Voce vai ser pra Sempre
O AVESSO DO RASCUNHO
(Entre marcas de expressão, a liberdade de ser essência lapidada)
Ontem, eu era um rascunho mal traçado. Hoje, quando olho no espelho, vejo marcas de expressão, rugas e fios brancos que sinalizam: sou uma sobrevivente de um passado que marcou e machucou, mas que também me fez feliz. Tive minha evolução!
Na tela do celular, distraio-me brincando com as letras até formar minha poesia e os escritos que quero deixar como legado — para que se lembrem de que minha essência, agora lapidada, permanece. Entre uma rolagem e outra, observo o sol que parece ser de plástico, enquanto rego, com lágrimas secas, o meu próprio caos.
Vivo num mundo caótico onde a esperança se renova a cada adormecer; pois é no sono que, desprendida da matéria, sou totalmente liberta.
Lu Lena / 2026
Viver o luto de entes queridos é como ser uma alma flutuante em um corpo oco
— totalmente sem direção.
Lu Lena / 2026
A CHAMA QUE NÃO SE APAGA
Quem trata a esperança como vela morre no escuro; ela tem que ser incêndio para que ninguém ouse chegar perto e tentar apagar.
Lu Lena / 2026
ALMA DE PLUMA
(A arte de se tornar leve para ser conduzido pela vida)
Refunda tua alma nesse barro chamado Terra, em formato de uma pluma, para que tenha leveza e possa flutuar no céu e Deus soprar aos ventos o teu nome quando a tempestade for anunciada...
Lu Lena / 2026
O VOO DO SER
(Entre o sopro e a luz)
Sou como uma nuvem passageira,
Sem forma fixa, sem peso ou chão;
Voo livre que separa o tempo
da finitude.
Nesse toque divino me desfaço,
Desprendo-me das amarras de quem julguei ser,
Deixando o ego perdido
Para um novo sentido poder florescer.
E finalmente, dentro dessa luz, me encontro,
Pois no ponto mais alto me liberto
Dessa impermanência no infinito.
Lanço um suspiro ao campo estelar que sorri para mim,
No sopro que acabo de soltar.
É nos dedos de Deus que me encontro,
Como um verso escrito em pleno ar,
No silêncio que desata esse nó da existência
E me ensina o segredo de apenas estar.
Lu Lena / 2026
A ARTE DE SOLTAR AS ÂNCORAS
(Entre o conforto da companhia e a liberdade do ser)
Observei, olhando para o horizonte, o sol ao longe e pensei na lua. Mesmo distantes, nunca se encontram. Foi então que veio esta reflexão: como a presença do outro, aos poucos, pode nos fazer desaprender a caminhar lado a lado, sem perder o próprio eixo?
Ser independente é garantir que, caso todos os outros partam — seja vínculo familiar ou não —, teremos a nós mesmos. Isso quer dizer que devemos ser livres e não depender de ninguém. Às vezes, essa dependência surge porque o outro facilita nossa vida e nós nos acomodamos. Passamos a nos aproximar, ou nos deixar aproximar, por essa escolha — ou melhor, por esse comodismo de estar sem agir.
Essa conexão inconscientemente passa a ser: "por favor, me preencha, mas saiba que sou completo; caminhar ao seu lado me dá segurança, mas sei que um dia terei que me libertar". Porque, no fim das contas, nascer e morrer só nos lembra que somos essências únicas e responsáveis pela nossa caminhada. Afinal, a liberdade reside em saber soltar o que prende e permitir que flua, com leveza, tudo o que a vida nos entrega.
Lu Lena / 2026
O INTERDITO DO SER
(Quando a resiliência se torna uma cela invisível.)
Muitas vezes possuímos a força necessária, mas enfrentamos circunstâncias tão adversas que nos retiram o direito ao sentir; há uma interdição externa que nos nega essa permissão.
A vida vai passando, e os ponteiros do relógio parecem cavalos selvagens correndo na praia deserta, com sede urgente de um oásis. São como os dias que nascem e morrem: às vezes nos exigem o encilho, mas em outros nos negam o fôlego.
Então, erguemos castelos de resiliência sobre terrenos movediços, dunas disformes e mares agitados. Sob o peso do dever, os ombros aprendem uma postura que não admite o tremor.
Temos, inevitavelmente, a força — essa força bruta, quase descomunal, que nos mantém de pé quando tudo ao redor desmorona. Mas é uma força solitária que ninguém vê; só a gente sente e observa, desprovida de alento.
As circunstâncias são como carcereiras invisíveis que impõem o silêncio aos nossos afetos. É a pressa do mundo, o rigor do papel que desempenhamos, a interdição de quem nos olha esperando apenas a solução, nunca o cansaço. O mundo nos aplaude a armadura, mas ignora a pele que pulsa por baixo dela.
Negam-nos a permissão. Dizem que o sentir é um luxo para tempos de bonança, um desvio de rota para quem tem pressa em chegar. E assim seguimos: fortes por fora, mas com um deserto de palavras não ditas por dentro. Pois a dor que não encontra o direito de ser sentida não desaparece; ela apenas se acumula nas frestas da nossa estrutura, esperando o dia em que a força, finalmente, se canse de ser apenas pedra e reivindique o seu sagrado direito de pulsar.
Porque a vida, tal qual uma vertente de rio, não foi feita para ficar represada em armaduras; ela nasce para contornar obstáculos e, enfim, desaguar no sentir.
Lu Lena / 2026
O SOM DAS CASCAS SOB OS PÉS
(Os desafios invisíveis da maternidade atípica)
Ser mãe atípica é viver em um território de incertezas: nunca sabemos quando o vento da crise vai soprar, mas sentimos quando ele balança o nosso chão.
É caminhar constantemente sobre ovos, sentindo o estalo delicado de cada um sob os nossos passos. Viver nesse universo é desafiar a lógica: é tentar acolher as cascas que se esfarelam e montar um quebra-cabeça cujas peças parecem ganhar novas formas a cada dia.
Não há trégua, não há mapa. Resta-nos o silêncio das lágrimas que secaram, enquanto aguardamos, com o coração alerta, o próximo estalo.
Lu Lena / 2026
O RASCUNHO DO CRIADOR
(Para encontrar a essência no solo fértil do ser)
Mergulho dentro de mim mesma e fico submersa. É um mergulho vertical em busca do âmago da minha própria essência. Deixo que o sopro do destino me direcione para o caminho que o Criador rascunhou e soprou ao vento, desde que eu era semente plantada em solo fértil e germinei raiz, esperando a floração.
Lu Lena / 2026
Limitações:
O rio precisa das margens para ter direção; o ser precisa de fronteiras para ter forma.
Não há liberdade sem resistência, nem personalidade sem delimitação.
FRONTEIRAS DO SER
Somos a intersecção criativa entre o que carregamos e o que nos cerca. Os limites não nos aprisionam, são eles que nos permitem existir como únicos.
PROPAGANDA
A melhor propaganda é aquela que nos faz esquecer que estamos a ser convencidos. A TV torna-se no próprio écran.
O papagaio não fala porque quer ser humano; ele fala pra lembrar ao homem que até o eco pode ter alma.
“O enigma não nasceu para ser decifrado — sua essência é lembrar ao mundo que certas verdades só se entregam a quem ousa atravessar o mistério.”
“Ser pobre é ser vencido pelo sistema antes mesmo de ser atendido: a dor sangra, a fila congela a vida, e a esperança aprende a pedir desculpas por existir — enquanto a cura continua sendo privilégio de quem pode comprar pressa.”
“A maioria das pessoas passa a vida tentando ser entendida; eu passei a minha tentando não me trair — e foi assim que descobri que a solidão também pode ser uma forma de vitória.”
“O eclipse não apaga o sol — apenas lembra ao mundo que até a luz mais poderosa pode ser coberta por sombras… mas nenhuma sombra tem força para ficar para sempre.”
"Estar molhado não é ser vulnerável, é estar revestido pela única força que atravessa a rocha sem usar a violência; é a prova de que o que é fluido sempre vence o que é rígido, pois a vida só acontece onde a resistência se dissolve."
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