Voce me Deixou sem Folego

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Você foi a flecha,
eu nem sabia que era alvo,
mas quando teu amor veio,
meu coração já estava marcado.


Não foi acaso nem impulso,
foi mira firme, foi intenção,
me atravessou com cuidado
sem destruir meu coração.


Teu olhar fez a promessa
antes mesmo da palavra sair:
“não vim pra ferir teus medos,
vim pra ficar aqui”.


E desde então carrego em mim
essa marca que não se apaga,
não sangra dor, sangra amor,
é ferida que nunca se fecha.


Se eu sou o alvo, eu aceito,
se você é a flecha, eu confio.
Que a promessa seja eterna
no ponto exato onde você me atingiu.

Te vejo em cada canto,
mesmo você estando em outro ambiente.
Me confundo: é real ou alucinação da minha mente?


Fecho meus olhos,
vejo os teus olhos brilhando.
Ouço a tua voz,
sinto-me ao teu tocar.


Teu perfume flutua no ar,
teu riso ecoa entre minhas lembranças.
E mesmo que não estejas aqui,
cada instante contigo parece viver em mim.

Cada batida do peito


Meu corpo se desorganiza
quando você se aproxima,
como se cada batida do peito
perdesse o mapa do próprio rumo.


O silêncio pesa nas mãos,
elas tremem sem frio,
é o sentimento tentando escapar
antes mesmo de virar palavra.


O mundo fica lento demais,
meu fôlego falha,
e o coração aprende a errar
o compassosó para
acompanharo seu.


Não é susto, nem acaso,
é algo antigo me chamando por dentro:
meu coração descobrindo,
enfim, que sempre esteve
a caminho de você.

Entre versos quebrados


O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.


As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.


No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.


E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois

Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.


Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.


Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.


E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.

Você não está quebrado.
Você só sente fundo.⁠

Com você a gente vai escrevendo a nossa história sem pressa,
linha por linha, no papel do tempo.


Tem dias que são vírgulas,
outros viram ponto final —
mas a gente insiste,
rasura o medo erecomeça
no mesmo parágrafo.


Teu riso é a frase que me prende,
teu silêncio, o espaço onde eu fico.
Se o mundo tenta apagar,
a gente escreve mais forte,
à caneta, no coração.


E se um dia faltar palavra,
a gente inventa sentimento,
porque amar você
é o único texto que
eu nunca canso de ler.

Penso em você,
e a saudade aperta meu peito.
Um vazio silencioso consome meu ser.


Roubaram o brilho do meu olhar,
meu sorriso já não sabe fingir alegria.
Até a luz cansou de morar em mim.


Falta-me o riso fácil,
falta-me o chão, o norte, o abrigo.
Falta-me aquilo que me fazia inteiro.


Estou incompleto desde que partiste,
caminhando em meio a metades e ausências,
vivendo sem a minha outra metade.

Tiro sua roupa


Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.


Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.


Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.


E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.

Poesia romântica


Lírio


Você nasceu lírio no meu silêncio,
branco de paz no meio do caos que eu era,
floresceu onde minhas dores tinham medo de existir,
e ensinou ao meu coração que amar também é repouso.


Teu amor não grita, ele perfuma,
fica no ar mesmo quando você vai embora,
é cuidado que não pesa, é presença que cura,
como quem toca a alma sem pedir nada em troca.


Se um dia eu murchar, fica,
regue-me com teu olhar simples e sincero,
porque amar você é como ser campo aberto:
mesmo ferido, ainda escolho florescer.

É você...


É você quando o mundo pesa
e alguém fica.
Quando o silêncio ameaça me engolir
e uma presença basta para me lembrar
que ainda existe chão sob os pés.
Você não chega fazendo barulho,
chega ficando.


É você quando me entende sem tradução,
quando segura minha mão
antes mesmo de eu pedir ajuda.
No meio do meu caos,
é abrigo.
No meio das minhas dúvidas,
é certeza tranquila,
daquelas que não precisam prometer nada.


E talvez seja isso que mais importa:
você não me salva —
me acompanha.
Não me ensina a viver,
vive comigo.
Veio sem aviso, sem plano, sem pressa…
e ficou,
como quem escolhe todos os dias.

Você é um enigma deixado sobre a mesa do meu peito, uma caixa antiga sem manual, cheia de símbolos que não se repetem.
Cada gesto seu muda a ordem das peças, e eu quebro a cabeça, não por falta de entender, mas porque decifrar você exige mais sentir do que pensar.

Ser amor é a sua essência mais pura,
como o sol beijando a pele em manhã calma.
Tudo que você entrega de coração aberto faz o mundo e quem ama mais bonito e inteiro.

um fim que parece começo,
se for com você.

Quando você segura minha mão
mesmo quando o mundo pesa nos meus ombros, não é só apoio
— é abrigo.
Seu olhar me encontra no meio do caos e me lembra que não estou só
nem quando tudo em mim vacila.


Amar você é perceber
que a força não está em nunca cair,
mas em cair junto e levantar de mãos dadas.
É dividir o medo em partes menores,
é transformar silêncio em presença,
é ser casa um do outro em qualquer tempestade.


Porque quando você fica,
mesmo com seus próprios cansaços, você me ensina o verdadeiro significado de nós.
Não é favor, não é obrigação —
é escolha diária, é entrega sincera.
E é nesse gesto simples que o amor floresce.

Insubstituível


Você chegou como quem não promete ficar, mas ficou em cada detalhe do meu dia.
No silêncio do meu quarto, no café ainda quente, no jeito que meu nome ganhou outro significado
quando saiu da sua boca.


Não foi escolha do coração —
foi reconhecimento.
Entre bilhões de rostos no mundo,
foi no seu que o meu descanso encontrou morada, como se amor fosse destino cumprido.


E se um dia me perguntarem por que você, não saberei explicar com lógica
— só direi que certas almas não se repetem.
Você não é opção, comparação ou acaso:


é aquilo que não tem cópia…
é simplesmente insubstituível.

A vida não quer que você corra,
ela quer que você aprenda.
Por isso ensina com silêncio,
com perdas, com recomeços.
Cada atraso é apenas o tempo
ajustando o destino.

"Onde está o futuro?
Bem aqui.
De quem é esta vida?
Minha.
Então, o que você vai fazer com ela? Vivê-la, custe o que custar."


- Raio Negro ( Jefferson pierce )

E se um dia me perguntarem o que vi em você, eu não falaria de beleza ou coincidência.
Diria apenas que, entre tantas pessoas passando pela vida,
meu coração teve a estranha
certeza de parar exatamente aí.

Tem algo em você que
Parece desacelerar o tempo.
Não sei explicar…
talvez seja esse sorriso discreto,
como quem guarda segredos bonitos no coração
e deixa escapar só um pedaço
deles pro mundo.


Você tem aquele tipo raro de beleza:
a que não chega fazendo barulho,
chega devagar…
e quando a gente percebe,
já ficou.


Te olhar parece aquelas músicas
que no começo a gente só escuta,
mas depois começa a sentir.
E sem perceber, a melodia vira memória, a memória vira saudade,
e a saudade aprende teu nome.


Talvez o mais perigoso em você
não sejam os olhos,
nem o sorriso.


É essa calma bonita que você carrega, porque tem gente que
entra na vida da gente pela porta…
e tem gente que entra direto no coração.