Voce foi meu Pecado

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Tive um sonho
Deveras assustador
Vi um psicopata
Um doente
Foi assustador

Ele nada sentia
Ou de todos os sentimentos
Cada um possuía
Sorrindo em pleno desastre
Enfurecido na alegre festa

Foi assustador
Vê-lo passear
Entre a paz e o caos
Num piscar de olhos
Foi assustador

Tive um sonho
Deveras autêntico
Medonho

Vi a mim mesmo

Irradiação fóssil

Viagem astral..

Vi pela primeira vez na multidão
A praia foi a moldura da situação
Minha pele negra brilhava ao sol

Só em olhar
sentia vontade
só em piscar
sentia saudade

Decepção
mas que decepção

Ela segurou a bolsa quando me viu
Sua postura demonstrava uma insatisfação com a minha cor
Seu olhar me fuzilava sem pudor
E a minha alma nua
alvo das flechas da discriminação

Decepção
mas que decepção

Só porque o meu cabelo é rás’
minha mente é paz

O Que Sempre Foi Para Ser


Hoje já te quis dentro de mim mil vezes, e em cada uma delas lembrei que, de alguma forma, você já pulsa aqui dentro. Mas ainda assim te quero perto, tão perto que nossos corpos provoquem faíscas, que o calor do desejo nos envolva até dissolver qualquer distância. Quero sentir sua pele na minha, o toque que não pede licença, a respiração entrecortada pelo arrepio do encontro. Quero a explosão e a calmaria, o fogo e o silêncio que vem depois, quando já não há nada entre nós além do que sempre foi para ser.

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Minha vida não tem andado tão perfeita,na verdade nunca foi perfeita,to cansada de me iludir com tudo,e ter ainda que colocar um sorriso no rosto e dizer que não tenho nada que estou bem,mas na verdade eu não estou bem,nem se quer estive bem.Estou com coisas trancadas dentro de mim,muitas delas estão me machucando de uma maneira que estou me acostumando com essa dor.

Nunca o silêncio me foi tão grato, nunca o sossego foi tão perfeito.

Sinto cheiro da chuva, sinto a brisa de dias bons e me distraio com a ficção, na qual foi criada para tornar menos vazia minha existência.

[Foi bom enquanto durou] No fundo, eu sabia que duraria pouco e, por isso, eu acho que durou até mais do que as minhas expectativas sugeriram. Eu já quebrei a cara por ser intensa. Dessa vez e de outras inúmeras vezes. Você nem acreditaria se eu te contasse, meu amor. A intensidade já tentou matar os meus sentimentos, mas foi exatamente pela intensidade em sentir que eu sobrevivo sempre.
Tem uma história ou texto, acho que do Chico Xavier, onde ele diz que tudo passa. A lágrima, a dor e o sofrimento. Só que o Chico colocou tudo no mesmo barco. O sorriso, as alegrias da vida, o sucesso, o amor. Isso também pode passar.
E o amor passou arrebentando o meu coração. Por isso eu tenho sangrado tanto. Só que eu fui feliz com você. Ao teu lado eu pude descobrir coisas lindas sobre mim e redescobrir sentimentos adormecidos pelas vezes em que, para a dor passar, tive que deixá-los passar desapercebidos pelos olhos da minha alma.
Foi em meio a esse vazio que você chegou e preencheu tudo com uma generosidade surpreendente. E eu sentia que você era demais para ficar preso a uma pessoa. Então, eu fui tentando não me acostumar com o seu sorriso todas as manhãs, ao seu abraço apertado que ao invés de sufocar, me fazia respirar bem e melhor. A sua voz tão calma e tranquila, porém tão intensa.
Impossível não se acostumar. Eu sei.
Essa hora iria chegar mais cedo ou mais tarde e a história durou o tempo necessário para me deixar convencida de que o tempo foi excepcional enquanto estávamos juntos. E você partiu da forma que chegou. Generoso e despretensioso.
Não sinto raiva, mas dói! A dor da saudade e, também, da gratidão pelo universo ter me presenteado em algum momento com a sua presença. A dor de saber que não foi pra sempre.
Vou fazer o que me pediu. Seguir em frente, só que me inspirando no ser humano que você é. Acreditando em todos os profetas e médiuns que afirmam que isso vai passar. Mas vou sem fechar os olhos para o sentimento tentando matá-lo. Não vou ficar vazia. Você me preencheu.
E de agora em diante não serei de ninguém que seja menos daquilo que você foi pra mim.

Não foi fogo da fogueira ...
Não foi fogo do fogão ...
Foi o fogo dos seus beijos
que queimou meu...
CORAÇÃO!!!

Foi lindo, foi forte, foi verdadeiro, mas já foi...
Mas se não é mais, por que ainda me inspira, se já nem me faz suspirar?
Não voltaria atrás, pra fazer diferente,
Não voltaria atrás, pra fazer novamente...
Não voltaria!
Marcou, vai ficar guardado,
ficou pra trás...
Não dói mais!
Mas ainda é como um vento...soprando inspiração pra perto de mim..

Foi como me envenenar. Lento e doloroso. O pior veneno que já experimentei: o amor.

Tudo na vida tem um motivo, um propósito. Se não foi dessa vez, vai ser da próxima. Jamais desista, sempre lute. Como todos sabem, o sonho não acabou.

Antes e acima de tudo, sou filha de Deus, capturada, adotada e consciente de que essa foi a escolha mais importante da minha vida. Também não abro mão deste posto por nada nem ninguém. Sou alguém que tem compreendido o quanto Deus me ama e o que Ele fez pra demonstrar isso, mas estou longe de alcançar a “estatura completa”. Sou feliz, muito mais do que sou triste, e a valorização da minha felicidade é totalmente dependente e inversa às tristezas que passam pela minha vida. Já andei pelo deserto (lugar de treinamento), mas também já descansei no Senhor (lugar de paz e tranqüilidade). Já me machuquei pela vida. Já machuquei outras vidas. Mas também curei e fui curada. Já me senti sozinha quando rodeada de amigos. Já esqueci e fui esquecida. Errei e erro tentando acertar, nunca premeditando o mal. Chorei e fiz chorar. Me humilhei e fui humilhada. Mas nada disso me diminuiu. Sou calada e discreta, à primeira vista. Extrovertida, à segunda vista. Meu sorriso é fácil. Não preciso de muitos esforços para me comunicar e a simpatia não me custa caro (não me custa nada). Tenho muitos sonhos e já realizei vários. Mas também já me frustrei com alguns e desisti de outros tantos. Mas os sonhos sempre se renovam, amadurecem, se engrandecem e os lugares e personagens mudam, mas o protagonista e alvo continuam os mesmos. Já dividi meus sonhos. Já sonhei sonhos alheios. Mas guardo comigo sonhos que não podem nem nunca foram contados, mas que por mim, são perseguidos há muito tempo. Vivo meu presente às vezes no passado, às vezes no futuro. Não consigo usufruir totalmente do “agora”, mas sei que as curvas e desvios de meu passado se devem a momentos que agi sem pensar. Sou calculista. Mas nem por isso atraso minha vida ou perco meu tempo, apenas uso ele da melhor forma possível, sabendo sempre que não posso agir conforme quero ou sinto, pois estou rodeada de pessoas que me amam, me cuidam, e outras que nem tanto. Por isso, minhas atitudes pensadas são todas em homenagem àqueles que estimo, e nunca em detrimento dos que me fazem mal. Acredito que todos os erros são dignos de perdão, e o meu tem esse alcance. Mas sei (e saiba) que as conseqüências de um erro são inevitáveis. Já me arrependi, tanto de ter errado na situação certa, como de ter acertado no momento errado. Já errei pela falta e pelo excesso. Sou ponderada e totalmente flexível, e busco mudança assim que vejo um motivo ou justificativa que realmente valham à pena. Mas meu maior motivo de viver é saber que, a cada manhã, tenho uma nova oportunidade de construir minha vida, e posso prolongar a felicidade ou interromper o sofrimento do dia anterior. Quem me permite isso?! O meu Pai do céu, em quem confio, mesmo que, às vezes, com a fé abalada, mas que está sempre perto e presente na minha vida. Todos os dias Ele me diz que “está comigo e que o melhor ainda virá”. Tudo o que sou devo a Ele. Tudo o que preciso ser, dependo Dele!!!
Sei que Deus não me criou para que me sentisse derrotada pelos problemas que a vida me apresenta. Deus não me criou para o desânimo que insistente bate à porta de meu coração, sempre que alguma coisa não dá certo. Ele não quer ver esta ruga que aparece em meu rosto, refletido no espelho, sinal de toda a preocupação que ocupa minha mente. Ele sabe que se hoje as coisas não me parecem bem, amanhã, à luz de um novo dia, elas me parecerão menos graves, do que o impacto que me causaram. Ele sabe, que não obstante, à pequenez de minha fé, sinto que posso contar com a Sua proteção. Sabe que tenho a certeza absoluta de que não colocará em meus ombros peso maior do que eu possa suportar. Sabe que entendo que essas experiências desagradáveis pelas quais passo em minha vida, servirão apenas para evoluir e fortalecer meu espírito e enriquecer meus conhecimentos. E é por tudo isso, que não devo esmorecer, não devo dar ao meu inimigo, seja ele quem for, físico, moral ou espiritual, o gosto da vitória sobre mim. Deus me criou para ser amada, principalmente por mim mesma! DEUS ME CRIOU PARA VENCER... SEMPRE!

Realizar um sonho não foi e nunca será fácil pra ninguém. Todos os grandes sonhadores do passado foram, muitas vezes, massacrados pelas suas ideias. Tiveram motivos suficientes para desistir dos seus sonhos, porém foram teimosos, persistentes, audaciosos. Taxados como loucos, muitas vezes. Porém não desistiram e mudaram o mundo.

Creio, vivi um conto de fadas, mas sem o “felizes pra sempre”;
Foi mágico... lindo...
E certamente será inesquecível.
Não pude detê-lo, por mais que este fosse o meu desejo;
Deixei-o partir... e ele se foi, levando consigo o brilho dos meus olhos e o encanto do meu sorriso.
Fiquei observando... desejando que uma maré forte o trouxesse de volta.
Enfim, o mar silenciou-se.
Guardo em meu coração todos os momentos bons e o aprendizado proporcionado pelo “Cuide-se”
Deixei de focar em você e agora estou cuidando de mim... amando-me...como deve ser!
Cuide-se você também!!!
"o tempo passa e com ele a dor..."
06.10.09

Sim, foi assim que aconteceu... Os meus pais foram assassinados bem diante dos meus olhos por shinobis de Konoha... É por causa do amor que sacrifícios são feitos... E o ódio nasce.

Ele me surpreendeu do pior jeito possível. Foi de cara, num susto. Ele voltou praquele lugar que ele já conhece bem, pro colo daquela que já esteve no passado. E eu nem cogitei essa hipocrisia quando escrevi aquelas coisas piegas. De repente, me sinto tão bobinha que eu quase sinto vontade de me jogar de algum lugar alto. A partir de hoje não escrevo mais cartas porque é sempre invevitável enviar, e ele não merece mais a intimidade que ele tinha quando eu escrevia pra ele. A intimidade dele não é mais minha, e a minha não é mais dele. Nossas vidas se separaram num trecho sem retorno e aquele amor não pode mais vencer a força do desencontro. Porque agora ele diz te amo pra ela. E eu me esforço pra gostar pelo menos um pouquinho de alguma outra coisa que não seja ele. E se antes eu queria outra resposta, agora não quero mais ouvir nada. Não quero esperar mais nada. Não quero saber mais nada. Nada. É isso que eu quero dele. Pra sempre.

Sentimento de amar.

Amar-te foi uma surpresa,
Sem reação, sem querer, sem noção.
Naquela noite em que eu estava ali,
E você aparecera,
Meu coração começou a sentir.
Sentiu algo novo, contraditório,
De sim e não.
Sem aceitar, enganei-me em ser uma
Mera ilusão.
Mas, com o passar do tempo,
Hoje evito te olhar,
Simplesmente para que
Não cresça esse sentimento de amar.

A Arte foi definida cem mil vezes: é o belo, o verdadeiro, o bem. A Música, que é um dos ramos da Arte, está inteiramente no domínio da sensação. A sensação se produz no homem quando este compreende a Arte de duas maneiras distintas, mas estreitamente ligadas; a sensação do pensamento que tem por conclusão a Filosofia e, depois, a sensação que pertence toda ao coração.

Foi então que eu a vi.

Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela.

Cabelo mal pintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar-comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olha a rua. Na mão direita tinha um cigarro; na esquerda, um copo de cerveja.

E chorava, ela chorava.

Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo.

Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém acho. Tão voltada para a sua própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu também não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de neon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida.

Sem o recurso dessas benditas levezas nossas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música do Caetano, uma caixa de figos.

Às vezes penso que o sorriso foi inventado para esconder o sofrimento.