Voce me Deixou sem Folego

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Se ninguém jamais soubesse das suas boas ações, você continuaria sendo a mesma pessoa que diz ser?

Você está construindo uma vida que admira ou apenas sobrevivendo dentro de uma rotina que aprendeu a aceitar?

Se o medo desaparecesse por apenas um dia, qual seria a primeira decisão que você tomaria?

Você está gastando seu tempo criando uma história da qual se orgulhará no futuro ou apenas colecionando distrações para esquecer o presente?

Quantas versões de você já morreram ao longo da vida para que a pessoa que existe hoje pudesse nascer?

Se tudo o que você possui fosse tirado de você amanhã, o que ainda restaria que realmente define quem você é?

Você está vivendo de acordo com seus valores ou de acordo com as expectativas de pessoas que nem estarão ao seu lado no fim da caminhada?

Quando sua história chegar ao último capítulo, você será lembrado pelas coisas que acumulou ou pelas vidas que transformou ao longo do caminho?

Afinal, quando você olha para o mundo, você enxerga apenas a escuridão... ou também consegue perceber as pequenas luzes que ainda insistem em permanecer acesas?

NA VIDA ADULTA, NÃO EXISTEM AMIGOS. NEM NO TRABALHO, NEM DENTRO DE RELACIONAMENTO. QUANDO VOCÊ LEVA PARA A SUA CASA, PRINCIPALMENTE. TODOS SÃO CONCORRENTES DA SUA VIDA. VIGIE. APRENDENDO COM O ERRO DOS OUTROS E PASSANDO O RECADO!

Você está atravessando uma fase da vida em que não existem atalhos.
Você precisa atravessar com os próprios pés.
Então vem a tempestade.
A ponte balança, quebra, a água cai violentamente e você sente medo de que tudo desabe enquanto ainda está sobre ela...

Você não está sozinha.
Há outras pessoas atravessando a mesma ponte, enfrentando a mesma tempestade e tentando chegar ao outro lado.
Quando finalmente chega ao fim da ponte, você pensa que encontrou a saída.
Mas não encontrou.
Existe outra barreira.
E ela é ainda mais assustadora.
Uma parede muito alta, feita de areia, molhada pela chuva, cheia de buracos. Pessoas estão escalando, mas você sabe que aquilo não é realmente seguro.

Você está dentro de uma caçamba de lixo.
Você foi levada para algum lugar por engano.
Você grita.
Pede socorro.
As pessoas avisam o motorista.
Ele para.
E então ele te abraça.

"Você pode se sentir perdida, deslocada ou até colocada no lugar errado, mas isso não significa que ficará ali para sempre."

Você acorda depois do abraço.
Não acorda durante a queda.
Não acorda esmagada.
Não acorda no meio da tempestade.
Não acorda no momento em que a ponte desaba.
Você acorda depois que alguém percebe que houve um engano e oferece acolhimento.

Uma ponte instável.
Uma tempestade.
Uma subida impossível.
Um abismo.
Uma pessoa que você gostaria que estivesse ali para ajudá-la.
E, finalmente, alguém percebendo que você estava no lugar errado e dizendo, sem precisar de muitas palavras:
"Está tudo bem."

Você teve medo, congelou, pensou em desistir, olhou para o abismo, procurou apoio, avaliou os riscos e, aparentemente, continuou.
Às vezes, sobreviver não parece uma vitória cinematográfica.
Às vezes é apenas segurar firme no próximo galho.
E depois no próximo.
Até perceber que os seus pés finalmente encontraram terra.

Você não é mais a menina que espera ser escolhida.
Você é alguém que também construiu uma vida que pode ser observada.

Você não passou bilhões de anos sofrendo porque ainda não existia. Simplesmente não havia uma experiência subjetiva daquele período.
A possibilidade pode assustar enquanto estamos vivos porque somos seres conscientes tentando imaginar a ausência da própria consciência. E isso é quase como tentar usar os olhos para enxergar a própria ausência de visão.
Talvez por isso a morte seja um dos maiores mistérios humanos.

Se você acredita que existe eternidade, pode viver esta vida com esperança.
Se você considera que talvez esta seja a única vida, pode viver esta vida com presença.
Em ambos os casos, esta vida importa.
Porque, se existe algo depois, este momento é uma parte da sua jornada.
E, se não existe, este momento é ainda mais precioso porque é tudo aquilo que temos.
Talvez a pergunta mais honesta não seja “o que existe depois da morte?”
Talvez seja:
“Se eu nunca conseguir descobrir essa resposta enquanto estiver viva, como quero viver enquanto ainda posso fazer perguntas?”