Voce foi meu Pecado
Tempestade
Vento frio que me traz a solidão,
Sofrimento que habitou meu coração,
Ferimento lavado com a chuva,
Nem me sobraram os sonhos, foram estragados pelas mágoas,
Se hoje meu Rosto tem lágrimas,
Saiba que a culpa é sua.
Vento frio que me trouxe a solidão,
Coração magoado desde então,
Ferimento cicatrizado com o tempo,
Só me sobraram as mágoas,
Naquele dia enxugaram minhas lágrimas, e aquelas mãos não eram as suas.
Quem sabe eu compartilho meu amor com uma estranha, que ela possa se deleitar da minha cama, do meu corpo, se molhar no meu suor com cheiro de mato, e no final de tudo, que ela não roube meus sentimentos, porque ele também é estranho.
EU TE AMO (2023)
É loucura a facilidade com que expresso por ti o meu amo
Especialmente na estreia, na primeira vez que declamo
Sou dificuldade, verdade, falar tais sentimentos que mantenho aqui
É como barreira, açoite, algo que freia meu ramo, como um nó que não desfiz
Mas contigo, o nó se desfaz, flui, assobio o vento do outono
Quando lhe disse “Eu te amo”
Quando partimos naquela noite, frio que inflamo
Envolvidas em abraço, traço calor de quem amo
Eu não senti senão amor, um laço que reclamo
Eu não pensei, só amei, meu coração é seu chamo
Apenas te amava, tudo em mim é chamado
E amo, chama que não morre, fogo em que inflamo
Nunca havia sentido assim, é inédito, é singular, é um novo tramo
Não digo "eu te amo" a mais ninguém com fervor, tu és meu amo
Com você, sempre é primavera, beleza que proclamo
Natural, como ar, brilho da lua que derramo
Eu te amo, sem igual, melodiosa como um grito de um tambor
E sou feliz por te amar, por te chamar de amor, meu chamo.
Te amar
Te amarei até meu último dia nesse mundo
E ainda depois estarei ao seu lado, no claro ou no escuro, na sombra ou na luz, pois seu olhar sempre me conduz.
Te amar não é uma tarefa complicada, pois vivo apaixonada, não é como uma lição, pois não é obrigação, é como um hobby, faço porque gosto, faço pelo meu coração.
Por fim falarei sobre minha mania de você,
Minha mania de sempre querer te ter, te pertencer
Querer cuidar, preservar, e ainda, te amar.
Meu perfeito clichê
Não te quero só agora
Não te quero pra depois
Te quero a toda hora
Quero tanto um amor a dois
Esse amor desconhecido
É até palhaçada
Nem te conheço
E já estou apaixonada
Esse amor a distância
Parece brincadeira
Você nem me olha
E só dá você na minha cabeça
Daqui uns dias
Não vou aguentar
Vou falar e falar
Esse sentimento vou ter que confessar
O que sinto, vai saber
esse louco sentimento
Não vou mais esconder
Vai ler as juras e juras de amor
Que fiz a você
Uma pena nossa história hipotética não proceder
Já consigo prever, essa tal de timidez
Impedindo meu perfeito clichê.
Disse Raul Seixas: eu perdi o meu medo, meu medo da chuva... Completo: o problema é que ela me deixa resfriado!
Sabe por que a inveja não me fere? Porque Deus é meu escudo e minha fortaleza. Ele não devolve nada de ruim para o outro, ele neutraliza o mal para que não caia sobre seu filho, e o homem mal ele tenta ensinar... quem aprende evolui, quem ignora sofre!!! Sou feliz porque creio!!!
Walter Benjamin já havia sido eleito meu teórico de cabeceira. Um de seus livros ficava próximo ao meu travesseiro. Sobre o que ele escreveu, entre tantas frases de Benjamin, uma em especial me colocou a pensar nessa manhã: “o modo de sentir e perceber o mundo não depende apenas da natureza, mas também da história ”. Foi por conta dessa frase que me senti na obrigação de olhar no espelho e repensar o que de fato sinto sobre mim mesmo, como me sinto dentro de mim, e o que sinto que me tornei. Dado que nasci na década de 70, me tornei adolescente na década de 80, adulto da década de 90 e alguém em crise na segunda década do século XXI. Por tanto, é dessa forma que pretendo contar essa história, porque ela será uma história sobre os sentidos, não somente os meus sentidos, mas os sentidos que atuaram sobre mim e me fizeram assim. O que sou hoje.
Morro de coisas não vividas. Lá se vai o meu tempo, e fico aqui, cheio de um nada imenso que suprime todos os sonhos que poderia ter. Sobro dos riscos não corridos e caio do lombo de tantas aventuras, condenado a me danar sem saber qual seria o meu fim. Na verdade, saio de mim para não ver esse desfecho.
Bebo meu mundo numa solidão sem lados, fundo e teto. Passo minhas idades sem passar desses tombos que acumulo, apesar dos passos não dados. Morro de nascença, porque vivo da sombra de morrer, numa fuga doentia de minha auto procura. Sigo estando, porque ser me amedronta e dá preguiça.
Alguém na plateia reivindica: Tudo bem que platéia não tenha mais acento, mas eu quero meu assento pra ver o show!
ALGO ALÉM DA VISÃO
Este bloco de gelo acoberta uma chama;
meu olhar de Saara tem um lago oculto;
algo bom me reside, apesar da má fama,
sou alguém nas entranhas da faixa e do vulto...
Levo muitos pecados, mas mereço indulto;
tenho vida real escondida na trama
do boato e do vero; da ira e do culto;
acharás a minh´alma, revirando a lama...
Quem me quer venha fundo, mergulhe sem cisma;
queira mesmo a verdade, menospreze o prisma,
pra julgar meu melado considere a cana...
Tudo tem fundamento, sentido e razão;
cada cena e cenário algo além da visão;
minha capa de andróide uma máquina humana...
Lutei pela vida,
mas não soube lidar
capoeira da estrada
no chão do meu ser...
Ter um bom karatê
não me trouxe medalhas
nem me fez faixa preta
de caráter.
...
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Meu silêncio de pedra
faz que não mas te ordena;
te revolve;
te preda.
Minha cara de bobo
tem os olhos da águia;
da coruja;
do lobo.
MUNDO PLURAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje o tempo é meu sócio na vida que levo;
tenho mundo cabível na concha das mãos;
dou aos nãos do que sonho a medida real
do caminho de flores, mas também de farpas...
Não farei latifúndio do espaço excedente,
plantarei onde os olhos, a semente alcançam,
porque gente precisa partilhar o chão
pra fazer o seu campo e trasladar o céu...
Aprendi a ter tudo sem que seja o todo;
que meu tudo é meu algo, basta que me baste
sem desgaste ou batalha de vencer alguém...
Vejo além o bastante pra saber parar
onde o mar adverte que pertence ao peixe;
onde o feixe de sonhos encheu a braçada...
MEU GRANDE HUMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
O bom amor que percorre
a luz serena em meu rosto...
meu olho raso de fundo
que seu olhar jamais vê...
é minha prova diária
de que não perco meu gosto
pela vida e pelo mundo...
nem meu humor por você.
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