinha de memória e basta uma coisa para lembrar, pode ser uma música, ou até mesmo o clima do tempo.

Sorte a nossa, podemos reviver momentos e relembrar histórias! Que mesmo distantes estão tão próximas da gente, eu me lembro bem de quando tinha apenas 16 anos e tudo era novidade, o sorriso que fitava no meu rosto com cada coisa nova que me era permitida, sentia um sensação gostosa em saber que novos ares, e responsabilidades estavam vindo, hoje sinto que já não irei viver isso novamente, mas posso reviver com o fechar dos olhos.

Me trás tanta alegria saber que nossa mente é algo tão divino, podemos viajar para onde quiser, sem permissões, sem conselhos, livres de qualquer especulação. Aqui dentro não existe esquecimento, é só pensar e pensar, que logo encontramos o que queremos: Velhos amigos, histórias tristes e alegres, o primeiro beijo, o antigo amor, aquela pessoa querida que já se foi, o café da manhã feito pela vovó, os domingos de feira com o meu avô… Tanta coisa linda que passou, e saudades deixou.

Quero no espaço solta, livre, gritar feito louca, fugir, sair e dizer enfim: estou feliz, voltei pra mim.

⁠Voltei a beber só, nunca deveria ter deixado. Não tenho atratividade para reunir bons amigos em um dia incomum, principalmente em chamá-los para beber e conversar besteiras que fazem bem.

Eu estava bem quando bebia só, pois não criava vínculos com ninguém, ouvia minha música, escrevia versos que só o meu ego elogiava, chorava, revia fotos antigas e de pessoas queridas que já se foram, um oásis a meu gosto.

Mas não tenho raiva e nem rancor das pessoas, cada um faz o que quer e o que gosta e deve está com quem se sente bem, o problema não está no outro, está em mim!

Então, que o destino me deixe comigo mesmo, também sou feliz assim, e hoje recomeço a timidez das antigas e de minhas infindas tardes incomuns ao beber trancafiado em meu escritório em um dia de segunda ou quarta-feira, como se o mundo lá fora desmoronasse.

Mas, no final de tudo eu me sinto feliz pois tenho a certeza que receberei uma mensagem: "está com quem aí, está bebendo?", minha mãe - como essa indagação me faz bem, pois ela pensa que tem um filho normal...


28/04/2021 - quarta-feira, mês de esperas!

Depois de tantos anos, voltei a me sentir vivo.
Observei ao longe os pássaros que cantarolavam,
o vento suave que acariciava meu rosto
e secava as lágrimas que teimavam em cair.

As árvores balançavam com uma beleza perfeita,
as flores espalhavam perfumes pelo ar,
a lagoa refletia o brilho do sol,
enquanto os peixes nadavam livres
e os patos deslizavam serenos sobre a água.

Ao fundo, um pescador trabalhava em silêncio,
e, mais perto, uma garota sorria, brincando com seu cachorro.
A natureza abafava todo o ruído da cidade,
e a paz que reinava naquele instante


me fazia redescobrir a vida.⁠

Eu voltei pra casa. Eu fui embora.
Era 17 de fevereiro; de outubro.


Tudo tão bom,tão perfeito; será que ainda dá pra consertar e colocar tudo no lugar?


Que paz imensurável; não aguento mais pensar nisso


Amizade mais que perfeita; se eu soubesse,não esperaria por sua volta.


Eu quero viver pra sempre aqui; nunca pensei em querer abandonar tudo.


Pra sempre eu e você; não tenho mais você por perto.

Tempo Perdido
Andei, caminhei, rastejei, guerriei
Cai, venci, perdi, voltei só tempo
Revela, destampa, oráculo da vida
Olho o que fui e agora...
Tardio tempo, talvez não tenho
Corro contra ele
Não tenho mais o tempo
Quero viver, não quero morrer
Mas não tenho mais o sentido da vida

Estive tão só até te encontrar. Estive tão triste que ultimamente tudo é motivo de riso. Voltei para o mundo, me encontrei. Você trouxe luz e a acendeu em meio a escuridão que existia em mim. É tão bom te ter.

fui embora


de mim


e voltei
casa

Foi uma promessa
Não iria mais amar
O acaso me trouxe
Um novo momento
Voltei a acreditar
No amor...
No que nao posso ver
Mas tive medo
De novamente
ter meu coracao ferido
Tive alma machucada
E fugir foi a saída
Um dia você chegou
E delicadamente
Foi me curando
Me enchendo de paz
Quase te deixei partir ...
Por estar despedaçada
Voce me juntou ...
Tomou conta de mim
Tua luz foi tao forte
Acendeu meu sorriso
Escreveu em mim
O poema mais bonito
Me mostrou
O amor mais lindo
Que eu conheci
Meu doce anjo
Por você me ponho
a contar estrelas
Vejo meu mundo
Agora mais bonito
Eu te amo ...Seu amor
Me salvou de mim...

Ela não mudou nada, e eu? Eu voltei.
Mas tal como um espelho estilhaçado, continua sendo um espelho, mas não o mesmo que já foi, e nunca vai voltar a ser.
E isso me frusta de uma forma imensurável. Eu odeio o jeito no qual eu me tornei depois dela.

[...] naquela noite, voltei o mais rápido que pude, precisava de conforto pra expor todas as lagrimas que dentro de mim se retorciam para sair. Como num passe de mágica, em somente alguns minutos, a rainha havia sido pega pelo pião, e o jogo acabou antes mesmo de um "check". Desolado e reprimido, voltei como muitos voltam para suas casas e famílias, em busca de um incessante porquê. [...]

⁠Memórias de um Lugar
Voltei a um lugar cujo nome eu sabia,
Mas ele já não me reconhece.
Hoje eu diria apenas um oi
Antigamente,
Eu falava sem medir as palavras.
O quarto antes cheio de cor,
Hoje parece estar vazio.
Sinto falta dos meus sonhos,
Do jeito que eu acreditava neles.
Sinto saudade das luzes da cidade,
Dos vagalumes á noite.
Das ruas cheias de vozes
Que agora parecem estar caladas.
Voltar não foi reencontro,
Foi perceber que não sou mais o mesmo
Que ja não cabia.
Que algumas coisas não se perdem
Apenas deixam de esperar.

Voltei-me assustada. Ninguém! Apenas o encarvoado das fachadas e o azul invisível do céu a cair sobre mim.

Capítulo — O dia em que eu voltei para mim


Conheci um homem insuportável.
Daqueles que chegam ocupando espaço demais, falando alto demais, confiantes demais. Metido a bom, metido a malandro, metido a conquistador. Um tipo que acredita que o mundo responde quando ele chama.


Um dia, ele me segurou pelo braço. Não forte o bastante para doer, mas firme o suficiente para marcar. Olhou dentro dos meus olhos e disse, como quem anuncia um destino já escrito:
— Eu vou casar contigo.


Eu ri. Ri com desprezo, com ironia, com a segurança de quem ainda se pertence.
— Boa sorte.


Ele insistiu. Meses de insistência. Flores que eu não pedi, chocolates que eu não quis, convites para cervejas que eu sempre recusei. Havia algo nele que me irritava — talvez o reflexo de uma fraqueza que eu ainda não reconhecia em mim.


Até aquela noite. Festa na casa de um amigo em comum. Música alta, copos cheios, corpos soltos. A conversa veio fácil, o riso também. Dançamos. Bebemos. O tempo escorreu entre uma música e outra. E, sem que eu percebesse, ele deixou de ser insuportável. Ou talvez eu tenha ficado cansada de resistir.


No fim da festa, ele me levou para casa. O beijo aconteceu como acontecem os erros importantes: sem alarde, mas com consequência. Algo se abriu em mim. Um lugar que eu não sabia que estava vazio.


Depois disso, viramos presença fixa na vida um do outro. Onde eu estava, ele aparecia. Onde ele ia, eu seguia. Não era amor ainda — era fusão. Confundimos intensidade com destino. Ele me contou seus sonhos, seus medos, suas faltas. E eu enxerguei ali uma saída. Um novo lar. Uma direção. Não percebi que estava apenas trocando de jaula.


Casamos quando eu tinha vinte anos. Ele, três a menos. Justo eu, que sempre procurei homens maduros, me entreguei a alguém que ainda não sabia ser. Vivíamos para o trabalho, para o cansaço compartilhado, para o futuro idealizado. Tínhamos um sonho comum: melhorar de vida, vencer, chegar lá. Nunca paramos para perguntar onde era “lá”.


Três meses depois do casamento, veio a notícia. Um bebê. Uma menina.
A alegria veio acompanhada do medo, pesado como pedra no estômago. Éramos jovens demais. Inexperientes demais. E, silenciosamente, sozinha demais.


Ele começou a se afastar antes mesmo do corpo dela crescer dentro de mim. Barzinhos, ausências, desculpas. Eu crescia por dentro e encolhia por fora. As consultas de pré-natal eram minhas. O medo era meu. O futuro, também.


No dia em que minha filha nasceu, eu procurei por ele com os olhos cheios de dor e esperança. Não estava. Só conseguimos achá-lo por telefone, quando já era tarde demais. Minha filha já respirava fora de mim. E eu, ali, entendia pela primeira vez o que era parir sozinha.


Trabalhava das cinco da manhã às sete da noite numa escola integral. Minha sorte era que minha filha ficava na creche da própria escola. Saía empurrando o carrinho, caminhava quilômetros com o corpo exausto e a alma em alerta. Chegava em casa e fazia comida. Marmitas. Banho. Mamadeira. Silêncio. Dormia para sobreviver. Acordava para repetir.


Os anos passaram. Quatro. A vida melhorou financeiramente. Mudamos para mais perto do trabalho. Cem metros. Conforto. Aparência de estabilidade. Mas por dentro eu já sabia: algo estava apodrecendo.


Descobri a traição numa tarde comum. Enquanto eu sustentava a casa, criava nossa filha e me anulava, ele me traía. Não foi o ato que doeu mais. Foi o espelho. Eu tinha me tornado exatamente o que mais temi: uma mulher vivendo a vida que não escolheu.


A ficha caiu com violência.
Minha mãe. A casa. A renúncia. O silêncio.


Arrumei as malas. Só roupas. Minhas e da minha filha. Nada mais importava. Enquanto dobrava tecidos, ele chegou. Olhou, riu, debochou, com a arrogância de quem se acha dono:
— Você me ama demais. Não vai conseguir ir embora. Você não vive sem mim.


Ele trocou de roupa e saiu, certo da minha desistência.


Mas eu fiquei.
Terminei de arrumar tudo. Peguei minha filha no colo. Abri a porta.


E fui.


Nunca mais voltei para ele.
Mas voltei para mim.


Minha alma respirava. Meu corpo tremia. Meu espírito gritava, sem medo, sem culpa, sem volta:
Liberdade.