Voce vai ser pra Sempre
A inteireza do ser é rara; antes de tornar-se inteiro, quase todo ser precisou recolher seus fragmentos e refazer-se.
Vou Ali ser Feliz.
Vou ali, a felicidade me sorri do outro lado da rua, cabelos soltos ao vento, cachos esvoaçantes, sorriso de luz na boca e um abraço apertado que me cabe dentro.
Ela me acena, faço leitura labial e leio
Um pedido para o amor.
Estou indo, atravessando por desilusões,
por amores interrompidos.
Caminho, não na certeza, mas na esperança de novamente ser feliz.
Vou ali, a felicidade estendeu as mãos.
É um bem querer.
Que beira um quase amor.
Pode ou não ser, se desejar
Deixe acontecer.
Os braços estão aqui, abertos.
A espera do encontro que nunca aconteceu.
Quem perdeu, eu ou você?
Acho que perdemos "nós".
No tribunal da verdade interna, o que define um ser não é o seu patrimônio externo, mas o brilho da sua virtude e a transparência do seu afeto.
SER OU NÃO SER
É o luxo do lixo,
A capital no interior
A bela na esquina
O riso de amor
É a seca lavada
Que chuva não quis
Uma alma largada
Perfume de anis
A metade de um dia
O clarão do luar
O sentir da saudade
O chão para voar
Um sentido sem veia
Uma razão que se deu
Os convidados para a ceia
O vasto espaço do céu.
É um pouco bastante
Largado sem mais
É a vela erguida
Partindo do cais.
Vida inteira ligeira
Sem fim de contar
Língua doce sujeita
Rápido jeito de amar.
É a frase perdida em verso,
A expressão salutar
Caminhos cruzados de alerta
Ardente magia, o limiar
Flores que perfumam o hoje
Cética cadência do amanhã
Culpado inocente implora
Mãos com toque de hortelã.
Valei-me a prece que rogo
Dizer-me-ia a alma, terror
Livrar-me da vitória, o jogo
Salvar-me-ia o nobre senhor.
É o peixe afogado nadando
Ave que caminha no ar
Guerra sem arma ou soldado
Dormir sem precisar levantar.
O sossego apegado ao nada
Poesia dita sem dizer
Resquício do suco amargo
Jardim guardado no ser
Ser sem saber o que será
Sendo suficiente, o bastante
Acesa na eternidade, a vela
Incendeia pra sempre seu instante.
(Júlio Raizer)
Estrada
Ela vem sem graça
Pode ser grossa
Cheia de graça
Não fica na fossa
Ela vem com graça,
Solta o sorriso
Levanta o inferno
Virou paraíso
(Júlio Raizer)
A Noite Além
A noite deseja ser a senhora da madrugada, sem saber que ela é o vácuo entre os dias.
Aflita, acolhe sua alma.
Adormece, numa estepe crua e semovente.
Voando, persegue seu trauma.
Inquieta, busca cobrir com seu manto, as lamúrias da fenda passageira.
Não celebra a paz, não celebra a guerra, não celebra.
Céu ébrio, vulto perdido.
Sombras acalentadas numa imensidão soturna.
Sabores em desmérito, cores do além. (Júlio Raizer)
Será que era?
Imaginando ser amor,
Baseado na proximidade,
No carinho, no cuidado
Com as palavras.
Caminhei na direção dele (amor),
Chegando lá, me vi só.
Éramos apenas eu e as
Minhas projeções baseadas
Em minhas crenças.
Mas, sempre desejei lá te encontrar.
Eu, você e o amor.
Ser marionete pode ser conveniente; ignorar a Constituição — como fazem alguns que claramente faltaram às aulas de Direito Administrativo e Constitucional — é no mínimo curioso. No fim, a Constituição e quem a respeita saem vencedores.
Aquele que almeja alcançar pleno êxito há de ser paciente, e nunca se precipitar em conclusões abruptas.
Um rei que desce do trono, é humilhado, somente para tornar outras pessoas reis, poderia ser considerado apenas mais um rei?
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
Ser luz não é vencer a escuridão —
É coexistir com ela até que ela mesma perceba que também é feita de luz.
FORTALEZA - 300 ANOS - Homenagem
Fortaleza completa agora, trezentos anos, e como é bom ser uma parte de sua história, as paredes do nosso tempo, atravessamos… o seu teto infinito e estrelado, assistiu o meu primeiro choro quando nasci, testemunhou dos meus primeiros passos às quedas que algumas vezes vida à fora, sofri… Depois, toda minha trajetória nesta cidade que com amor, cada filho meu recebeu, eles cresceram e bateram as suas asas, no meu canto permaneci, aplaudindo suas vitórias! E sempre percebendo o quanto Fortaleza, também cresceu.
Conheci tantos lugares! Tantas outras cidades do meu Brasil, tantos voos e paisagens que não me pertenciam, alguns dos sonhos que alimentei bem ousados, carregados de loucas fantasias, irreais, sonhos desenraizados! Nada seria em definitivo, foram pousos e estadias com um tempo mentalmente determinado… os nossos destinos, hoje sei; Totalmente predestinados.
Em alguns dos voos, na maioria fui feliz, outros voos com algum propósito, ou muitas desilusões, por este mundo à dentro, tropecei nos íngremes caminhos em busca de uma fúlgida felicidade, porque algumas certezas, só alcançamos (alcancei) com o passar dos anos, mas sempre, sempre, por onde fui, o meu amor pela minha terra, os meus pensamentos, sempre do tamanho da minha saudade na mesma dimensão de Fortaleza, a minha querida cidade!
Fortaleza de mar imenso, esplêndido! Feito a poesia viva com suas ondas jogadas pelas areias quantas vezes testemunhando as minhas loucuras, e também realizações e inesquecíveis alegrias… Fortaleza banhada de sol à iluminar o brilho nos olhares dos sonhadores, dos poetas, dos seus ilustres filhos, e dos bravos pescadores.
Fortaleza, à acalorar a vontade de vencer, de viver, e dentro de mim, nunca morreu essa profunda conexão, das coisas que construí e de alguns sonhos que eu mesma por inexperiência destruí, e assim fui construindo as minhas memórias, traçando os meus caminhos, no seu chão… e por onde eu andei, foi sempre para ti que quis voltar, e aqui quero enquanto viva ficar… e aqui morrer. Guardo de ti minha Fortaleza esplêndida, as melhores coisas que já vivi, as tuas ruas, os teus recantos, conheço e caminharia de olhos fechados, o que foi antigo e o que foi modernizado.
Aqui todo meu sentimento de gratidão e amor, quando te vejo em fotografias e te penso de longe, é sempre para você minha cidade amada, que eu quero voltar, aqui onde a lua cheia tem mais brilho, onde o mar é mais azul, e a linha do horizonte aponta lugares, eu até quero conhecer, porém sei que aqui é o meu melhor lugar, prometo à minha alma, Fortaleza, que nunca nunca irei te deixar.
O destino ambicioso do Poeta
Ele nasce para Ser,
vive para Escrever,
morre para ser lido,
renasce sem nunca ver
e torna-se eterno sem nunca saber...
Ele nasce com o verbo latejando nas veias,
a alma em chamas de dizer o indizível,
vive entre o gozo e o abismo das palavras,
sangra no papel como quem se oferece ao tempo.
Morre quando a tinta seca,
mas o eco de sua febre permanece.
Renasce em cada olhar que o lê,
sem jamais saber que ainda pulsa
na carne do silêncio dos outros...
Ele vem ao mundo com um sopro de eternidade,
vive escrevendo para compreender
o próprio mistério.
Morre deixando rastros de si em cada verso,
renasce no coração de quem o lê,
e permanece, suave e invisível,
no murmúrio das páginas que o guardam...
✍©️@MiriamDaCosta
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