Voce foi meu Pecado

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"Chamaram um padre, mas o padre era exorcista. Foram em um culto, mas à crença foi proibida. A espiritualidade se tornou interesseira, se materializando em torno das tristezas. Dúvidas no ambiente, mas sumiram no tempo. Ficaram abismados, e o padre foi possuído. Mudanças nas vozes, onde os livros foram vendidos."

"Gratidão pelo discernimento, mas o evolucionismo foi passageiro. Pagaram por Agêneres, mas esqueceram das outras almas. Confusão por todos os lados, e só espalharam boatos. Vidas se perderam, por causa dos ensinamentos. Incapacidade de se amar, pois as palavras foram interpretadas de maneira errada."

"René Descartes me fez pensar, mas foi Aristóteles que me fez sonhar. Pitágoras me apresentou a geometria, na qual Tales de Mileto me mostrou à vida. Porém Bertrand Russell me apresentou a junção de pensares, nos quais John Locke possibilitou vivenciar. Mas encontramos um desequilíbrio durante o caminhar, onde Thomas Nagel nos fez tentar equilibrar. Copérnico revelou suas teorias, onde Johannes Kepler pensou em várias vidas."

“2028 tá logo ali… 👀✨ Tem história que ainda não foi escrita, mas já tem alguém se preparando para fazer história em Brejo Grande. 🏳️‍⚧️💫”

O mundo parece anestesiado por um individualismo profundo, onde a empatia foi esquecida e ninguém mais demonstra interesse em estender a mão ao próximo.

Vencer ensina isso: alguns só aparecem quando a linha já foi cruzada.

Agradeço a quem me desvalorizou, pois foi na ausência do reconhecimento alheio que aprendi a enxergar o meu real valor.

Saudades do Rio


Agilson Cerqueira


O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.


Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.


Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.


Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.


E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.


Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.


Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.


É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.


Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.


Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.


Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.


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Não foi falta de amor — foi a ausência de prioridade que falou mais alto.

Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…

E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.

Na sua partida, um pouco de mim também se foi.
As lembranças boas também viram dor.
O mundo se tornou negro, porque você também era minha luz.
Mais, aos poucos até você me conduz.
Com o tempo os dias se tornam claros.
A vida se torna mais bonita.
A saudade mesmo apertada, não se intensifica.
Estou reaprendendo a viver, mesmo com a saudade de você!

Na sua partida, parte de mim se foi também...
A parte da inocência.
A parte da confiança.
A parte da segurança.
A parte de saber que para você eu era especial, assim como você é pra mim.
Do amor incondicional.
Você era parte forte da minha estrutura a qual hoje e sempre estará abalada.
Sigo, todo o tempo mantendo firme o prédio com o que sobrou.
Honrando tudo o que me ensinou.

Mira só quer se unir aos elefantes e papagaios


Óamado ,foi prometido que todos que disserem o Nome serão salvos.
Pelo seu poder as rochas perdem sua dureza.
Derretendo como gelo virando água.A terra fica macia, cedendo.


Eu também sinto essa atração.


Não guardei mérito,sei bem o peso dos meus pecados.
Uma cortesã ensinou o papagaio repetir o seu nome.
E foi levada ao céu de Vishnu.
Um elefante que se banhava balbuciou seu nome e você voou para a terra.
Das costas de Garuda correndo para ajudá-lo.
Abriram-se as mandíbulas do crocodilo.
Libertou-se também aquele elefante do renascimento: chega de úteros animais para ele.
Ajamila deu a seu filho seu nome,chamando-o no leito de morte.
Você respondeu.O medo da morte desapareceu.
Todos conhecem essas histórias.
E você sabe quais seres lhe deram seus corações por completo.
Sua serva Mira faz uma pergunta:
Porque você não me salva?




Mirabai

Cristo não me salvou porque eu merecia, mas porque o Seu amor foi maior do que a minha indignidade.

A garota mais linda de todo o universo
Foi deixada sozinha, sem ajuda nenhuma
Para abraçar, ou ensinar, ou moldar, ou rezar
Ela caiu do esgoto e se perdeu
Monstros e demônios de todos os tipos
Roubaram sua alma e inocência
Eles beliscavam e puxaram tudo o que restava
Até que a fizeram uma princesa da Disney

Melanie Martinez

Nota: Trecho da música Disney Princess.

O mundo se tornou uma vitrine de ilusões, em que a essência foi esquecida, trocando a profundidade dos sentimentos por aplausos superficiais.
Vivemos uma era em que a aparência é mais valorizada que o conteúdo,
e, alimentando apenas o ego, tenho a impressão de que estamos cada vez mais vazios e artificiais.

O Solitismo foi desenvolvido por Willian Zon, em Ouricuri, Pernambuco, Brasil. Criado pelo mesmo autor do Zonismo, surgiu como uma filosofia independente, dedicada à liberdade individual, à privacidade e às relações humanas. Seu princípio central é o Modelo do Desconhecido, que propõe uma vida mais reservada, com menos intimidade social e maior autonomia pessoal.

Digno é o Cordeiro Jesus Cristo, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças.

⁠A única Esperança foi morta, mas a Esperança ao terceiro dia ressuscitou dos mortos.

⁠O último suspiro do sábio foi: "A tolice é vaidade e a sabedoria é vaidade! Mas o respeito profundo de buscar a Deus é o que mais importa nesta vida."