Voce foi meu Pecado
Meu Deus, afasta de mim todo aquele que não quer a minha felicidade, que diz na minha frente gostar e me admirar, mas que pelas minhas costas trama contra mim.
Me protege, ó Deus! Me guia, ó Pai! Para que eu consiga separar quem é de verdade e quem é tão somente pó e ilusão.
“Se eu permanecer neste mundo, temo que meu coração continue se inclinando para aquilo que é mau. Por isso, Senhor, se for da Tua vontade, leva-me daqui antes que eu me afaste ainda mais de Ti e deseje aquilo que não Te agrada.”
Ah, meu amor não tem idade
Se eu pudesse te abraçar
Da felicidade
E para matar a saudade, agora
Quero do seu lado eternamente estar
Sentindo-o que és um nascer a toda hora.
E ele será amado, oh sim,
Nos caminhos do meu coração,
Entre flores e espinhos,
Enfrentamos a escuridão.
Não são só arco-íris e borboletas,
É mais que um simples querer,
É um acordo de almas serenas,
Que juntos querem viver.
Meu coração é casa aberta,
Para quando ele quiser chegar,
Seja noite ou seja dia,
Aqui ele pode descansar.
Juventude enfrenta mares,
Ondas fortes de emoção,
Mas com ele ao meu lado,
Navego sem hesitação.
Nosso amor é força e brisa,
É farol na imensidão,
Oferecemos um ao outro,
Amor e dedicação.
Desentendimentos vêm e vão,
Mas nosso laço é resistente,
A vontade de estar juntos,
Nos torna sempre presentes.
Sua beleza e seu sorriso,
São joias a brilhar,
E eu, amante dedicado,
Sempre hei de cuidar.
Amor verdadeiro é paciente,
Resiste às tempestades,
E ele será amado,
Além das adversidades.
Nos dias claros, nos dias turvos,
Estaremos sempre a caminhar,
Pois o amor, em sua essência,
Sempre há de triunfar.
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Quando eu vejo aquele sorriso,
Distante, num retrato,
Meu coração aperta,
Calado.
Eu começo a chorar,
Molhando o meu sorriso,
E num suspiro,
Eu me perco no que é amar.
Por ser perfeito, quando eu penso nele, eu sinto amor que não cabe em mim.
Poema do encantamento
Essa paixão sem tamanho
é só o coração que inventa.
Ele é meu azul guardado,
minha esquina de silêncio e de canto.
O sol me atravessa,
me deixa leve, meio tonto.
Esse amor que não cabe no peito
não tem regra, nem medida.
O vento traz canções que escrevi
num rascunho qualquer de madrugada.
Cada verso procura por ele,
cada verso é endereço sem mapa.
A poesia fez festa em mim,
me deixou mais vivo que antes.
Até a saudade ficou bonita,
melhor que a solidão dos bancos da praça.
Teu sorriso carrega o verão,
teu abraço é sol de janeiro.
És flor, és perfume, és destino:
na beleza que é amor, respiro.
Quero a vida sempre assim:
com ele perto,
até a última chama da vela.
Eu, que descri de tudo,
descobri em seus olhos
a tal felicidade.
Mas o medo cortou o caminho:
faltou coragem em mim,
faltou coragem em ti.
E o amor ficou escondido do mundo.
Não foi justo.
Se o meu peito fosse o mundo...
Se o meu peito
Se o meu peito
Fosse o mundo
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas dele mesmo
Só pra um dia
Só pra um dia ela voltar
E se a noite
E se a noite fosse longa
Eu acendia, eu acendia o meu luar
Com as estrelas
Com as estrelas que guardei
Só pra um dia
Só pra um dia ela olhar
Eu fecharia
Eu fecharia os meus jardins
E guardaria, e guardaria o seu lugar
Não por medo
Não por medo de perdê-la
Mas porque
Mas porque não há outro igual
E se o tempo
E se o tempo me perguntasse
Por que ainda
Por que ainda há flores lá?
Eu diria:
Eu diria que certas flores
Não precisam
Não precisam mais voltar.
Pois um dia
Pois um dia os portões fecham
E o silêncio
E o silêncio aprende a morar
Mas o peito
Mas o peito guarda o caminho
Que alguém fez
Que alguém fez para voltar.
E se um dia
E se um dia ela voltasse
Encontraria
Encontraria tudo no lugar:
As pedrinhas
As pedrinhas do meu peito,
E uma rua
E uma rua pronta para ela passar.
Aprendi mais sobre eu advercidade do que no meu sucesso.
A situação pode até me ferir, me fazer chorar mas jamais irá me vencer...
Daí-me força e fortalece a minha fé para a cumprir a sua vontade Paí.
R & F Perazza .'.
"Não mudo o meu passo pelo ruído de quem assiste à minha jornada. O preço das minhas escolhas eu pago em silêncio; que os outros guardem suas moedas de conselhos para as suas próprias colheitas."
O Desfile dos Meus Eus
Sou o intervalo entre o que quero e o que sou,
o lugar onde meus eus se encontram
sem se reconhecer.
Cada um traz no rosto aquilo que o outro deixou,
e nenhum sabe ao certo
quem veio primeiro a ser.
Passa por mim um que se julga corajoso,
logo atrás,
vem o que chora na penumbra.
Um inventa certezas com ar cuidadoso,
enquanto o outro desfaz
tudo aquilo que inventa.
Eu os observo,
ou eles me observam?
Já não sei
quem conduz esta procissão.
Talvez sejam meus os passos que me movem,
talvez eu seja apenas
mais uma na multidão.
Quantos sou eu
neste instante exato?
Quem pensa
aquilo que agora escrevo?
Sou o autor,
o personagem
ou o ato?
Sou o que sinto
ou aquilo que concebo?
Há em mim quem sonhe
sem nunca ter vivido,
quem viva
sem jamais saber que sonha.
Quem escreva
para encontrar o próprio sentido
e quem se perca
justamente quando o encontra.
Canso-me de assistir
à minha própria passagem,
espectadora de uma comédia
sem enredo.
Procuro um rosto inteiro
atrás da personagem,
mas só encontro
estilhaços, máscaras e medo.
Nunca ser somente um,
talvez seja esse o dilema:
ser o que parte,
o que fica
e o que quebra.
Carregar dentro do peito
mais de um
e ainda perguntar:
qual deles sou eu, afinal?
Se me procuro no espelho,
não vejo nada.
Nenhuma certeza
permanece ali.
Vejo apenas
a multidão que me habita calada,
e, no meio dela,
alguém
que escreve por mim.
Carina Gameiro
O meu eu de 1975
Tenho vários “eus” dentro de mim.
Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.
Mas existe um que é especial.
Ele nasceu em 1975.
Foi assim.
Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.
Havia outros vendedores esperando também.
Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.
Não estava exatamente olhando para ele.
Estava tentando ligá-lo.
E não conseguia.
Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.
Ele olhou para mim e disse:
— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.
Rimos.
Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.
Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.
Mas aquela conversa mudou a minha vida.
Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.
Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.
Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.
Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.
Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.
Marcamos.
Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.
Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.
Para explicar melhor, ele fez uma comparação:
— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.
Achei aquilo meio loucura.
Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.
Talvez eu já fosse assim naquela época.
Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.
Outras nascem como vento.
Eu nasci vento.
Não paro. Nunca.
Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.
A entrevista foi objetiva.
Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.
Comecei estudando o material técnico.
Pela manhã, lia e estudava.
À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.
Eram inúmeras.
A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.
A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.
Ali eu treinava todos os dias.
Montava as ferramentas.
Desmontava.
Subia nos postes.
Descia.
Montava novamente.
E começava tudo outra vez.
Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.
Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.
A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.
Agora seria de verdade.
Era junho de 1975.
A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.
As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.
Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.
Depois fomos para Curitiba, para a Copel.
Agora a tensão era de 230.000 volts.
Mais um mês de treinamento.
Na sequência, fomos para Paulo Afonso.
Ali o desafio era ainda maior.
A tensão da rede chegava a 500.000 volts.
Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.
Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.
Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.
Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.
Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.
Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.
Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.
Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.
Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.
Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.
Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.
Era uma profissão.
Era uma especialidade.
E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.
Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.
Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.
Eu já era casado.
E quase não parava em casa.
Vivia dentro de aviões.
Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.
Até que surgiu um convite irrecusável.
Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.
O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.
Aceitei.
Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.
Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.
Mas não havia outro jeito.
Fui admitido na nova empresa.
Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.
Parecia que começava uma nova etapa.
Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.
A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.
Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.
Pedi demissão.
E recomecei.
Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.
Ele só estava esperando ser atendido.
E, enquanto esperava, a vida apareceu.
Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.
Amanda Tamiris da Maia:
Não busco superioridade, mas percebo a fragilidade moral ao meu redor. Não sinto piedade; o que há é o impacto profundo de observar o vazio espiritual de quem escolheu a omissão do amor e da compaixão por mim. Minha nobreza reside na minha capacidade de sentir, mantendo a mente límpida e uma consciência que não se abala pela mediocridade alheia
Sei quem sou, sei de onde vim e sei exatamente qual é o meu próximo capítulo. O dia da colheita virá, e o bom semeador há de ter belas colheitas.
A semente de mostarda não era nada, e olha como cresceu. A oliveira não era nada, e olha como enche as bacias das casas. Assim será a sua colheita ...🧡🌳🙏🏻
Ritmo Brasileiro ✨🇧🇷
Em ritmo brasileiro,
busco o meu instrumento;
sou incrível,
como um farol que ilumina a noite.
O canto dos pássaros me alegra,
o som da natureza me desperta.
Acredito que minhas escolhas são certas e concretas:
a base mais sólida.
E a completa realização se faz festa.
As águas são calmas, e eu sou paz.
Melodia bonita é a da vida!
Que alegria ver a família reunida.
Maravilhoso é Deus.
O abençoado prospera,
e a graça divina alivia o meu coração.
Crer é confiar,
e todo o bem crescerá.
— Amanda Tamiris da Maia
Poeta de Literatura
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