Voltei
Você leu minha sorte
Eu voltei pro norte na tarde de um dia
A cigana me disse: “Esse amor já é seu”
Mas não foi nada disso, cigana, o que aconteceu
Houve..
Houve um tempo em que
Me voltei por completo
Na sua direção. Fui
Inteiramente todo seu.
Hoje, já não lhe vejo
Nem nas entrelinhas
Das minhas escritas.
Passamos...
Me perdi no abismo e voltei
Teu amor diminui minha vontade de querer morrer
Teu abraço é como um terapeuta que vem socorrer
Todos os medos que eu guardo mesmo sem querer
Estou te esperando na calçada
Bem em frente a sua casa
Nessa bela madrugada
Vamos sentar nesse meio-fio
E tentar encontrar a estrela D'alva
E esquecer que segunda feira no caso amanhã já tem aula
Teus cabelos arco-íris
Me travou e me enlouqueceu
Mais perfeita que as canções de Beethoven, Mozart, Orfeu
Deusa dos meus sonhos, versão feminina de Morfeu
Labirinto de Dedálo que meu coração se perdeu
Me perdi no abismo e voltei
Teu amor diminui minha vontade de querer morrer
Seu doce colo
Sonhei que voltei no tempo
E realizei meu maior desejo…
Deitei-me em teu doce colo
E recebi um beijinho teu…
E apenas sussurrei: “Minha mãe!”
De repente, duas lágrimas de felicidade
Escorreram de meus olhos…
Acordei, voltando ao meu tempo…
Não mais senti o teu doce colo,
Não mais senti o beijinho teu…
E apenas sussurrei: “Minha mãe!”
De repente duas lágrimas de saudade
Escorreram de meus olhos…
Meu navio saiu do porto carregado de bagagens. Negociei com a vida e voltei de velas ao vento. Nos bolsos nenhum vintém, na alma a sensação de paz!
Se pra você essa balança comercial não fecha, vale o conselho: "Nunca misture a ida com a volta".
Adriribeiro/@adri.poesias
Orgulho e Pena
Novamente nos despedimos com um beijo no rosto e um abraço.
Novamente eu voltei sentindo um misto de orgulho e pena de mim mesmo.
Orgulho, pois, novamente, eu resisti a todos os meus impulsos, sentimentos e desejos e não a beijei como um louco inconsequente. Garanti que as coisas continuem da forma que estão, o lugar seguro, a sua amizade.
Pena, pois, novamente, me acovardei, não tive a coragem necessária para tomá-la em meus braços e beijá-la como um louco inconsequente, não falei sobre os meus novos e não planejados sentimentos. Não me dei a oportunidade ou o direito de estar apaixonado pela primeira vez na vida. Não nos dei a chance do talvez.
E como poderia?
Como eu poderia arriscar o que temos por um sentimento possivelmente unilateral?
Talvez ela me perdoasse por um movimento impulsivo e não retribuído. Mas eu, eu jamais me perdoaria.
Novamente luto com meus demônios em silêncio e sozinho. É uma batalha que ainda estou ganhando, embora não saiba ao certo até quando.
Chego a desejar o dia da minha derrota.
A outra
Voltei a ser a outra...
cansei desta que todo mundo vê...
assustada, desesperançada
da vida esperando nada.
Voltei... do meu avesso fiquei.
Nas mãos um monte de sonhos
estranhos...
esperando o dia chegar...
a noite sem fim acabar.
Voltei a ser a outra...
esperança não tenho pouca...
dessa vida... que coisa louca...
espero com uma esperança louca
que me dê não coisa pouca.
Sonhos demais?
Nunca olhe pra trás...
a vida é a vida que você faz.
Cansei de ser a outra
com as mãos vazias
esperando o dia
e ver o que ele preparou pra mim...
Esta outra encontrou seu fim.
Aquele dia só fui deixar uma lembranças
Voltei chorando .
Mais as lembranças ficarão me lembrando .
VOLTEI A SENTIR
Eu voltei a sentir as coisas
voltei a ser humana
agora estou aqui de novo
me escondendo dos demônios
agora tenho medo
agora passo mal
agora choro
agora sinto tudo isso de novo
o que fazer quando tudo é
Somente erros do passado?
Como consertar tudo isso?
se nem forças pra andar tenho.
Como discordar de tudo isso?
Eu nasci pra ser usada e humilhada
não sou uma estrela cadente que brilha no céu
devo ser mais uma planta que as
pessoas pisam enquanto andam
eu não posso sentir tudo isso de novo
isso vai acabar comigo, não vou suportar.
Saí do meu labirinto interno e voltei a ver a luz que me convidava ailuminar
outras vidas.
ELE ME TIROU DE LÁ
Em textos e prosas rasas me encaminhei,
e na pausa desses sonhos e devaneios atona voltei,
Para a alegria outrora tido como certa ser detida, e os passos da verdadeira senhora alegria se apresentar em seguida.
Ela não me deu trela
Então eu voltei pra casa só
Ela não me deu trela
Então desse jeito deve ser melhor
Enfim, outrora, voltei para casa.
Silêncio, estou ouvindo o desejo súbito dos meus olhos.
O socorro sendo clamado.
E então, voltei para o campo de girassóis.
Derrepente, arames farpados envolvem meus tornozelos e sobem em direção a minha garganta, sufocando-me até a morte.
Em um piscar de olhos, estou no mar de palavras rasas.
Me afogando com minha própria necessidade de querer algo mais profundo onde não há espaço.
Colido.
Abro os olhos, o ar volta aos meus pulmões.
Eu estou bem.
Até isso repetir-se novamente.
As pessoas perguntam se eu voltei e eu não tinha uma resposta para dar ainda. Mas agora eu tenho. Eu decidi que eu estou de volta.
Todas as vezes que me ajoelhei e chorei diante de DEUS e pedir sua ajuda me levantei e voltei sorrindo, mas quando me dirigi a uma pessoa pedindo ajuda voltei chorando e oprimida.
Já morri no inverno
E voltei no verão
Lapsos de memórias
Da mais pura ilusão
Dos dias difíceis
Da felicidade forjada
Da solidão na multidão
Na verdade sozinho estava
E a escola da vida dava mais uma lição
Do que adianta um mar de gente e viver na solidão.
Foi por você que voltei a escrever.
A nossa história dar-me inspiração para fazer.
Pequenos versos para você.
Pós escrevendo consigo voar.
Fecho meus olhos começo a sonhar.
Lembrando de cada detalhe como não amar.
Inclinei-me na perscrutação de todos os segredos do Universo e voltei a minha solidão, invejando os cegos que encontrei pelo caminho da vida!
Procurei, procurei tanto que em meio a desvaneio viajei a seu tempo,
Voltei ao classicismo, onde os campos são belos, a paisagem é perfeita,
E o sentimento é puro, verdadeiro, carpe diem,
Li inumeros poemas a fim de me recordar o que um dia passou em sua mente,
Procurei, procurei tanto que me perdi a tantas maravilhas que passou pela minha cabeça
Retornei na época que a vida sorria para nós, a paisagem, nosso melhor aliado,
As coisas simples e belas que regem tudo isso agora,
Procurei em muitos lugares, eis que digo que nada foi em vão.
Procurei, procurei tanto, pois uma surpresa queria lhe fazer,
Regressei a um tempo que me orgulho, tempo de calmaria,
Tempo de esquecer tudo que nos afeta e nos entristecem,
Não escrevo como os poetas a quem me inspiro,
Mas escrevo poemas a quem me inspira,
Procurei, procurei tanto, que dessa procura, fiz esse poema para ti.
